México, EUA e Canadá registram casos novos de gripe suína
da Folha Online
Os governos de México, Estados Unidos e Canadá confirmaram casos de gripe suína, neste domingo. No México, o total de mortes causadas pela doença subiu de 20 para 22. Nos EUA, os oficiais federais confirmaram haver 20 doentes. No Canadá, há quatro.
Outros 16 casos de suspeita da gripe suína estão sob análise em países da Oceania, Europa e Oriente Médio. Na Nova Zelândia, há dez suspeitas; na França, quatro; na Espanha, três; e em Israel, um. No Brasil não há indício de circulação do vírus, informa o Ministério da Saúde.
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| Sashenka Gutierrez/Efe |
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| Para tentar conter gripe, mexicanos circulam com bocas e narizes cobertos por máscaras |
De acordo com o prefeito de Cidade do México, Marcelo Ebrard, as duas mortes confirmadas na capital mexicana neste domingo ocorreram nas últimas horas. Mais cinco mortes suspeitas aconteceram, o que eleva o total de mortes suspeitas para 65. Mais 73 pessoas permanecem internadas à espera de diagnóstico, enquanto, em 59 casos, a gripe suína foi descartada. No total, mais de 1.300 pessoas já teriam sido atingidas.
Na Cidade do México, igrejas estão vazias; zoológicos foram fechados; as visitas a centros de detenção para adolescentes estão suspensas; e funcionários dos serviços de saúde procuram pessoas contaminadas nos aeroportos e terminais de ônibus. O presidente Felipe Calderón decidiu isolar qualquer pessoa com suspeita de gripe.
Nos EUA, só neste domingo, foram confirmados oito casos de gripe suína em Nova York, dois no Estado do Kansas e um no Estado de Ohio. Os outros casos já tinham sido confirmados na Califórnia (sete) e no Texas (dois). Em entrevista, na Casa Branca, o médico Richard Besser, do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, disse que todos os casos de gripe suína registrados naquele país foram "leves".
Em Nova York, os casos confirmados neste domingo são de oito alunos da St. Francis, maior escola particular católica americana, com 2.700 estudantes. No total, cerca de cem alunos da St. Francis estão com sintomas de gripe, à espera dos resultados dos testes laboratoriais que irão confirmar ou descartar o diagnóstico de gripe suína.
No Canadá, os quatro casos confirmados neste domingo são também de alunos que viajaram para o México recentemente. Oficiais de saúde da Província de Nova Scotia, onde moram os pacientes, informaram que os quatro passam bem. Eles têm idades entre 12 e 17 e estudam na escola King's-Edgehill. Para o governo, os casos foram "muito leves".
Suspeitas
Na Europa, França e Espanha têm, respectivamente, três e quatro casos de suspeita de gripe suína, sempre envolvendo pessoas que estiveram no México recentemente. Na Espanha, os pacientes com sintomas de gripe --identificados nas últimas 24 horas-- estão nas localidades de Almansa (Albacete), Bilbao e Valência. Todos estão internados por precaução, mas o seu diagnóstico só sairá em dois dias, segundo a ministra de Saúde, Trinidad Jimenez.
Para a ministra, embora o governo espanhol esteja buscando todas as pessoas que viajaram com os pacientes suspeitos para questioná-las sobre seu estado de saúde, a situação ainda é de "tranquilidade", e não de "emergência".
| Kiko Huesca/Efe |
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| Trinidad Jimenez, a ministra de Saúde da Espanha, confirma avaliar três suspeitas |
Na França, oficiais do Ministério de Saúde afirmaram, à agência de notícias Associated Press, que há quatro suspeitas, sendo uma família de três pessoas da região nordeste e uma mulher da região de Paris. Outras duas suspeitas já foram testadas e descartadas. No Reino Unido, um tripulante da companhia aérea British Airways foi levado a um hospital de Londres com sintomas, porém os testes laboratoriais descartaram a hipótese de gripe suína.
Na Oceania, a Nova Zelândia mantém sob observação dez estudantes que, "provavelmente", contraíram a doença durante uma viagem da escola ao México. De acordo com o ministro da Saúde, Tony Ryall, nenhum estudante está seriamente doente e não há confirmação da gripe.
No Oriente Médio, o Ministério da Saúde de Israel mantém sob observação, em um hospital da cidade de Netânia, a norte de Tel Aviv, um homem de 26 anos que voltou do México com sintomas da gripe. A ordem é para que toda pessoa com suspeita de gripe seja mantida em quarentena até o diagnóstico final.
Doença
O vírus da gripe suína identificada no México é do tipo influenza A --uma variação do H1N1-- e é transmitido de pessoa para pessoa. Ele possui DNA de vírus de aves, porcos e humanos, com elementos de vírus suínos europeus e asiáticos. Os sintomas são febre superior a 39ºC que aparece repentinamente, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.
Para evitar o contágio, é recomendado usar máscara, não cumprimentar com a mão nem com beijo e evitar as aglomerações de pessoas.
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA informou que o remédio antigripal Tamiflu --cujo nome genérico é oseltamivir-- e o Relenza --Zanamivir-- parecem ser eficazes contra a doença.
Diagnóstico
Há suspeitas de que o México tenha perdido dias ou semanas valiosos para identificar essa nova variação da gripe suína. De acordo com a agência Associated Press, a primeira morte causada por essa variação de gripe suína aconteceu no Estado de Oaxaca, no último dia 13, mas o México só enviou amostras de mucosa para análise cinco dias depois.
Naquele mesmo dia, o governo mexicano enviou equipes de profissionais da saúde a hospitais para procurar mais pacientes com gripe severa ou sintomas de pneumonia. Eles perceberam, então, que estavam morrendo principalmente pessoas com 20 a 40 anos, embora os idosos e as crianças sejam as vítimas mais comuns das gripes --o mesmo ocorreu na gripe espanhola, que matou ao menos 40 milhões de pessoas entre 1918 e 1919.
De acordo com o secretário de Saúde mexicano, José Cordova, os laboratórios do país não tinham dados suficientes para detectar a variação inédita do vírus. Para o México, foi só na quarta-feira passada (22) os casos deixaram de ser tratados como remanescentes da época da gripe, que vai de janeiro a fevereiro, para ser casos de um vírus inédito.
Com Efe, Reuters e Associated Press
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O Ministério da Saúde está atento e continua realizando todas as ações relacionadas à Influenza A (H1N1). Cabe ressaltar que o número de casos graves da doença e de óbitos vem diminuindo. Estamos sempre à disposição.
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Apesar de ainda serem notificados novos casos graves de Influenza A (H1N1), esse número teve uma grande redução. No Brasil, em comparação com a semana epidemiológica com o maior número de notificações, a semana epidemiológica 44 (até 07 de novembro), apresentou redução de 97%. Esse decréscimo também ocorreu nas regiões do país. Na região Sul, por exemplo, a redução foi de 98%. Continuamos à disposição.
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A vacina contra a Influenza A (H1N1) estará disponível para todas as pessoas que fizerem parte dos grupos que deverão ser imunizados. Estamos à disposição.
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