Mundo
27/04/2009 - 07h38

Espanha confirma 1º caso de gripe suína; UE faz reunião de emergência

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da Folha Online

A ministra da Saúde da Espanha, Trinidad Jiménez, confirmou nesta segunda-feira que um paciente internado em um hospital de Almansa, no centro da Espanha, apresentou diagnóstico positivo para a gripe suína. A União Europeia (UE) fará uma reunião de emergência para discutir a doença, que já matou 22 pessoas no México e tem casos confirmados nos Estados Unidos e Canadá.

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A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 39ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal, mas com vômitos e diarreia mais severos.

Albert Gea /Reuters
Passageira chega protegida por máscara de voo do México no aeroporto de Barcelona
Passageira chega protegida por máscara de voo do México no aeroporto de Barcelona

No Brasil, gabinete criado pelo governo federal contra a gripe suína divulgou nota neste domingo um comunicado no qual descarta evidências de circulação do vírus no país. O Ministério da Saúde confirmou que a Secretaria de Saúde de São Paulo chegou a notificar o governo sobre a suspeita de que dois brasileiros que chegaram de uma recente viagem ao México apresentaram sintomas de gripe. Mas, segundo a nota, as análises iniciais indicam que os sintomas não estão relacionados com a doença.

O paciente espanhol é o primeiro caso confirmado da doença na Europa, em meio a temores de que se torne uma pandemia, uma epidemia generalizada como a Sars, em 2003.

Segundo a ministra Jiménez, o paciente visitou o México recentemente e está sendo atendido de acordo com os protocolos da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ele está respondendo bem ao tratamento, afirmou a ministra, e não está em estado grave.

A UE deve realizar uma reunião de emergência com todos os ministros da Saúde dos países do bloco para discutir o combate à gripe suína no continente. A comissária europeia de Saúde, Androulla Vassiliou, pedirá à presidência da UE que essa reunião seja convocada "o mais breve possível".

Os especialistas da Comissão Europeia acompanharam de perto a evolução do vírus durante o final de semana. O ministro das Relações Exteriores da Suécia, Carl Bildt, afirmou que é preciso evitar o alarmismo e aguardar uma avaliação mais precisa das autoridades de saúde. "Não deveríamos nos preocupar inutilmente até que saibamos realmente o que está acontecendo", disse.

Vítimas

O governo mexicano confirmou a morte de 22 pessoas em decorrência da doença no país. Entretanto o número de mortos pode passar de cem, já que outras 81 mortes estão sendo investigadas sob suspeita de que tenham sido provocadas pela gripe suína.

O governo mexicano elevou também a estimativa do total de pessoas infectadas. "Os relatos mais recentes que temos são de 1.614 casos, com 103 mortes [22 confirmadas] e nós ainda temos cerca de 400 pacientes no hospital", afirmou ministro da Saúde do país, José Angel Cordova.

Nos EUA, as autoridades confirmaram vinte casos da doença, e no Canadá, sete. Nenhuma pessoa morreu nesses países.

No resto do mundo, há suspeitas de 13 pessoas infectadas na Nova Zelândia, nove na Espanha, e uma em Israel.

O ministério francês da Saúde confirmou nesta segunda-feira que o país não tem nenhum caso suspeito de gripe suína, já que o último dos quatro casos investigados neste domingo apresentou resultado negativo.

O Instituto Nacional de Vigilância Sanitária (INVS) confirmou que o quarto caso, uma moradora de Paris que retornou do México há uma semana, era uma gripe comum. Os outros casos, três adultos da cidade de Lille (norte), também apresentaram resultados negativos.

Sukree Sukplang /Reuters
Funcionário monitora os passageiros em equipamento que mede a temperatura em um posto de checagem no aeroporto da Tailândia. Países asiáticos temem epidemia de gripe suína similar a de gripe aviária, em 2003.
Funcionário monitora os passageiros em equipamento que mede a temperatura em um posto de checagem no aeroporto da Tailândia. Países asiáticos temem epidemia de gripe suína similar a de gripe aviária, em 2003.

Transmissão

O vírus da gripe suína identificada no México é do tipo influenza A --uma variação do H1N1-- e é transmitido de pessoa para pessoa. Ele possui material genético de vírus de aves, porcos e humanos, com elementos de vírus suínos europeus e asiáticos.

A diretora da OMS, Margaret Chan, reforçou, neste domingo, a necessidade de todos os países adotarem medidas de prevenção à gripe suína. Segundo conselho do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, lavar as mãos é um dos principais meios para prevenir a infecção pelo vírus.

De acordo com o órgão, esse vírus se dissemina entre as pessoas da mesma forma que o da gripe convencional, por meio de gotículas emitidas pelo espirro ou a tosse do doente. Por isso, é recomendável evitar o contato com pessoas infectadas --se estiver doente, evite grandes aglomerações, para não espalhar o vírus. É recomendável inclusive usar máscaras.

Também é possível ser infectado ao tocar superfícies que contenham o vírus e depois levar a mão à boca, ao nariz ou aos olhos. Por isso, é preciso lavar as mãos com frequência, por 15 a 20 segundos, usando água e sabão ou até gel à base de álcool.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
Guilherme Lemmi (228) 27/11/2009 22h25
Guilherme Lemmi (228) 27/11/2009 22h25
Quase UM BILHAO E MEIO DE DOLARES foram gastos pela America Latina na compra de vacinas para a gripe suina. E isso sem contar com os estoques de Tamiflu!
A industria da morte, formada pelas coorporações farmaceuticas, agradece.
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Glória Araújo (58) 27/11/2009 21h57
Glória Araújo (58) 27/11/2009 21h57
A população brasileira na sua maior parte é desinformada,consumistas sem formação média de cultura,outra grande fração são analfabetos,por exemplo saem para manifestações as mais diversas,mas, pode morrer um parente,um amigo da famosa gripe que ´´eles´´ não proucuram se unir para nenhuma manifestação. Portanto acho que o MS sabe com qual população estão tratando.Aconteça epidemia,não existirá reação.
O site de muita gente é outro, sua praia não é a saude. O governo sabe disso.Acho que o MS deve
aproveitar e entender também que essa coletividade vai piorar o contagio do H1N1.
Deveria acontecer campanhas de sensibilização e esclarecimentos para todos melhorar sua condiçao de conhecimento e ter interesse também para esse conhecimento,vai evitar propagação do H1N1.
sem opinião
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Mario Sidnei Moreira (3) 27/11/2009 17h48
Mario Sidnei Moreira (3) 27/11/2009 17h48
Um estudo de 2006 do Ministério da Saúde - "Plano Brasileiro de Preparação para uma Pandemia de Influenza ­ 3ª versão". foi dado ao conhecimento público pelo jornalista Hélio Schwartsman, da Folha de São Paulo.
O plano propunha diferentes cenários para a próxima pandemia de gripe: entre 35 milhões e 67 milhões de brasileiros seriam afetados pelo vírus pandêmico, de 3 milhões a 16 milhões desenvolveriam algum tipo de complicação, entre 205 mil e 4,4 milhões necessitariam de hospitalização.
O Ministério da Saúde renegou o próprio trabalho; o ombudsman da Folha disse que a matéria era o "pior erro jornalístico" ocorrido durante seu mandato; a vanguarda do movimento lulista viu no texto mais uma tentativa de golpe contra o governo do PT; o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que a reportagem era patética, pois aplicava ao H1N1 parâmetros válidos apenas para o H5N1, a gripe aviária.
O Ministro não sabia, ou, mais provavelmente fez que não sabia, os dois dados conhecidos para o H5N1: 0% de taxa de transmissão entre humanos e mais de 60% de letalidade entre os casos contraídos de animais.
Em seguida o Ministério da "Saúde" passou a divulgar um número que não se sustenta por nenhum critério conhecido: a gripe sazonal mata, no Brasil, todos os anos, 70 mil pessoas.
Felizmente, o País conta com pessoas, não sei se muitas, que, como jornalista Hélio Schwartsman, se propõem fazer um jornalismo sério, independente, investigatório e corajoso.
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