Mundo
25/05/2009 - 12h18

Obama abandona tom diplomático e pede ação contra Coreia do Norte

Publicidade

da Folha Online

Atualizado às 13h00.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta segunda-feira, em breves declarações na Casa Branca, que a comunidade internacional "deve agir" diante do teste nuclear anunciado nesta segunda-feira pela Coreia do Norte. O democrata, que chegou à Presidência com discurso pró-diálogo, abandonou o tom diplomático e reiterou que o teste norte-coreano é uma grave ameaça a todo o mundo.

"Os EUA e a comunidade internacional devem atuar diante do ensaio nuclear da Coreia do Norte", disse Obama, que qualificou o teste --o segundo de Pyongyang em menos de três anos-- como uma "profunda violação do direito internacional".

Veja cronologia do programa nuclear da Coreia do Norte
Programa nuclear é trunfo para Coreia do Norte; entenda
Comunista, país surgiu em meio à Guerra Fria; saiba mais
Leia a íntegra do comunicado norte-coreano sobre o teste

Obama afirmou ainda que a notícia do teste deve ser "um tema de grande preocupação para todas as nações".

Pablo Martinez Monsivais/AP
Presidente Barack Obama faz discurso no Memorial Day e pede ação contra Pyongyang
Presidente Barack Obama faz discurso no "Dia da Memória" e pede ação contra Pyongyang

A Coreia do Norte afirmou hoje que realizou "com sucesso" um novo teste nuclear, informou a agência estatal de notícias norte-coreana KCNA. De acordo com o governo ditatorial, a nova bomba é mais potente que a utilizada no teste de 2006, que levou o país a sofrer sanções do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas).

O regime comunista descreveu o teste com um esforço para ampliar "a capacidade nuclear para defesa", mas a explosão causou uma sequência de condenações das principais nações, incluindo a aliada China, que disse se opor "resolutamente" ao teste nuclear.

Coincidindo com as informações sobre o teste, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) informou que detectou um sismo de 4,7 graus na escala Richter no país. A estação sismológica russa de Yuzhno-Sajalinsk também confirmou que um tremor de 4,7 graus de magnitude no território norte-coreano às 9h54 da segunda-feira pelo horário de Pyongyang (21h54 de domingo pelo horário de Brasília).

Segundo o instituto russo, o tremor foi "aparentemente" provocado por uma explosão, pois o epicentro foi identificado de maneira muito clara, o que não ocorre em sismos naturais.
Já o sismo de 2006 foi de 3,58 na escala Richter.

Entenda a tensão nuclear

O governo norte-coreano advertiu em 29 de abril que iria realizar o seu segundo teste nuclear, em protesto contra a advertência do Conselho de Segurança da ONU de repreender o país pelo teste de um foguete de longa distância, em 5 de abril passado.

Também em abril, como reação, a Coreia do Norte informou que havia reiniciado o processo para extrair plutônio em Yongbyon, sua principal usina nuclear.

No mês passado, a Coreia do Norte expulsou técnicos da AIEA (agência atômica da ONU). Pyongyang abandonou ainda o Grupo dos Seis (EUA, Rússia, Japão, China e as Coreias), fórum das negociações que culminaram no desligamento do reator nuclear de Yongbyon, em 2007, após o primeiro teste.

O regime comunista liderado pelo ditador Kim Jong-il testou a sua primeira bomba nuclear em outubro de 2006. Após sofrer sanções do Conselho de Segurança da ONU, o país passou a negociar vantagens e ajuda internacional em troca do abandono do programa.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
J. R. (1104) 01/11/2009 06h50
J. R. (1104) 01/11/2009 06h50
O impositivo acordo que FHC aderiu para nosso país nos tira do alvo do clube nuclear, controlado pelos nazisionistas do eixo que dominam o mundo. Agora dizem que nem mesmo a proibição de armas nucleares prevista na constituição é suficiente, a intromissão começa a passar dos limites. Qualquer reação ou declaração, como foi a do Bolsonaro para construir bomba, constitui um argumento para o início de uma perseguição, que o Brasil já foi alvo anteriormente, por parte do "não tão aliado assim" U-S-A; de maneira que as autoridades brasileiras devem evitar declarações polêmicas que sirvam de "carvão" para os "candinhas" da AIEA prejudicarem nosso país. "Brasil é pressionado a aceitar inspeções intrusivas a programa nuclear." sem opinião
avalie fechar
Marcelo Moreto (160) 26/10/2009 11h57
Marcelo Moreto (160) 26/10/2009 11h57
Para se manter fortalecido e pioneiro, os Estados Unidos da América do Norte anseiam e fortalecem esses conflitos entre culturas. No caso das Coréias, é nítido o sucateamento mental da Coréia do Norte, cujo obejivo daquele ditador é manter seu povo nas rédeas. O perigo disso é que essas pessoas são fiéis ao seu líder, assim como os cães são aos seus donos. Peça para avançar e veja o que acotece! 5 opiniões
avalie fechar
emanuel gomes bueno (3) 21/10/2009 18h44
emanuel gomes bueno (3) 21/10/2009 18h44
Como pode os USA permitir que a Coreia do Norte se tornasse uma potência nuclear letal? Não fez nada para impedir testes nucleares e agora quer impor alguma coisa sobre o Irã, quanta hipocrisia.
Quanto mais o tempo passa, a Coreia do Norte e o Irã se tornam mais poderosos rumando para a invencibilidade.
Uma guerra avassaladora humilhará definitivamente Washington no Oriente Médio e na Península Coreana. Os EUA não podem mais vencer guerras, nem lutar quatro guerras ao mesmo tempo. Só a Guerra do Iraque sozinha fez a Europa tremer com atentados terroristas.
Eu tive um sonho e nesse sonho vi tanques norte-coreanos esmagando carros de civis sul-coreanos nas ruas de Seul. Uma imagem do poderoso e devastador poder bélico da Coreia do Norte.
Além de que em outro sonho, vi milhares de pessoas numa praça em Seul esperando um iminente lançamento de um míssil nuclear pela Coreia do Norte contra aquele país. O mundo estava tremendo.
E pergunto agora: "Organização das Nações Unidas, onde está você?!!"
7 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (268)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca