Em cem dias, Obama desfaz legado de Bush e se atém ao previsível
MARCIA SOMAN MORAES
da Folha Online
Mudança. Esta era a palavra na boca da maioria dos americanos e --de boa parte do mundo-- quando Barack Obama se tornou o destaque da campanha presidencial americana e garantiu a vitória como presidente dos Estados Unidos.
Cem dias após assumir a Casa Branca, Obama cumpriu sua principal promessa, mudou as mais controversas diretrizes da política do impopular antecessor, George W. Bush, e trabalhou "desde o primeiro dia" para aprovar um pacote de US$ 787 bilhões para a recuperação da economia destruída pelo governo anterior.
O democrata fez o que era esperado, agradou a média dos americanos, mas fracassou em surpreender os EUA e o mundo com um governo caracteristicamente seu.
"Isso tudo foi muito do que ele prometeu em campanha. Todas estas questões, ou pelo menos a maioria, foram mudanças cuja necessidade era consenso entre americanos e até mesmo no Congresso. Eram medidas que Hillary [Clinton, oponente democrata] e até mesmo John McCain [rival republicano] apontavam como necessárias", disse o professor de ciência política e negócios da Universidade Yale, Paul Bracken.
"Eu diria que, com certeza, que a maioria --e não apenas Obama-- quer deixar para trás o legado da administração Bush. Foi por isso que [os americanos] elegeram Obama em primeiro lugar. Não foi uma grande surpresa", faz coro o americano Bruce Ackerman, cientista político especialista em filosofia política e direito e política comparativos.
| Charles Dharapak/AP | ||
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| Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, é fotografado no Jardim de Rosas da Casa Branca, nos EUA |
Talvez por ter feito o esperado, Obama chega aos cem dias de governo com uma alta taxa de aprovação, de 64% segundo média de pesquisas da rede de televisão CNN. E, talvez pelo mesmo motivo, o candidato da "Obamania" chega aos cem dias com a mesma porcentagem de aprovação de seus antecessores Bush (2001-2009) e Bill Clinton (1993-2001) no começo de seus mandatos.
Queda certa
Assim como a eleição de Obama foi intrinsecamente ligada a suas promessas para recuperação econômica, a popularidade do democrata na Casa Branca está ligada ao sucesso de suas medidas na área. "A crise tende a consumir a sua popularidade e, há menos que haja um sinal muito claro de recuperação econômica, a aprovação de seu trabalho vai cair. É uma lei de ferro da política", diz o professor de ciência política da Universidade Harvard, Thomas Patterson.
As pesquisas mostram que os americanos aprovaram o pacote de US$ 787 bilhões que o governo Bush preferiu postergar ao novo presidente e que Obama conseguiu liberar com a ajuda essencial de uma maioria democrata já conquistada no Congresso. Mas não devem demorar a cobrar mudanças mais palpáveis, como na taxa de desemprego que foi de 7,2% para 8,5% sob seu governo.
"A maioria dos americanos estão dispostos a dar este período de lua de mel a Obama, mas a cobrança virá", alerta o professor Patterson. Isso aconteceu com o ex-presidente Ronald Reagan (1981-1989), lembra o professor Bracken. O republicano viveu meses de altas taxas de aprovação enquanto tentava consertar a crise deixada pelo antecessor Jimmy Carter (1977-1981).
"Com o tempo, a economia virou fruto direto de seu trabalho e não apenas resquício da era Carter e Reagan colheu os frutos em sua popularidade", diz o professor. É a lei de ferro da história presidencial americana.
Afeganistão
Se o foco nacional está na recuperação econômica, internacionalmente Obama dedicou-se a anunciar o fim da Guerra do Iraque --que passou meses criticando em campanha pelos EUA-- e a escalada dos esforços no Afeganistão e no Paquistão.
Protegido durante seu período de "lua de mel" com os eleitores, o democrata enfrentou pouco questionamento sobre quão diferente seria de Bush ao investir bilhões em uma guerra que já dura oito anos e para qual não soube prever o fim.
"Obama é novo nisso e as pessoas estão dispostas a dar um voto de confiança. Mas tudo vai depender do resultado do conflito. Se sua estratégia não der certo, ele pode amargar a mesma impopularidade que feriu Bush", diz Ackerman.
"Lula é o cara"
Para o Brasil, talvez a cena mais inesquecível dos cem primeiros dias de Obama na Casa Branca seja a milhares de quilômetros de Washington.
Quando Obama se encontrou com os líderes do G20 (o grupo das potências mundiais e principais países emergentes), em Londres, chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de "o político mais popular da Terra".
Os professores são unânimes em alertar, contudo, que a boa relação entre Lula e Obama deve ficar na retórica. "Não é muito difícil ir para o exterior e elogiar outros líderes. Mas o que acontece quando falamos dos custos para nossos produtores de um acordo comercial amplo de manufatura e produtos agrícolas com um país como o Brasil?", questiona o professor Patterson.
Candidato da mudança, Obama deve manter ao menos este legado de Bush: deixar a América Latina e o Brasil- relegada a segundo plano.
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O PLACAR DE PERSONALIDADES DO ANO COMPUTA QUE ZINA ( SEI LÁ O QUE É ZINA ! ) ESTÁ Á FRENTE DO NOSSO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, A FRENTE DE CÉSAR CIELO ( RECORDISTA MUNDIAL E TANTAS MEDALHAS TROUXE AO BRASIL, E AINDA Á FRENTE DE MICKAEL JACKSON ( ÍCONE DA MÚSICA POPULAR MUNDIAL ) !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
A MASSA SEMPRE FOI BURRA, É BURRA E SEMPRE SERÁ BURRA E AINDA IGNORANTE. COM RARÍSSIMAS EXCEÇÕES AINDA HÁ CABEÇAS PENSANTES NESSE PAÍS !!!!!!!!!!!
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O ponto não é se os Estados Unidos possuem o monopólio da tecnologia atômica, mas nas mãos de quem o poder destrutivo vai estar. Sob o domínio do ditador iraniano é que não pode ficar.
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O poder bélico está no domínio da tecnologia e da informação. A capacidade de antecipar-se a ações do inimigo é que fazem a diferença no campo de batalha. Os alvos são milimetricamente destruídos. Exemplo disso são os aviões pilotados à distância e a superbomba antibunker.
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A bomba com a maior quantidade de megatons é a econômica. O Irã e o seu petróleo são convenientes para os Estados Unidos. É tão verdadeira a afirmação que o ditador iraniano não tem coragem de suspender as vendas do seu petróleo para os americanos e europeus.
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