EUA querem "força" em resolução sobre teste nuclear norte-coreano
da Folha Online
Susan Rice, a embaixadora dos Estados Unidos na ONU (Organização das Nações Unidas), disse nesta segunda-feira à mídia, após a rápida reunião de emergência na qual o Conselho de Segurança da entidade condenou o teste nuclear realizado pela Coreia do Norte, que vai buscar "fortes medidas" contra aquele país.
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| Peter Foley/Efe |
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| Susan Rice, a embaixadora dos EUA na ONU, fala após reunião do Conselho de Segurança |
Conforme o Conselho de Segurança, os países-membros concordaram em condenar o teste nuclear norte-coreano realizado ainda nesta segunda-feira e em considerar que esse episódio configura uma violação da resolução 1.718, de 2006, que proibia o país de "conduzir qualquer novo teste nuclear ou com míssil balístico".
Os países concordaram ainda, conforme comunicado divulgado pelo Conselho de Segurança, que irão "começar a trabalhar imediatamente em uma resolução sobre o assunto".
De acordo com Rice, para os EUA, a nova resolução precisa ser "forte". "Os EUA pensam que essa é uma grave violação das leis internacionais e uma ameaça à paz e à segurança regional e internacional. [...] Os EUA buscam uma resolução forte e medidas fortes."
Em sua fala, Rice ecoa o presidente Barack Obama que afirmou, mais cedo, que os EUA e a comunidade internacional "devem atuar diante do ensaio nuclear da Coreia do Norte" e que o teste foi uma "profunda violação do direito internacional". "Agindo de uma forma que desafia o Conselho de Segurança da ONU, a Coreia do Norte desafia diretamente e de maneira irresponsável a comunidade internacional", disse Obama.
Segundo a resolução de 2006, a Coreia do Norte estava proibida de "conduzir qualquer novo teste nuclear ou lançamento de míssil balístico" e deveria suspender "atividades relacionadas ao seu programa de mísseis", além de respeitar a AIEA (a agência atômica da ONU) --cujos técnicos o governo do ditador Kim Jong-il expulsou do país no mês passado.
Os termos da resolução de 2006 nunca foram totalmente aplicados pelos Estados-membros e, por isso, ela não conseguiu frear o programa nuclear norte-coreano. O teste feito nesta segunda-feira foi, inclusive, classificado por Japão e Rússia como de potência superior ao de 2006. Um comunicado do próprio governo da Coreia do Norte afirma que a nova bomba é mais potente que a utilizada no teste anterior.
Teste
O regime comunista descreveu o novo teste com um esforço para ampliar "a capacidade nuclear para defesa".
Coincidindo com as informações sobre o teste, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) informou que detectou um sismo de 4,7 graus na escala Richter no país. A estação sismológica russa de Yuzhno-Sajalinsk também confirmou que um tremor de 4,7 graus de magnitude no território norte-coreano às 9h54 da segunda-feira pelo horário de Pyongyang (21h54 de domingo pelo horário de Brasília).
Segundo o instituto russo, o tremor foi "aparentemente" provocado por uma explosão, pois o epicentro foi identificado de maneira muito clara, o que não ocorre em sismos naturais. O sismo de 2006 foi de 3,58 na escala Richter.
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