Mundo
25/05/2009 - 09h10

China pede fim de teste nuclear à Coreia do Norte; Japão convoca reunião da ONU

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da Folha Online

O governo chinês pediu nesta segunda-feira à Coreia do Norte que interrompa qualquer ação que possa agravar a situação, depois que o regime norte-coreano anunciou ter realizado "com sucesso" um teste nuclear no país. Os vizinhos Coreia do Sul e Japão também reagiram ao anúncio --um fechando as fronteiras e o outro convocando uma reunião do Conselho de Segurança da ONU.

A China, maior aliado do regime norte-coreano, quebrou o silêncio sobre o programa nuclear de Pyongyang e diz que se opõe "resolutamente" ao teste. "A China pede com firmeza a Coreia do Norte que cumpra a promessa de acabar com programa nuclear e dar fim a todas as ações que possam piorar a situação", diz o ministério das Relações Exteriores da China, em comunicado.

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Para a comunidade internacional, as críticas chinesas são sitnficativas, já que era o único dos cinco membros com poder de veto no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) a guardar silêncio sobre os testes coreanos até hoje.

Analistas afirmam, contudo, que a declaração não significa que o governo chinês apoiará sanções firmes na reunião do Conselho convocada para a tarde desta segunda-feira em Nova York, nos Estados Unidos.

O Japão reagiu ao teste convocando a reunião da ONU. Único país que já foi vítima de um bombardeio atômico, o país anunciou que adotará medidas severas contra o regime comunista.

O teste nuclear que a Coreia do Norte anunciou ter executado com sucesso nesta segunda-feira foi quatro vezes mais potente que o primeiro teste realizado em 2006, afirma a Agência Meteorológica Japonesa. Segundo a Rússia, a explosão teve uma potência de entre 10 e 20 quilotons.

"A atividade sísmica detectada hoje foi de de 5,3 graus na escala Richter [a mesma usada para terremotos], enquanto a do teste nuclear anterior alcançou 4,9 graus", disse Yasuo Sekita, diretor da agência.

Como resposta ao teste, a Coreia do Sul proibiu nesta segunda-feira que seus cidadãos viajem à vizinha Coreia do Norte.

Segundo o porta-voz do Ministério de Unificação das Coreias, Chun Hae-song, a medida será válida para trabalhadores de organizações humanitárias, políticos e ativistas cívicos que cruzam diariamente a fronteira entre as duas Coreias.

Negociação na ONU

É provável que a China enfrente pressão de Washington e de países da região para que apoie medidas punitivas à Coreia do Norte devido ao teste.

O governo chinês já vinha sofrendo alguma pressão para que adotasse uma posição firme como anfitriã das agora estagnadas negociações do grupo dos Seis --que inclui as duas Coreias e também EUA, Japão e Rússia-- que visavam a desmantelar o programa nuclear da Coreia do Norte.

Pequim condenou o primeiro teste nuclear norte-coreanos, em 2006, como um tapa "insolente" na face dos dirigentes chineses, que dão crucial proteção econômica e diplomática ao regime do ditador Kim Jong-il.

Mas desta vez provavelmente será mais cuidadosa para equilibrar o seu ressentimento contra Pyongyang com o temor de tornar inviáveis as conversações do Grupo dos Seis, disse Xu Guangyu, um especialista nuclear na Associação Chinesa de Controle de Armas e Desarmamento. O grupo discute a desnuclearização do regime de Pyongyang, estagnadas com a recusa da Coreia do Norte em permitir fiscalização internacional sobre o processo.

"O objetivo da China é garantir que o processo de negociações de seis partes não desmorone. Sanções duras não vão atingir esse objetivo", disse Xu, que é ex-oficial militar. "A China pode ter de se comprometer com os Estados Unidos no Conselho de Segurança, mas não vai querer apoiar sanções duras."

Entenda a tensão nuclear

O governo norte-coreano advertiu em 29 de abril que iria realizar o seu segundo teste nuclear, em protesto contra a advertência do Conselho de Segurança da ONU de repreender o país pelo teste de um foguete de longa distância, em 5 de abril passado.

Também em abril, como reação, a Coreia do Norte informou que havia reiniciado o processo para extrair plutônio em Yongbyon, sua principal usina nuclear.

No mês passado, a Coreia do Norte expulsou técnicos da AIEA (agência atômica da ONU). Pyongyang abandonou ainda o Grupo dos Seis (EUA, Rússia, Japão, China e as Coreias), fórum das negociações que culminaram no desligamento do reator nuclear de Yongbyon, em 2007, após o primeiro teste.

O regime comunista liderado pelo ditador Kim Jong-il testou a sua primeira bomba nuclear em outubro de 2006. Após sofrer sanções do Conselho de Segurança da ONU, o país passou a negociar vantagens e ajuda internacional em troca do abandono do programa.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
eduardo de souza (495) 29/11/2009 21h05
eduardo de souza (495) 29/11/2009 21h05
O Irã venceu o império romano e irá vencer todo império que tentar ataca-lo. Lá tem homens de verdade, não aqueles que ficam carregando nas camisas mulheres grávidas e anunciando 2 por 1.
O Eua e seus asseclas não podem com a nação Iraniana, tentaram a toque de caixa fraudar e melar uma eleição legítima, com indice de comparecimento maciço e derem com a cara no muro, rs. Esta acontecendo uma união jamais vista, muitas nações estão se preparando para um conflito, todos sabem o que esperam e jamais houve uma compreenssão tão clara de quem são os verdadeiros inimigos da humanidade.
Ainda acho que o Brasil esta muito lento em relação a produção e importação de armas. Mas... O futuro cabe ao futuro.
sem opinião
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Carlos Gomes (20) 29/11/2009 18h07
Carlos Gomes (20) 29/11/2009 18h07
Com o aval do presidente Lula e sua diplomacia, amigos diletos de terroristas e ditadores. Com o aplauso dos puxa-sacos admiradores desses mesmos terroristas e ditadores. sem opinião
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claudia kabus (254) 29/11/2009 17h35
claudia kabus (254) 29/11/2009 17h35
bem jr., aqui estou e não vejo a hora do irã receber seu corretivo. é isso que dá colonização meia boca. o ocidente vai ter que chegar lá e terminar o serviço. sem opinião
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