Mundo
25/05/2009 - 11h49

Coreia do Sul coloca Exército em alerta máximo por teste nuclear

Publicidade

da Folha Online

O governo da Coreia do Sul colocou suas Forças Armadas em alerta máximo nesta segunda-feira depois que a vizinha Coreia do Norte anunciou ter realizado "com sucesso" um teste nuclear ainda mais potente que o realizado em 2006, informa o jornal "The Korea Times".

Veja cronologia do programa nuclear da Coreia do Norte
Programa nuclear é trunfo para Coreia do Norte; entenda
Comunista, país surgiu em meio à Guerra Fria; saiba mais
Leia a íntegra do comunicado norte-coreano sobre o teste

A Junta de Chefes do Estado-Maior --grupo que reúne os chefes das Forças Armadas do país-- ordenou às tropas próximas à fronteira com a Coreia do Norte que aumentem o nível de segurança. Já o Ministério de Defesa, afirma o jornal, ativou uma equipe de gerenciamento de emergência depois que as agências geológicas confirmaram o tremor similar ao que antecedeu o teste nuclear de 2006.

A Coreia do Norte afirmou hoje que realizou "com sucesso" um novo teste nuclear, informou a agência estatal de notícias norte-coreana KCNA. De acordo com o governo ditatorial, a nova bomba é mais potente que a utilizada no teste de 2006, que levou o país a sofrer sanções do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas).

Coincidindo com as informações sobre o teste, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) informou que detectou um sismo de 4,7 graus na escala Richter no país. A estação sismológica russa de Yuzhno-Sajalinsk também confirmou que um tremor de 4,7 graus de magnitude no território norte-coreano às 9h54 da segunda-feira pelo horário de Pyongyang (21h54 de domingo pelo horário de Brasília).

Segundo o instituto russo, o tremor foi "aparentemente" provocado por uma explosão, pois o epicentro foi identificado de maneira muito clara, o que não ocorre em sismos naturais.

Já o sismo de 2006 foi de 3,58 na escala Richter.

Potência

Paralelamente, as Forças Armadas da coreia do Sul planejam adquirir as armas necessárias para deter a vizinha comunista caso haja uma ameaça real de ataque nuclear.

Segundo o jornal, um pacote de reforma revisado aponta que o Ministério de Defesa quer aumentar o número de mecanismos para munição de precisão --comprando 1.400 delas até 2013-- e os mísseis aéreos.

O mecanismo JDAM (na sigla em inglês) permite transformar bombas de queda livre em armas de precisão. Carregadas por jatos militares, incluindo F-15K, a bomba tem um alcance de 24 quilômetros e pode atingir com precisão de até 13 metros do alvo. Seu poder de fogo pode penetrar até 2,4 metros de concreto.

Seul quer comprar ainda cerca de 270 mísseis JASSM até 2011. Desenvolvidos pelos EUA, o míssil JASSM é de longo -alcance, de ataque aéreo e precisão, desenvolvido para destruir alvos fixos e móveis.

Entenda a tensão nuclear

O governo norte-coreano advertiu em 29 de abril que iria realizar o seu segundo teste nuclear, em protesto contra a advertência do Conselho de Segurança da ONU de repreender o país pelo teste de um foguete de longa distância, em 5 de abril passado.

Também em abril, como reação, a Coreia do Norte informou que havia reiniciado o processo para extrair plutônio em Yongbyon, sua principal usina nuclear.

No mês passado, a Coreia do Norte expulsou técnicos da AIEA (agência atômica da ONU). Pyongyang abandonou ainda o Grupo dos Seis (EUA, Rússia, Japão, China e as Coreias), fórum das negociações que culminaram no desligamento do reator nuclear de Yongbyon, em 2007, após o primeiro teste.

O regime comunista liderado pelo ditador Kim Jong-il testou a sua primeira bomba nuclear em outubro de 2006. Após sofrer sanções do Conselho de Segurança da ONU, o país passou a negociar vantagens e ajuda internacional em troca do abandono do programa.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
J. R. (1159) 21/11/2009 17h42
J. R. (1159) 21/11/2009 17h42
Logo se vê que Israel encontrou um adversário à altura no O.M., pois contesta até mesmo que o Irã lance um satélite em 2011 acusando o mesmo de propósito de espionagem. Interessante, e não tem nenhum prêmio nobel no Irã, cadê o nobel como fator determinante de supremacia racial? Talvez a auto-premiação não seja uma coisa boa afinal ... sem opinião
avalie fechar
eduardo de souza (480) 13/11/2009 13h12
eduardo de souza (480) 13/11/2009 13h12
A coréia do Norte esta certíssima, não dorme enquanto o inimigo esta acordado. Se querem retirar do mundo as armas nucleares comecem com quem tem. Eua e sua compania estão armados até os dentes. Principalmente o Eua mostra que usa bombas nucleares mesmo, e o Japão que se cuide, esta abrigando dentro de sí, o maior trairá que existe. Aqui no Brasil já fomos alvo de ataques pequenos, com outros tipos de armas, o ideal seríamos ter bombas nucleares, caso fossemos atacados de forma mais brutal. Pela liberdade de defesa, quem possui armas nucleares, não podem se intrometer com aqueles que querem possuir também. 1 opinião
avalie fechar
J. R. (1159) 01/11/2009 06h50
J. R. (1159) 01/11/2009 06h50
O impositivo acordo que FHC aderiu para nosso país nos tira do alvo do clube nuclear, controlado pelos nazisionistas do eixo que dominam o mundo. Agora dizem que nem mesmo a proibição de armas nucleares prevista na constituição é suficiente, a intromissão começa a passar dos limites. Qualquer reação ou declaração, como foi a do Bolsonaro para construir bomba, constitui um argumento para o início de uma perseguição, que o Brasil já foi alvo anteriormente, por parte do "não tão aliado assim" U-S-A; de maneira que as autoridades brasileiras devem evitar declarações polêmicas que sirvam de "carvão" para os "candinhas" da AIEA prejudicarem nosso país. "Brasil é pressionado a aceitar inspeções intrusivas a programa nuclear." 56 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (270)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca