Total de mortes por gripe suína pode chegar a 110 no México
colaboração para a Folha Online
Mais sete mortes, possivelmente por gripe suína, foram registradas nas últimas 24 horas na Cidade do México. Caso seja mesmo confirmado o diagnóstico da gripe, o total de mortos no país pela doença subirá para 29 --até o momento, 22 pessoas morreram devido à gripe suína, mas há 110 mortes que podem estar relacionadas à epidemia. Outras 1.600 foram infectadas no México.
A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 39ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal, mas com vômitos e diarreia mais severos.
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Há também 20 casos confirmados nos Estados Unidos, sete no Canadá e um na Espanha. Há suspeitas na Colômbia, Suíça, Dinamarca, Reino Unido, Nova Zelândia, Israel, Suécia, Hong Kong, França, Peru e Alemanha. Todos os casos envolvem passageiros que estavam em trânsito no México. Por medida de precaução, sete países divulgaram que os voos com destino e origem ao país serão inspecionados.
| Eduardo Verdugo/AP | ||
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| Pessoas usam máscaras para tentar se proteger de contaminação da gripe suína; 22 já morreram no México |
O prefeito de Cidade do México, Marcelo Ebrard, afirmou nesta segunda-feira que o governo estabeleceu contato com uma empresa suíça considerada "a melhor do mundo em desenvolvimento e pesquisa do genoma", para poder combater o vírus em melhores condições.
Ebrard agradeceu a população por terem seguido as recomendações das autoridades, como usar máscara cirúrgica e evitar aglomerações, mas pediu às pessoas que apresentarem sintomas que vão mediatamente aos hospitais. Nesta segunda-feira, as ruas da Cidade de México amanheceram vazias. Ele também revelou que, de sábado para domingo, houve uma "leve queda no número de casos potenciais", mas alertou que o surgimento de novos infectados diz respeito a ciclos de dez dias, por isso é preciso ser precavido sobre o resultado das ações contra a epidemia.
Alerta
Neste domingo, 5.171 pessoas foram aos centros de saúde da cidade mexicana, de cerca de 18 milhões de habitantes --levando em conta a região metropolitana--, com infecções nas vias respiratórias. O prefeito afirmou também que iniciou um "sistema de alarme máximo" com as empresas e as câmaras de comércio da cidade, para analisar o que cada companhia pode fazer para evitar o contágio.
As autoridades recomendaram que os patrões sejam tolerantes com seus funcionários, especialmente porque muitos terão que ver quem tomará conta de seus filhos, já que as atividades nos centros de ensinos estão suspensas desde sexta-feira.
Entre os objetivos imediatos da Prefeitura estão garantir, em coordenação com a Secretaria de Saúde federal (ministério), a distribuição de remédios e de máscaras no sistema de transporte público, a fim de reduzir a propagação do vírus. Outra meta é "unificar os critérios de gestão dos pacientes seguindo as linhas dadas pelos casos suspeitos", disse Ebrard.
Das mortes registradas neste domingo, o prefeito afirmou que as vítimas "chegaram em estado já muito grave" e morreram em um intervalo de entre uma hora e meia e duas horas.
OMS
A Organização Mundial da Saúde (OMS), que coordena as situações de emergência sanitária entre seus 194 membros, criou um sistema de alerta contra as grandes infecções de origem animal, que conta com seis níveis.
O nível atual para a gripe suína é de 3, o que indica o "potencial pandêmico" da doença, cujo epicentro está localizado no México, mas a OMS poderá elevá-lo nesta segunda-feira. O estado da pandemia só é declarado no nível 6, o último e mais elevado.
Segundo a nova escala da OMS, elaborada em 2005 ante a ameaça da gripe aviária, os três primeiros níveis correspondem a uma fase de preparação frente a uma infecção que diz respeito majoritariamente aos animais, com poucos vítimas entre os seres humanos.
A fase 4 indica um "crescimento significativo" do risco pandêmico, explica a OMS, com a transmissão comprovada de homem para homem de um vírus capaz de provocar uma epidemia dentro de uma comunidade. Os países afetados devem informar à organização mais rapidamente possível. No entanto, o nível não implica que a pandemia seja inevitável.
Segundo a organização, a ativação do nível 5 é "um sinal forte da iminência de uma pandemia" e de que resta muito pouco tempo para se preparar para enfrentá-la. Nesse nível, a enfermidade tem focos em mais de dois países de uma mesma região.
Finalmente, o nível 6 é ativado quando a epidemia é declarada oficialmente. Segundo os critérios fixados pela OMS, é necessário que duas regiões distintas do mundo sejam afetadas pelo vírus. O processo para passar de um nível para outro está nas mãos do "Comitê de Emergência do Regulamento Sanitário Internacional", uma instância integrada por especialistas internacionais convocados pela OMS.
| Leopoldo Smith/Efe | ||
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| Agentes da polícia na Cidade do México fazem inspeção a pedido do governo diante de surto de gripe suína |
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