Mundo
17/05/2009 - 12h51

Pró-aborto, Obama visita universidade católica sob protestos

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da Folha Online

É sob protestos que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, irá neste domingo à Universidade de Notre Dame, a mais importante universidade católica americana, discursar e receber uma homenagem por honra ao mérito. O evento causa polêmica na comunidade desde que foi anunciado por causa das opiniões de Obama que contrariam a Igreja, como a defesa do aborto e da pesquisa com células-tronco.

Joe Raymond/AP
Barack Obama chega de avião a Indiana; visita provocou protestos
Barack Obama chega de avião a Indiana; visita provocou protestos

Nas últimas semanas, mais de 360 mil pessoas assinaram um documento pedindo que o evento fosse cancelado. Neste sábado (16), cerca de cem manifestantes se reuniram diante do portão da universidade para protestar contra a visita. Durante o ato, um grupo decidiu realizar uma marcha dentro do campus, e 19 acabaram presos por invasão de propriedade --quatro também foram indiciados por resistência à prisão.

Na madrugada de sábado para este domingo, cerca de 150 pessoas --entre estudantes e familiares-- fizeram uma vigília de orações pedindo que Obama desista de defender o aborto e a pesquisa com células-tronco; que as pessoas de todo o mundo tenham respeito pela vida; e que a Notre Dame e outras universidades católicas assumir sua identidade religiosa.

O bispo John D'Arcy, cuja diocese inclui a Notre Dame, apoiou a vigília e ainda liderou as orações durante cerca de 20 minutos. "Está claro que a Notre Dame não compreende o que significa ser católico quando faz este convite", disse o cardeal Francis George, presidente da conferência episcopal católica.

O presidente da Notre Dame, reverendo John Jenkins, não se pronunciou sobre a polêmica.

Obama apoia o direito ao aborto, mas diz que o procedimento deveria ser raro. O aborto divide os americanos há décadas, principalmente depois que, em 1973, a Suprema Corte julgou o caso Roe vs. Wade, no qual decidiu que nenhum Estado pode banir a prática. Na sexta-feira (15), uma pesquisa revelou que, pela primeira vem em 15 anos, a maioria dos americanos --53%-- rejeita o aborto.

Para Obama, o aborto representa um obstáculo não apenas na busca de apoio dos católicos mas também na escolha do juiz que ocupará a vaga de David Souter --que irá se aposentar-- na Suprema Corte.

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, afirmou que Obama "obviamente" falará sobre o debate do direito ao aborto, no discurso na Notre Dame. "É o tipo de debate que acontece em campi universitários de todo o país."

Em meio à polêmica, os opositores do Partido Republicano veem uma oportunidade de criticar o governo. "É um ponto muito polêmico e eu acho que muitos católicos e americanos próvida estão muito preocupados. Eu acho inapropriado", afirmou Michael Steele, dirigente do Partido Republicano, em entrevista à rede de TV NBC. "O presidente pode discursar, mas essa honra ao mérito não deveria ser concedida."

Com Associated Press e Efe

Comentários dos leitores
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
Presidente Obama nos dá uma lição de como um Estadista deve tratar o desenvolvimento de uma nação: com justiça social. Sem acesso à saúde garantido pelo Estado não se pode marchar rumo à consolidação de uma nação de forma sustentável. Com esta atitude o Predidente Obama abre mão de uma boa parte de sua popularidade, considerando que ele intefere num mercado (o da prestação de serviços de saúde) extremamente fisiológico, influente economicamente e com grande poder político. Os resultados virão, não tão rápido, mas as gerações porvindouras terão o que comemorar... sem opinião
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J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
As mortes causadas pelas campanhas dos USA pelo mundo dá para encher milhares de torres gêmeas e wordtradecenters. Na guerra nuclear não haverá vencedores, nem mesmo o poderoso USA sobrará, é a eutanásia da humanidade doente! sem opinião
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Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
A questão não é o fato do Obama defender o seu país e sim, dar continuidade a uma política de intervenção no país alheio, o que não é nada democrático, logo eles que "prezam" tanto pela democracia. Por qual motivo? Eu também lamento o atentado ocorrido no 11 de setembro, porém, acredito que isso não justifica a invasão estadunidense. Assim como no World Trade Center, no Afeganistão havia e ainda há muitos civis inocentes, sendo eles também vítimas das atrocidades cometidas por ambas as partes. O atentado terrorista provavelmente ainda servirá por muito tempo para justificar uma invasão que não tem justificativa para aqueles que se tornaram vítimas do horror da guerra. 5 opiniões
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