Vice dos EUA visita o Líbano e causa ira no Hizbollah
da Folha Online
O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, chegou nesta sexta-feira a Beirute, no Líbano, na primeira visita de um americano deste escalão em 26 anos. A visita acontece apenas 16 dias antes de uma eleição que pode marcar a saída de um governo de coalizão pró-Ocidente.
Os libaneses votam no próximo dia 7 de junho em uma eleição que opõe uma aliança em torno do Hizbollah, grupo xiita considerado terrorista por Washington, e uma coalizão anti-Síria que tem a atual maioria no Parlamento.
| Hussein Malla/AP |
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| Presidente libanês, Michel Suleiman (dir.), cumprimenta o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, em visita histórica ao país |
O Hizbollah criticou a visita de Biden, que vem pouco depois da visita da secretária de estado dos EUA, Hillary Clinton. O grupo denuncia o apoio dos EUA a um antigo rival do país, Israel.
"O grande interesse da América no Líbano aumenta a suspeita já forte sobre a real razão por trás disso, especialmente desde que se tornou uma clara e detalhada intervenção nos assuntos do Líbano", disse o grupo, em comunicado.
Desde a guerra de 2006 entre Hizbollah e Israel, os EUA expandiram a assistência militar aos Líbano para fortalecer as Forças Armadas e ampliar o poder de combate ao Hizbollah, a única facção do Líbano a permanecer como grupo armado depois da guerra civil de 1975-1990.
A ajuda militar americana já excede US$ 400 milhões desde 2006. A ajuda inclui artilharia, tanques e aviões não tripulados, assim como munição e veículos.
Segundo a Casa Branca, a visita de Biden serve para expressar seu "apoio a um Líbano independente e soberano".
Biden, que vem diretamente do Kosovo, já chegou ao palácio presidencial, o Baabda, onde terá uma reunião com o presidente do Líbano, Michel Suleiman. Também deve se reunir com o primeiro-ministro, Fouad Siniora, com o presidente do Parlamento, Nabih Berri, e com outros responsáveis libaneses.
A "Al Markazia" disse que Biden quer transmitir uma mensagem do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de apoio à estabilidade do Líbano e à aplicação das resoluções internacionais, especialmente a 1.701, que colocou fim ao conflito entre Israel e Hizbollah em 2006.
Os EUA estão determinados a "apoiar o Líbano e fornecer ao Exército libanês o material necessário, conforme os acordos assinados", segundo a "Al Markazia".
A visita também coincide com a descoberta e desmantelamento há uma semana de uma rede de espiões que supostamente trabalhavam para Israel. Cerca de 20 pessoas, quase todas libanesas, foram detidas.
Recentemente, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, fez uma curta visita ao país, durante a qual expressou também seu apoio a um "Líbano livre e independente".
Hillary pediu que as eleições parlamentares, previstas para 7 de junho, aconteçam "sem intimidação nem interferências estrangeiras".
Estritas medidas de segurança acompanham esta visita, entre elas o fechamento de várias ruas, a proibição de estacionamento e um grande esquema militar.
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Claro que tem que afastar. Se o casal fossem dois terroristas, hoje estaríamos enterrando o Obama.
A Segurança falhou.
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