Ministro diz que gripe suína entra em "fase de declínio" no México
da Folha Online
O secretário de Saúde do México, Jose Angel Cordova, afirmou neste domingo que a epidemia de gripe suína no país "está em sua fase de declínio". Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o país tem 506 casos confirmados da doença. O balanço geral da organização registra 787 casos em 17 países.
O ministro confirmou os números divulgados em balanço da OMS (Organização Mundial de Saúde) mais cedo, dizendo que há 506 casos da doença no país, incluindo 19 mortes.
Cordova reiterou ainda que o governo, a comunidade médica e os cidadãos precisam ficar vigilantes" para evitar um novo aumento no números de infectados.
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O México vive neste domingo mais um dia de paralisação a pedido do presidente mexicano, Felipe Calderón, para evitar aglomerações --ambiente mais propício à transmissão do vírus, que passa de pessoa para pessoa.
Em entrevista coletiva, o ministro disse que foram feitos 1.280 exames válidos do vírus da gripe suína das quais 506 foram positivos, 19 delas correspondentes a pessoas que morreram e 487 doentes.
Embora os casos da doença continuem aumentando pelo mundo, o México exibe dados que comprovam uma queda no número de novos casos --com menos pacientes dando entrada nos hospitais. Muitos dos novos casos registrados pelo país são resultado de exames realizados nos Estados Unidos e no Canadá em amostras antigas que precisavam ser confirmadas por testes válidos para a OMS.
O México recebeu na terça-feira passada (28) novos equipamentos de análise molecular que foram instalados na Cidade do México e em Veracruz, no leste do país, principais focos da doença. Estes aparelhos são operados em coordenação com pessoal da OMS e do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), dos EUA.
Contudo, como o México não tem certificação para possuir esse tipo de laboratório --e sua instalação ser emergencial--, as amostras têm de ser enviadas aos EUA ou ao Canadá para que um centro homologado confirme efetivamente a infecção por gripe suína.
"Há evidência de que estamos em declínio", disse Cordova.
Otimismo
Neste domingo, o diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, Richard Besser, também diminuiu o alarde em torno da gripe suína. Ele afirmou que o vírus, que criou temores de uma pandemia global, pode acabar tão perigosa quanto uma gripe sazonal que circula todo o ano no mundo.
Para Besser, as autoridades americanas agiram certo em suas medidas de prevenção à epidemia e não houve uma reação exagerada --embora o clima geral entre a população fosse de uma pandemia similar à da gripe aviária, em 2007, ou da Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave), em 2003.
"Com a gripe sazonal, algo que nos atinge todos os anos, temos 36 mil mortes. Aqui, nós estamos vendo sinais encorajadores de que o vírus não parece mais severo do que um tipo que veríamos durante a gripe sazonal", disse Besser ao programa Fox News Sunday.
Besser alertou, contudo, que o vírus deve ter ainda "um impacto significativo na saúde das pessoas". "Nós não saímos do momento de risco. A informação que estamos superando [a doença] nos últimos dias é encorajadora."
Segundo o centro, os EUA registraram 160 casos da doença no país, a maioria em pessoas que foram recentemente ao México. O país registra ainda uma morte, a de um bebê mexicano de 23 meses que visitava familiares no Texas. Os casos da doença já são registrados, segundo o centro, em 21 dos 50 Estados americanos.
Epidemia
A OMS aumentou neste domingo para 787 o número de casos de gripe suína, registrados em 17 países. Segundo a organização, o vírus deixou ainda 20 mortos --19 no México e um bebê mexicano nos Estados Unidos.
O aumentou foi maior, como na maior parte dos balanços anteriores, no México, onde o número de casos saltou de 397 para 506, um aumento de quase 30%. O segundo país mais atingido pela gripe são os EUA, onde manteve-se o número registrado anteriormente de 160 casos.
A nova lista da OMS inclui pela primeira vez um caso registrado na Irlanda.
A organização registra ainda casos na Áustria (1), Canada (70), China (1 em Hong Kong), Costa Rica (1), Dinamarca (1), França (2), Alemanha (6), Israel (3), Holanda (1), Nova Zelândia (4), Coreia do Sul (1), Espanha (13), Suíça (1) e Reino Unido (15).
Com Reuters e Associated Press
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A industria da morte, formada pelas coorporações farmaceuticas, agradece.
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O site de muita gente é outro, sua praia não é a saude. O governo sabe disso.Acho que o MS deve
aproveitar e entender também que essa coletividade vai piorar o contagio do H1N1.
Deveria acontecer campanhas de sensibilização e esclarecimentos para todos melhorar sua condiçao de conhecimento e ter interesse também para esse conhecimento,vai evitar propagação do H1N1.
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O plano propunha diferentes cenários para a próxima pandemia de gripe: entre 35 milhões e 67 milhões de brasileiros seriam afetados pelo vírus pandêmico, de 3 milhões a 16 milhões desenvolveriam algum tipo de complicação, entre 205 mil e 4,4 milhões necessitariam de hospitalização.
O Ministério da Saúde renegou o próprio trabalho; o ombudsman da Folha disse que a matéria era o "pior erro jornalístico" ocorrido durante seu mandato; a vanguarda do movimento lulista viu no texto mais uma tentativa de golpe contra o governo do PT; o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que a reportagem era patética, pois aplicava ao H1N1 parâmetros válidos apenas para o H5N1, a gripe aviária.
O Ministro não sabia, ou, mais provavelmente fez que não sabia, os dois dados conhecidos para o H5N1: 0% de taxa de transmissão entre humanos e mais de 60% de letalidade entre os casos contraídos de animais.
Em seguida o Ministério da "Saúde" passou a divulgar um número que não se sustenta por nenhum critério conhecido: a gripe sazonal mata, no Brasil, todos os anos, 70 mil pessoas.
Felizmente, o País conta com pessoas, não sei se muitas, que, como jornalista Hélio Schwartsman, se propõem fazer um jornalismo sério, independente, investigatório e corajoso.
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