Mundo
25/05/2009 - 19h59

Especialistas levam ao menos dois dias para atestar teste nuclear

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da France Presse, em Paris

Especialistas já determinaram que o terremoto registrado nesta segunda-feira na Coreia do Norte foi decorrente de uma explosão, mas ainda levarão alguns dias para determinar se a explosão teve carga nuclear, como afirma o governo do país.

"Serão necessários pelo menos dois dias para que as estações mais próximas possam captar eventuais gases raros ou partículas radioativas", disse nesta segunda-feira, em Viena, o secretário-executivo da Comissão Preparatória da Organização para a Proibição de Testes Nucleares (CTBTO, na sigla em inglês), Tibor Toth.

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O sistema internacional de vigilância da CTBTO é baseado em 340 estações situadas em cerca de 90 países, 80 dos quais podem medir a presença de radionucleídeos resultando de explosões atmosféricas ou subterrâneas. Para determinar a natureza do teste norte-coreano, os especialistas devem se limitar em um primeiro momento a analisar as ondas sísmicas.

O tremor telúrico registrado teve magnitude 4,7 na escala Richter, de acordo com o Instituto americano de Estudos Geológicos (USGS). A CTBTO avaliou a magnitude em 4,5, contra 4,1 para o precedente teste nuclear norte-coreano, realizado em outubro de 2006.

Os especialistas já tiraram as lições deste precedente episódio graças aos "excelentes dados sísmicos" obtidos então, segundo Paul Richards e Won-Young Kim (Lamont-Doherty Earth Observatory, na Universidade Columbia).

Graças às ondas sísmicas regionais registradas na estação chinesa de Mudanjiang, a 370 km do local do teste, a origem explosiva dos sinais pôde ser demonstrada "por comparação com os sinais de terremoto e de outras explosões da mesma região", explicaram em janeiro de 2007, na revista científica Nature Physics.

"O início impulsivo das ondas de compressão foi característico de uma explosão, e os picos indicadores de ondas típicas de um terremoto foram muito fracos", acrescentaram.

05.abr.09/AP
Foto mostra foguete lançado por Pyongyang em 5 de abril passado
Foto mostra foguete lançado por Pyongyang em 5 de abril passado
Comentários dos leitores
J. R. (1159) 21/11/2009 17h42
J. R. (1159) 21/11/2009 17h42
Logo se vê que Israel encontrou um adversário à altura no O.M., pois contesta até mesmo que o Irã lance um satélite em 2011 acusando o mesmo de propósito de espionagem. Interessante, e não tem nenhum prêmio nobel no Irã, cadê o nobel como fator determinante de supremacia racial? Talvez a auto-premiação não seja uma coisa boa afinal ... sem opinião
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eduardo de souza (480) 13/11/2009 13h12
eduardo de souza (480) 13/11/2009 13h12
A coréia do Norte esta certíssima, não dorme enquanto o inimigo esta acordado. Se querem retirar do mundo as armas nucleares comecem com quem tem. Eua e sua compania estão armados até os dentes. Principalmente o Eua mostra que usa bombas nucleares mesmo, e o Japão que se cuide, esta abrigando dentro de sí, o maior trairá que existe. Aqui no Brasil já fomos alvo de ataques pequenos, com outros tipos de armas, o ideal seríamos ter bombas nucleares, caso fossemos atacados de forma mais brutal. Pela liberdade de defesa, quem possui armas nucleares, não podem se intrometer com aqueles que querem possuir também. 1 opinião
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J. R. (1159) 01/11/2009 06h50
J. R. (1159) 01/11/2009 06h50
O impositivo acordo que FHC aderiu para nosso país nos tira do alvo do clube nuclear, controlado pelos nazisionistas do eixo que dominam o mundo. Agora dizem que nem mesmo a proibição de armas nucleares prevista na constituição é suficiente, a intromissão começa a passar dos limites. Qualquer reação ou declaração, como foi a do Bolsonaro para construir bomba, constitui um argumento para o início de uma perseguição, que o Brasil já foi alvo anteriormente, por parte do "não tão aliado assim" U-S-A; de maneira que as autoridades brasileiras devem evitar declarações polêmicas que sirvam de "carvão" para os "candinhas" da AIEA prejudicarem nosso país. "Brasil é pressionado a aceitar inspeções intrusivas a programa nuclear." 56 opiniões
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