Mundo
26/05/2009 - 07h49

Taleban anuncia cessar-fogo na maior cidade do vale do Swat, no Paquistão

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da Folha de S.Paulo

O grupo islâmico radical Taleban anunciou nesta segunda-feira o fim das hostilidades em Mingora, principal cidade do conflagrado vale do Swat, acossado pelo Exército paquistanês.

Segundo os militares, o alegado recuo do grupo é uma tática para atrair os moradores de volta à cidade, esvaziada, e permitir que militantes se misturem aos civis para escapar.

Arte/Folha Online
Vale do Swat no Paquistão

"Gostaria de chamar a população de Mingora de volta às suas casas", disse um porta-voz do mulá Fazullah, líder regional do Taleban. Ele ponderou que o fim dos combates visa poupar civis, mas não impede a permanência de "auxiliares" do grupo na cidade.

O apelo foi rechaçado pelo Exército, que já controla a maior parte de Mingora e vasculha edifícios em busca de combatentes escondidos.

Será necessário pelo menos uma semana para "limpar a cidade da presença dos insurgentes", diz o general Athar Abbas. Mingora está repleta de minas terrestres, segundo o militar.

Mais de 90% dos 300 mil habitantes da cidade deixaram Mingora antes do ataque do Exército, iniciado no último sábado. Sujeitos ao toque de recolher em vigor em toda a região, os que permaneceram sofrem com a falta de água e comida.

Deflagrada no início do mês em resposta ao avanço do Taleban em áreas vizinhas à capital paquistanesa, a operação militar forçou a fuga de 2,3 milhões de civis nas últimas três semanas, segundo dados da ONU.
Outros 550 mil já tinham deixado a Província da Fronteira Noroeste, vizinha ao Afeganistão, desde agosto.

Cerca de 1.100 insurgentes e 66 soldados foram mortos no Swat e nos distritos vizinhos de Bunner e Dir, estima o Exército paquistanês. Não há dados oficiais sobre mortes de civis, mas a crise dos refugiados pode arrefecer o apoio popular à ofensiva, endossada pelos principais partidos paquistaneses.

O premiê Yosuf Raza Gilani fez nesta segunda-feira um apelo à delegação de congressistas americanos em visita a Islamabad. Os EUA já anunciaram US$ 110 milhões em assistência humanitária, mas o Paquistão quer arrecadar pelo menos US$ 1 bilhão para os refugiados do conflito.

A ofensiva, apoiada pela Casa Branca, pôs fim a um fracassado pacto de paz selado em fevereiro pelo governo paquistanês e líderes tribais locais.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
Chris Maria (258) 08/12/2009 20h04
Chris Maria (258) 08/12/2009 20h04
Sr. Eduardo de Souza é insuportável ver o que vem acontecendo... sem opinião
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eduardo de souza (523) 08/12/2009 12h30
eduardo de souza (523) 08/12/2009 12h30
Cris, por muito tempo ainda. Pouco importa para aqueles que fabricaram a guerra como desculpa para ter o total controle dos combustíveis fósseis da região. Inclusive das adutoras, como é o caso do Afeganistão. De quebra, sempre quando possível, produzem imensas fazendas de plantio de substâncias para fabricação de drogas. Ótimo negócio também para eles.
Não sejam iludidos, só acabará esse inferno quando derrotarmos esses "demônios".
A sorte que conta a humanidade é a de terem pessoas, grupos e nações despertas e se preparando para a guerra. Se dependesse das pessoas comuns, que é a maioria, morreríamos todos, iguais cordeiro num abate.
A humanidade é fraca, preconceituosa, olha só o seu umbigo, fácil de iludir, fácil de convencer, segue como gado a direção que lhe és mandada. Restando a poucos, o árduo trabalho de conquistar a liberdade que merecemos.
Em particular, luto por conta da vida natural, das crianças e dos adultos que são bons e não merecem esse destino.
Tenho certeza que venceremos, pois nossa força esta abrigada no que é verdadeiro.
Que um dia todos despertem e descubra que o inimigo não é tão grande como ele se pinta.
10 opiniões
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Chris Maria (258) 08/12/2009 11h03
Chris Maria (258) 08/12/2009 11h03
Quanto mais o tempo passa, torna-se mais patente que a desastrosa interferência norte-americana no Iraque, Paquistão, e Afeganistão além de desumana é uma guerra perdida. No governo Obama as coisas se agravaram ainda mais do que em tempos de governo Bush. As explosões são tantas, que fica difícil saber de quem é a autoria. Por quanto tempo ainda teremos que assistir isso? 30 opiniões
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