Mundo
17/05/2009 - 20h30

Deputados pressionam Obama para manter Guantánamo aberta

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da Folha Online
da Efe, em Washington

Vários deputados americanos pediram neste domingo ao presidente americano, Barack Obama, que mantenha aberta a prisão de Guantánamo (Cuba), mesmo com o fim do prazo proposto pelo governo para fechar o centro penitenciário. Pela proposta de Obama, a prisão deve ser fechada até janeiro de 2010.

Os congressistas disseram que é necessário mais tempo para resolver as complexas questões legais em torno dessa prisão e dos detentos que abriga. "Deveríamos mantê-la aberta. É uma instalação moderna de US$ 200 milhões. Ninguém conseguiu fugir dali", afirmou o líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell.

O senador democrata Jim Webb, que afirmou que as "pessoas retidas em Guantánamo são basicamente acusadas de atos de terrorismo internacional, atos de guerra, e não têm espaço em nosso sistema judiciário ou em nossas prisões". Questionado sobre se acredita que o prazo dado por Obama para fechar Guantánamo é razoável, Webb respondeu que "não".

Charles Dharapak/AP
Presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou que manterá tribunais para supostos terroristas
Presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou que manterá tribunais para supostos terroristas

Por sua vez, o congressista republicano Jon Kyl indicou que os presos que permanecem em Guantánamo "representam um perigo. Não há nenhum que possa ser libertado com facilidade por não ser perigoso".

Fim de Guantánamo

Ao chegar à Casa Branca, em janeiro, Obama ordenou o fechamento da prisão até 22 de janeiro de 2010 e pediu que fosse estudado o que fazer com os 240 presos do local.

Na sexta-feira, o presidente anunciou a reinstalação das comissões militares especiais para terrorismo que tinham sido suspensas após sua posse. Em declaração, Obama defendeu que essas "comissões têm uma longa tradição nos EUA" e "são apropriadas para julgar inimigos que violam leis de guerra, desde que sejam bem estruturadas e administradas".

Ele ressaltou que, apesar da volta das comissões para terrorismo, os detentos contarão com garantias legais adicionais jos julgamentos --incluindo vetar a apresentação de confissões obtidas após maus-tratos, limitação no uso de declarações ouvidas de terceiros e mais liberdade aos detidos para escolher seus próprios advogados.

A decisão de Obama de reinstalar as comissões causou um grande mal-estar entre as organizações de defesa dos direitos humanos e em setores próximos ao presidente. Para estas entidades, as modificações propostas estão aquém dos direitos assegurados pela legislação e pela Constituição dos EUA.

Para a organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW), a decisão de reativar as comissões militares "prolongará a injustiça de Guantánamo", ao se utilizar de meios legais que estariam "abaixo dos padrões" norte-americanos.

A organização ainda afirma que o governo americano "terá que enfrentar uma crescente condenação internacional por restringir direitos básicos do processo legal".

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
J. R. (231) 17/05/2009 23h12
J. R. (231) 17/05/2009 23h12
O Senior que assina em nome do Professor Palmiro Mennucci, presidente do Centro do Professorado Paulista, que morreu às 6 horas, do dia 12/04. Missa de 7a Dia - na Igreja - Santa Terezinha (www.cpp.org.br/cppnew/net_noticias/noticiasConteudo.jsp?idNoticia=471) deveria ter a ombridade de doravante abandonar o pseudônimo do seu antagonista e ficar mais atento. sem opinião
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J. R. (231) 17/05/2009 23h05
J. R. (231) 17/05/2009 23h05
Pobre obama, um olho vivo para a foto publicada e outro com um pedido de socorro para os amigos. Que amigos? Ao prometer fechar o albergue de Guantânamo, paraíso dos sádicos e verdugos do exército americano, teve pela frente a indústria de armamentos e a Cia, duas poderosas instituições americanas depois da American Tobaco. O melhor que pode decidir é não ser martir ou martirizar sua família. Quem melhor do que ninguém para pelo menos frear o frenesi dos torturadores de Guantânamo do que Barack Obama? Temos que ver que um presidente não resolve as coisas na canetada, como se (dizia) por aqui, o buraco é mais embaixo. O mérito de Obama foi ter refreado a pouca-vergonha, ou como diria a Madre Teresa de Calcutá: "A falta de amor é a maior de todas as pobrezas". sem opinião
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Langstein Almeida (4) 17/05/2009 22h27
Langstein Almeida (4) 17/05/2009 22h27
O povo americano votou em Obama na suposição de que ele organizaria as finanças dos EUA, fazendo as elites pagarem imposto.
O país com dívida pública acima do PIB anual, no total de mais de 15 trihões;com dívida orçamentária de mais 1 trilhão e 800 dólares no exercício 2009/2010; com déficit comercial de mais 500 bilhões de dólares, não pode sustentar gastos com centenas de bases militares obsoletas espalhadas pelo mundo. Esse pais,ainda paraíso das elites bélicas,não dispõe de condições financeira para sustentar guerra no Iraque, no Afeganistão e agora no Paquistão.O país não pode vencer uma guerra cujo pricnipio ativo é o sangue para chegar a Deus.
Os Estados Unidos são aquele brutamonte mui rico e bem armado, que está vivendo com o dinheiro emprestado pelos aplicadores mundiais.
Se os EUA permanecem gastando rios de dinheiro em guerras desnecessárias, terminarão provocando a desconfiança de seus credores. O governo chinês já divulgou que está preocupado em receber seus ativo mobiliário. Outros grandes credores estão a resmungar.
A política financeira dos Estados Unidos contraria todas as regras da boa finança. Como alguém pode permanecer gastando muito mais do que ganha!?
O senhor Obama deve denegar os interesses escusos de sua indústria bélica, e começar a colocar ordem nas finanças do Estado americano. Pior do que qualquer terrorismo da guerrilha é o terrorismo financeiro, concretizado no calote.
sem opinião
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