Mundo
28/04/2009 - 19h45

Obama diz que sobrevoar NY com Boeing foi "erro"; houve pânico

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da Efe, em Washington

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, descreveu como "um erro" o voo em baixa altitude feito nesta segunda-feira (27) por um avião presidencial sobre a cidade de Nova York com fins fotográficos. "Foi um erro, como já se disse, e não voltará a ocorrer", disse Obama durante visita à sede do FBI (a polícia federal americana).

O voo dos aviões, incluindo o Boeing 747 Air Force One usado pelo presidente, causou pânico e correria na cidade, que foi alvo dos atentados terroristas com aviões em 11 de setembro de 2001. Perto do Marco Zero, onde ficavam as Torres Gêmeas destruídas pelos terroristas, as pessoas chegaram a deixar os imóveis.

Jason McLane/AP
Foto de celular mostra avião sobrevoando Nova York; exercício causou pânico entre pessoas que estavam perto do Marco Zero
Foto de celular mostra avião sobrevoando Nova York; exercício causou pânico entre pessoas que estavam perto do Marco Zero

O propósito do voo era tirar fotografias do avião presidencial perto da Estátua da Liberdade.

Segundo a Casa Branca, Obama ficou "furioso" quando soube do ocorrido e mandou que fosse aberta uma investigação interna para determinar como o voo foi autorizado.

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse nesta terça-feira que a investigação estará a cargo do subchefe de gabinete, Jim Messina, e tentará estabelecer "por quem a decisão foi tomada e garantir que algo assim nunca mais volte a ocorrer".

A Casa Branca já tinha apresentado desculpas na segunda-feira, quando, em comunicado, Louis Caldeira, o diretor do escritório militar da Casa Branca, afirmou que tinha aprovado a missão sobre Nova York na semana passada e assumia "toda a responsabilidade por essa decisão". "Está claro que a missão criou confusão e transtornos", disse o diretor.

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, disse que o governo não tinha avisado da manobra aérea e soube quando começou a receber mensagens no celular perguntando o que estava acontecendo. Bloomberg acrescentou que, se tivesse sido avisado, teria recomendado "imediatamente que não o fizessem".

 

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