Coreia do Norte ameaça realizar novo teste nuclear
da Efe, em Seul
A Coreia do Norte ameaçou nesta quarta-feira realizar um novo teste nuclear e lançar um míssil de alcance intercontinental, informou a agência estatal KCNA.
Anunciada pelo Ministério das Relações Exteriores, a nova ameaça de Pyongyang é mais uma das reações à condenação do Conselho de Segurança da ONU por seu lançamento de um foguete de longo alcance, depois de ter anunciado seu abandono das negociações do Grupo dos Seis --duas Coreias, China, Japão, EUA e Rússia-- para sua desnuclearização.
"Se o Conselho de Segurança da ONU não se desculpar de forma imediata, adotaremos como medidas de defesa própria o teste nuclear e o lançamento de um míssil balístico intercontinental", disse um porta-voz do Ministério de Exteriores norte-coreano.
A Coreia do Norte realizou seu primeiro teste nuclear em outubro de 2006, três meses após lançar vários mísseis, entre eles um Taepodong de longo alcance.
No dia 13 de abril, o Conselho de Segurança da ONU condenou o lançamento de um foguete de longo alcance em 5 de abril, considerado por EUA, Japão e Coreia do Sul um teste de seu programa de mísseis balísticos.
Neste sábado, o regime comunista anunciou que havia reiniciado o processo para extrair plutônio em Yongbyon, sua principal usina nuclear.
A Coreia do Norte tinha ameaçado dias antes retomar seu rearmamento nuclear e boicotar as negociações do Grupo dos Seis, um processo aberto em 2003 para sua desnuclearização.
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Está aí o resultado do "passo para trás", mencionado anteriormente por Robert Wood, porta-voz do Departamento de Estado americano. Isto, pela "falta de habilidade" das partes envolvidas no caso. Não se constrói um foguete de um dia para outro. Com os atuais recursos de visualização de imagens aéreas via-satélite e a presença de inspetores internacionais em território norte-coreano, ninguém sabia sobre a construção dele por antecipação? Desconheciam também sobre as intenções do futuro lançamento? Igualmente, sobre os riscos que poderia representar? Por que o general Walter Sharp, comandante das forças dos Estados Unidos na Coreia do Sul teria afirmado sobre o fato da CN possuir 800 mísseis e plutônio suficiente para fabricar algumas poucas armas nucleares apenas, e logo depois, do seu lançamento? Qual o papel que foi desempenhado pelos inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e do governo dos Estados Unidos em território norte-coreano? Responder a estas e outras perguntas talvez nos leve a compreender melhor que ao contrário da afirmação feita por Robert Wood, o comportamento da Coréia do Norte foi um "passo para frente" no sentido de servir aos reais interesses dos EUA em persuadir vários países sobre a necessidade de desenvolver sistemas antimísseis. Resumindo, reitero minha colocação anterior no comentário feito em 16/04/2009 11h17 no que se refere a presença de uma "via de mão dupla" que certamente levará a uma maior falta de controle sobre as possíveis ações que possam vir a ser praticadas pela CN, e que poderiam ser evitadas. Entretanto, depois de uma análise mais minuciosa sobre o desenrolar dos fatos e circunstâncias, não posso deixar de corrigir um equívoco de minha parte: - os EUA não derraparam feio no conceito por ele apresentado como base fundamental do Governo Obama - O Poder Inteligente. Como sempre, usaram do poder da inteligência em favor de seus propósitos, pouco importando sobre as conseqüências. É o velho "jogo de snooker" apresentado sob a ótica do marketing norte-americano...
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