Mundo
25/05/2009 - 21h12

Obama diz que só declarará guerra "quando necessário"

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da Efe, em Washington

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez homenagem aos militares americanos mortos em combate nesta segunda-feira por ocasião do feriado do Memorial Day, dia no qual os americanos fazem tributo às Forças Armadas.

Em discurso, Obama afirmou que enviará cidadãos americanos à guerra somente quando for "absolutamente necessário" e que equipará os militares com o material para cumprir as suas missões. "Enquanto presidente, enviarei nossas tropas à guerra só quando for absolutamente necessário e darei equipamento e apoio aos que necessitam para fazer seu trabalho."

Charles Dharapak/AP
Grupo participa de homenagem a militares mortos durante combate no cemitério da cidade de Arlington, no feriado do Memorial Day
Grupo participa de homenagem a militares mortos durante combate no cemitério da cidade de Arlington, no feriado do Memorial Day

Obama tomou café da manhã com parentes de militares mortos e, depois, participou de um ato perante o monumento do soldado desconhecido no cemitério de Arlington, no Estado da Virgínia. Mais de 300 mil combatentes americanos estão enterrados no local, que tem uma seção --a 60-- dedicada às vítimas das guerras de Iraque e Afeganistão.

"As feridas de guerra ainda estão frescas na seção 60", disse Obama, que chamou a atenção para as fotos, ursos de pelúcia, revistas e até garrafas de cerveja e cigarros que os parentes e amigos deixaram junto aos túmulos.

No cemitério, estão também os corpos de ex-presidentes como John Kennedy (1961-1963), juízes do Supremo Tribunal e personalidades. "Aqui descansam presidentes e soldados junto ao solo, juízes do Supremo Tribunal e escravos, generais conhecidos pela história e soldados que apenas Deus conhece."

O presidente disse que o Memorial Day ocorre com duas guerras abertas, em Iraque e Afeganistão, e assinalou que a história dos enterrados em Arlington é a do próprio EUA.

"Logo atrás dessa ampla colina atrás de mim descansam aqueles que perdemos na Segunda Guerra [...] e em uma tranquila esquina ao norte, milhares dos que perdemos no Vietnã." "O cemitério é uma prova do preço que nossa nação pagou pela liberdade", destacou.

Obama disse, após depositar uma coroa de flores sobre o túmulo do soldado desconhecido, que a disposição dos militares em entregar a vida pelas pessoas que nunca conheceram é o que os torna "o melhor dos EUA".

Os atos do Memorial Day incluem desde coloridos desfiles até sombrias cerimônias em todo o país. Entre os eventos mais chamativos está o desfile de milhares de veteranos da Guerra do Vietnã em motos Harley Davidson pelas ruas de Washington, que aconteceu neste domingo e marcou o início das atividades do Memorial Day.

O encontro, conhecido como Rolling Thunder, inclui a visita dos participantes ao monumento aos mortos no Vietnã, onde os motoristas rendem tributo a seus companheiros falecidos.

O Departamento de Veteranos de Guerra calcula que cerca de um milhão de americanos morreram durante o serviço militar no país.

Comentários dos leitores
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
Presidente Obama nos dá uma lição de como um Estadista deve tratar o desenvolvimento de uma nação: com justiça social. Sem acesso à saúde garantido pelo Estado não se pode marchar rumo à consolidação de uma nação de forma sustentável. Com esta atitude o Predidente Obama abre mão de uma boa parte de sua popularidade, considerando que ele intefere num mercado (o da prestação de serviços de saúde) extremamente fisiológico, influente economicamente e com grande poder político. Os resultados virão, não tão rápido, mas as gerações porvindouras terão o que comemorar... sem opinião
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J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
As mortes causadas pelas campanhas dos USA pelo mundo dá para encher milhares de torres gêmeas e wordtradecenters. Na guerra nuclear não haverá vencedores, nem mesmo o poderoso USA sobrará, é a eutanásia da humanidade doente! sem opinião
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Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
A questão não é o fato do Obama defender o seu país e sim, dar continuidade a uma política de intervenção no país alheio, o que não é nada democrático, logo eles que "prezam" tanto pela democracia. Por qual motivo? Eu também lamento o atentado ocorrido no 11 de setembro, porém, acredito que isso não justifica a invasão estadunidense. Assim como no World Trade Center, no Afeganistão havia e ainda há muitos civis inocentes, sendo eles também vítimas das atrocidades cometidas por ambas as partes. O atentado terrorista provavelmente ainda servirá por muito tempo para justificar uma invasão que não tem justificativa para aqueles que se tornaram vítimas do horror da guerra. 5 opiniões
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