Mundo
25/05/2009 - 11h22

Coreia do Norte ignora fome para provocar mundo com teste nuclear

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da France Presse, em Seul

O regime norte-coreano anunciou nesta segunda-feira ter realizado "com sucesso" um novo teste nuclear ainda mais potente que o realizado em 2006 ignorando as restritivas sanções econômicas e ofertas de ajuda econômica da comunidade internacional --mesmo sem recursos para alimentar toda sua população.

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Leia a íntegra do comunicado norte-coreano sobre o teste

O país está ameaçado há anos pela fome extrema, que matou centenas de milhares de pessoas desde 1995 e deixou os sobreviventes comendo apenas folhas, cascas de árvores e o que encontravam pela frente.

As inundações, seguidas pelas secas e os maremotos, foram em parte responsáveis, mas os analistas apontam sobretudo para o sistema de agricultura coletivista e uma rede de distribuição ineficaz.

Em 2002, o regime introduziu reformas limitadas ao centralizado comando econômico, com a introdução de um mínimo de flexibilidade nos preços estabelecidos pelo Estado e a concessão de incentivos aos trabalhadores e às fábricas. Mas, em outubro de 2005, aparentemente temeroso de relaxar seu controle sobre o país, o regime proibiu a venda privada de cereais e anunciou a volta ao racionamento de alimentos centralizado.

O Programa Mundial de Alimentos prevê que até 40% da população do país, cerca de 8,7 milhões de pessoas, precisarão urgentemente de ajuda alimentar nos próximos meses, devido às condições precárias de diversas colheitas.

Em setembro passado, o PMA pediu até US$ 504 milhões em ajuda alimentar para a Coreia do Norte, mas recebeu até agora apenas 11% desta quantia, o suficiente para alimentar 1,8 milhão de pessoas. Apesar da história de privações em uma nação de quase 24 milhões de habitantes, o plano do regime continua centrado na realização de testes nucleares.

Tensão

A Coreia do Norte, com meio século de hostilidade contra Washington, acusa os Estados Unidos de ataques para enfraquecer o país por meio de sanções por sua necessidade de obter energia nuclear.

A Coreia do Norte realizou seu primeiro teste nuclear em outubro de 2006. Em fevereiro de 2007, Estados Unidos, China, Japão, Rússia e Coreia do Sul, assinaram um acordo segundo o qual Pyongyang informaria sobre suas instalações nucleares e desmantelaria o complexo de Yongbyon, fonte de plutônio para fabricar armamento nuclear.

Mas após a condenação da ONU (Organização das Nações Unidas) pelo lançamento de um foguete em 5 de abril passado, que os EUA e outros países denunciaram como um teste balístico dissimulado, Pyongyang anunciou sua retirada do acordo dos seis e que reativaria a produção de plutônio.

O férreo controle do regime está se rompendo até certo ponto com o contrabando de rádios e leitores de DVDs da China. Este mês, o país lançou um serviço limitado de internet para os usuários de telefonia móvel.

Mas o regime continua tentando controlar toda informação e submeter "seus cidadãos ao rígido controle de vários aspectos de suas vidas", segundo um relatório dos direitos humanos de 2007 do Departamento de Estado americano.

O documento mencionava as contínuas informações sobre execuções extrajudiciais, desaparecimentos e detenções arbitrárias, inclusive prisioneiros políticos.

Teste

A Coreia do Norte afirmou hoje que realizou "com sucesso" um novo teste nuclear, informou a agência estatal de notícias norte-coreana KCNA. De acordo com o governo ditatorial, a nova bomba é mais potente que a utilizada no teste de 2006, que levou o país a sofrer sanções do Conselho de Segurança da ONU.

Em 9 de outubro de 2006, cinco dias após o primeiro teste nuclear realizado por Pyongyang, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a resolução 1718, que exige que Pyongyang abandone os testes de armas nucleares e de mísseis balísticos, assim como o desenvolvimento deste tipo de armamento.

O texto supôs, então, que as sanções econômicas impostas à Coreia do Norte serviriam de impedimento ao acesso a tecnologias do tipo. O teste desta segunda-feira, contudo, foi estabelecido por Japão e Rússia como de potência superior ao de 2006. Um comunicado do próprio governo da Coreia do Norte afirma que a nova bomba é mais potente que a utilizada no teste anterior.

"De acordo com a demanda dos nossos cientistas e técnicos, a nossa república realizou com sucesso um teste nuclear subterrâneo em 25 de maio [...] como parte das medidas para reforçar sua potência nuclear em autodefesa", afirmou o governo da Coreia do Norte segundo a KCNA, agência oficial do país.

O teste foi realizado "em um novo nível, mais elevado em termos de força explosiva e de tecnologia de controle", continua o comunicado.

Comentários dos leitores
J. R. (1159) 21/11/2009 17h42
J. R. (1159) 21/11/2009 17h42
Logo se vê que Israel encontrou um adversário à altura no O.M., pois contesta até mesmo que o Irã lance um satélite em 2011 acusando o mesmo de propósito de espionagem. Interessante, e não tem nenhum prêmio nobel no Irã, cadê o nobel como fator determinante de supremacia racial? Talvez a auto-premiação não seja uma coisa boa afinal ... sem opinião
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eduardo de souza (480) 13/11/2009 13h12
eduardo de souza (480) 13/11/2009 13h12
A coréia do Norte esta certíssima, não dorme enquanto o inimigo esta acordado. Se querem retirar do mundo as armas nucleares comecem com quem tem. Eua e sua compania estão armados até os dentes. Principalmente o Eua mostra que usa bombas nucleares mesmo, e o Japão que se cuide, esta abrigando dentro de sí, o maior trairá que existe. Aqui no Brasil já fomos alvo de ataques pequenos, com outros tipos de armas, o ideal seríamos ter bombas nucleares, caso fossemos atacados de forma mais brutal. Pela liberdade de defesa, quem possui armas nucleares, não podem se intrometer com aqueles que querem possuir também. 1 opinião
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J. R. (1159) 01/11/2009 06h50
J. R. (1159) 01/11/2009 06h50
O impositivo acordo que FHC aderiu para nosso país nos tira do alvo do clube nuclear, controlado pelos nazisionistas do eixo que dominam o mundo. Agora dizem que nem mesmo a proibição de armas nucleares prevista na constituição é suficiente, a intromissão começa a passar dos limites. Qualquer reação ou declaração, como foi a do Bolsonaro para construir bomba, constitui um argumento para o início de uma perseguição, que o Brasil já foi alvo anteriormente, por parte do "não tão aliado assim" U-S-A; de maneira que as autoridades brasileiras devem evitar declarações polêmicas que sirvam de "carvão" para os "candinhas" da AIEA prejudicarem nosso país. "Brasil é pressionado a aceitar inspeções intrusivas a programa nuclear." 56 opiniões
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