Mundo
27/04/2009 - 14h59

Gripe suína prejudica turismo mundial; aéreas amargam prejuízos

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da Folha Online

Companhias aéreas e empresas de turismo de todo o mundo tomam providências para evitar o México, onde a gripe suína matou 22 pessoas --o número pode passar de 140, conforme os casos forem confirmados em laboratório-- e atingiu mais de 1.600.

Nesta segunda-feira, em dez minutos de operação, investidores tiraram o equivalente a US$ 5 bilhões das grandes companhias aéreas americanas. A Continental Airlines, líder na oferta de assentos para o México, amargou queda de 15% no valor das suas ações, segundo dados da consultoria Innovata concedidos para a agência de notícias Reuters. Na American Airlines e na US Airways, as perdas foram similares.

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Nesta segunda-feira, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pediu "prudência" aos americanos que viajarem ao México. 'Estamos levando isso muito a sério.' Mesmo com esse aviso, as companhias continuam cobrando as mesmas taxas de sempre dos passageiros que decidem cancelar ou postergar viagens ao México.

Na Europa, grandes companhias, como a Air France-KLM e a British Airways, caíram quase 10%; e a espanhola Iberia, quase 7%. "Em 2002 [quando explodiu a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars)], o tráfego aéreo internacional caiu 14% a 15%, então esperamos algo parecido. E esperamos a recuperação entre o terceiro e o quarto trimestres de 2009", disse Helane Becker, analista de transporte.

Na Rússia, agências de viagem afirmaram que cerca de 30% das viagens programadas para o México no começo de maio próximo já foram canceladas.

Na Alemanha, grandes operadores de turismo estão evitando paradas na Cidade do México, por precaução. A TUI, baseada em Hannover, afirmou nesta segunda-feira que cancelou as viagens agendadas para a capital mexicana até o próximo dia 4 de maio.

No Japão, a medida foi mais drástica. A maior agência do país, a JTB Corp., suspendeu todos os tours para o México ao menos até o próximo dia 30 de junho.

O governo de Cuba também já anunciou que irá limitar o número de voos ao México como uma das medidas para prevenir o avanço da doença. A empresa estatal Cubana Airlines já cancelou os voos entre Havana e Cidade do México até esta terça-feira (28), porém ainda não confirmou a extensão do prazo.

Hoje, a OMS (Organização Mundial da Saúde) classifica a epidemia de gripe suína como de nível 3, em uma escala que vai de 1 a 6. Se o nível de alerta subir para 4 ou para 5, é sinal de que a doença está, paulatinamente, se espalhando entre humanos. Nesse caso, deverão surgir restrições de viagens; de comércio; e de realização de eventos esportivos e shows.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
eugenio araujo (87) 10/12/2009 00h17
eugenio araujo (87) 10/12/2009 00h17
MS
Continuo afirmando que no seu "Protocolo" diz que a prescrição de medicamentos fora do protocolo deve ser validado pela autoridade de Saude local. Isto nao está escrito????Do momento que algo tem que ser em conjunto, não existe autonomia individual, ou seja, o medico que prescreve fora do protocolo deve ser validado pela autoridade de saude local. Então onde esta a autonomia do medico, ou voces mudam o protocolo, ou deixem de dizer mentiras. Pois vale e o que esta escrito em procedimento.
E por falar no tamiflu, quando voces vão deixar de estatizar o mesmo?
Em nenhum pais existe (vamos dizer + 2) . existe esta proibição de vendas em farmacias, ou como voces dizem " o labratorio esta atendendo demanda elevada". Por que no Brasil é diferente dos outros paises, o laboratorio instalado aqui é diferente dos outros paises, pois consegue atender a demanda do mundo, menos do Brasil. Tenha a santa paciencia. não somos bobos. Voces dificultaram o acesso ao medicamento atraves de prescrição medica. Não temos direito de livre escolha de medicos e comprar o medicamento onde quisermos (obs. com prescrição medica, que fique bem claro).
sem opinião
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Olá Ana Leal,

O Comitê Assessor para Vacinas da Organização Mundial de Saúde divulgou uma nota no dia 4/12 informando que todas as vacinas com e sem adjuvantes foram testadas e são seguras.
Até o momento não se tem evidenciado aumento da ocorrência de eventos adversos graves, em relação à média observada nos últimos anos para outras vacinas.
Para mais informações:
fernanda.scavacini@saude.gov.br.
Assessoria de Comunicação
Ministério da Saúde
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juliana poni (80) 06/12/2009 00h52
juliana poni (80) 06/12/2009 00h52
Por que não podemos comprar o RELENZA também??? 2 opiniões
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