Hong Kong declara alerta com primeiro caso de gripe suína na Ásia oriental
da Folha Online
As autoridades de saúde de Hong Kong declararam alerta sanitário em toda a região nesta sexta-feira após a confirmação do primeiro caso de gripe suína na região administrativa especial chinesa, até agora o único caso da doença na Ásia oriental. Segundo Hong Kong, foi criado ainda um grupo especial para lidar com a situação.
Segundo as autoridades, um mexicano viajou no voo 505 da empresa China Eastern do México para Hong Kong, com escala em Xangai. Ele está infectado com o vírus da doença, disse o secretário de Alimentação e Saúde de Hong Kong, York Chow, em entrevista coletiva.
O chefe do Executivo local, Donald Tsang, anunciou na mesma entrevista coletiva a declaração do estado de emergência na saúde depois de a Universidade de Hong Kong e o Departamento de Saúde de Hong Kong terem confirmado o caso de gripe suína às 20h (9h no horário de Brasília).
| Vincent Yu/AP | ||
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| Policiais com máscara de proteção fecham Hotel Metro Park Hotel, em Hong Kong, onde mexicano infectado com gripe suína estava hospedado. Ele é o primeiro caso da doença registrado no continente asiático |
As autoridades sanitárias puseram em quarentena todo o hotel Metropark, onde o mexicano infectado se hospedou, e procuram o taxista que o levou ao hotel e os passageiros do voo em que chegou ao território.
O primeiro afetado pelo vírus influenza A (H1N1) na Ásia oriental está isolado no hospital Princess Margaret, junto com outros mexicanos que o acompanhavam na viagem. Outros dois casos já haviam sido registrados em Israel, na Ásia ocidental.
As autoridades de saúde do território cooperam com as de Xangai na busca de pessoas que estiveram em contato com o mexicano infectado.
Hong Kong está em alerta máximo contra a gripe suína, diante do temor de que o primeiro caso desencadeie uma epidemia no território e, possivelmente, no restante da populosa China. A Ásia foi o continente mais atingido pela epidemia de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), em 2003, que matou mais de 700 pessoas.
Epidemia
Em comunicado mais cedo nesta sexta-feira, a OMS que o número confirmado de casos de infecção por gripe suína aumentou para 331 em 11 países. A organização confirmou ainda dez mortes pelo vírus influenza A (H1N1), nove no México e uma nos Estados Unidos.
O balanço da OMS aponta que o México tem 156 casos confirmados, contra 312 apontados pelo governo mexicano, e não inclui caso de infecção confirmado pelo governo da Costa Rica.
A diferença nos dados da OMS e do governo mexicano é resultado da estrutura utilizada pelo México para testar e avaliar as suspeitas de gripe suína.
O México recebeu na terça-feira passada (28) novos equipamentos de análise molecular que foram instalados na Cidade do México e em Veracruz, no leste do país, principais focos da doença. Estes aparelhos são operados em coordenação com pessoal da OMS e do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), dos Estados Unidos.
Contudo, como o México não tem certificação para possuir esse tipo de laboratório --e sua instalação ser emergencial--, as amostras tem de ser enviadas aos EUA ou ao Canadá para que um centro homologado confirme efetivamente a infecção por gripe suína. Nesta quarta-feira, o secretário-geral adjunto da OMS, Keiji Fukuda, afirmou que milhares de amostras retiradas no México aguardam exames pelos critérios da organização.
Segundo a OMS, atualmente os Estados Unidos registram 109 casos, sendo 50 em Nova York, 26 no Texas, 14 na Califórnia e 10 na Carolina do Sul. Lá ocorreu também a morte de um bebê mexicano, de 23 meses, no Texas. Segundo o governo americano, contudo, ele já apresentava sintomas da doença antes de viajar com a família para o Estado americano, para visitar parentes.
Os outros países com casos confirmados são Canadá (34), Espanha (13), Reino Unido (8), Alemanha (3), Israel (2), Áustria (1), Holanda (1), Nova Zelândia (3) e Suíça (1).
A maior parte dos casos de gripe suína estão relacionados com o México, já que os infectados em todo o mundo visitaram recentemente o país norte-americano.
Com Efe, Reuters e France Presse
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Não, ele não será chamado a dar explicações.
Continuamos à disposição.
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Acho que voces que se equivocaram.
" Eugenio,
Você está equivocado, as autoridades de saúde local não necessitam autorizar os médicos a prescreverem o medicamento. Cabe deixar claro que o Tamiflu deve ser receitado aos PACIENTES que realmente precisem do remédio. Estamos à disposição. "
Em nenhum momento voces se dirigiram à pessoas leigas, a partir do momento que voces colocaram Pacientes, o recado foi dirigido aos médicos.
Por exemplo: Um médico, que compartilhe da mesma opinião que o restante do mundo todo, administrar o tamiflu ou o relenza nos primeiros sintomas de gripe. Se o nome dele aparecer 30 vezes em receitas que preescrevem o medicamento, ele não será chamado à dar explicações?
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Acho que você não entendeu, quem vai decidir se é necessário ou não a prescrição do Tamiflu é o seu médico, ele tem autonomia nessa decisão. Inclusive é ele quem vai ser responsável pela prescrição e orientação quanto ao uso do medicamento. Continuamos à disposição.
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