Mundo
25/05/2009 - 19h22

EUA querem "força" em resolução sobre teste nuclear norte-coreano

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da Folha Online

Susan Rice, a embaixadora dos Estados Unidos na ONU (Organização das Nações Unidas), disse nesta segunda-feira à mídia, após a rápida reunião de emergência na qual o Conselho de Segurança da entidade condenou o teste nuclear realizado pela Coreia do Norte, que vai buscar "fortes medidas" contra aquele país.

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Peter Foley/Efe
Susan Rice, a embaixadora dos EUA na ONU, fala após reunião do Conselho de Segurança
Susan Rice, a embaixadora dos EUA na ONU, fala após reunião do Conselho de Segurança

Conforme o Conselho de Segurança, os países-membros concordaram em condenar o teste nuclear norte-coreano realizado ainda nesta segunda-feira e em considerar que esse episódio configura uma violação da resolução 1.718, de 2006, que proibia o país de "conduzir qualquer novo teste nuclear ou com míssil balístico".

Os países concordaram ainda, conforme comunicado divulgado pelo Conselho de Segurança, que irão "começar a trabalhar imediatamente em uma resolução sobre o assunto".

De acordo com Rice, para os EUA, a nova resolução precisa ser "forte". "Os EUA pensam que essa é uma grave violação das leis internacionais e uma ameaça à paz e à segurança regional e internacional. [...] Os EUA buscam uma resolução forte e medidas fortes."

Em sua fala, Rice ecoa o presidente Barack Obama que afirmou, mais cedo, que os EUA e a comunidade internacional "devem atuar diante do ensaio nuclear da Coreia do Norte" e que o teste foi uma "profunda violação do direito internacional". "Agindo de uma forma que desafia o Conselho de Segurança da ONU, a Coreia do Norte desafia diretamente e de maneira irresponsável a comunidade internacional", disse Obama.

Segundo a resolução de 2006, a Coreia do Norte estava proibida de "conduzir qualquer novo teste nuclear ou lançamento de míssil balístico" e deveria suspender "atividades relacionadas ao seu programa de mísseis", além de respeitar a AIEA (a agência atômica da ONU) --cujos técnicos o governo do ditador Kim Jong-il expulsou do país no mês passado.

Os termos da resolução de 2006 nunca foram totalmente aplicados pelos Estados-membros e, por isso, ela não conseguiu frear o programa nuclear norte-coreano. O teste feito nesta segunda-feira foi, inclusive, classificado por Japão e Rússia como de potência superior ao de 2006. Um comunicado do próprio governo da Coreia do Norte afirma que a nova bomba é mais potente que a utilizada no teste anterior.

Teste

O regime comunista descreveu o novo teste com um esforço para ampliar "a capacidade nuclear para defesa".

Coincidindo com as informações sobre o teste, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) informou que detectou um sismo de 4,7 graus na escala Richter no país. A estação sismológica russa de Yuzhno-Sajalinsk também confirmou que um tremor de 4,7 graus de magnitude no território norte-coreano às 9h54 da segunda-feira pelo horário de Pyongyang (21h54 de domingo pelo horário de Brasília).

Segundo o instituto russo, o tremor foi "aparentemente" provocado por uma explosão, pois o epicentro foi identificado de maneira muito clara, o que não ocorre em sismos naturais. O sismo de 2006 foi de 3,58 na escala Richter.

Comentários dos leitores
J. R. (1159) 21/11/2009 17h42
J. R. (1159) 21/11/2009 17h42
Logo se vê que Israel encontrou um adversário à altura no O.M., pois contesta até mesmo que o Irã lance um satélite em 2011 acusando o mesmo de propósito de espionagem. Interessante, e não tem nenhum prêmio nobel no Irã, cadê o nobel como fator determinante de supremacia racial? Talvez a auto-premiação não seja uma coisa boa afinal ... sem opinião
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eduardo de souza (480) 13/11/2009 13h12
eduardo de souza (480) 13/11/2009 13h12
A coréia do Norte esta certíssima, não dorme enquanto o inimigo esta acordado. Se querem retirar do mundo as armas nucleares comecem com quem tem. Eua e sua compania estão armados até os dentes. Principalmente o Eua mostra que usa bombas nucleares mesmo, e o Japão que se cuide, esta abrigando dentro de sí, o maior trairá que existe. Aqui no Brasil já fomos alvo de ataques pequenos, com outros tipos de armas, o ideal seríamos ter bombas nucleares, caso fossemos atacados de forma mais brutal. Pela liberdade de defesa, quem possui armas nucleares, não podem se intrometer com aqueles que querem possuir também. 1 opinião
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J. R. (1159) 01/11/2009 06h50
J. R. (1159) 01/11/2009 06h50
O impositivo acordo que FHC aderiu para nosso país nos tira do alvo do clube nuclear, controlado pelos nazisionistas do eixo que dominam o mundo. Agora dizem que nem mesmo a proibição de armas nucleares prevista na constituição é suficiente, a intromissão começa a passar dos limites. Qualquer reação ou declaração, como foi a do Bolsonaro para construir bomba, constitui um argumento para o início de uma perseguição, que o Brasil já foi alvo anteriormente, por parte do "não tão aliado assim" U-S-A; de maneira que as autoridades brasileiras devem evitar declarações polêmicas que sirvam de "carvão" para os "candinhas" da AIEA prejudicarem nosso país. "Brasil é pressionado a aceitar inspeções intrusivas a programa nuclear." 56 opiniões
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