Mundo
26/05/2009 - 18h09

Obama diz que trajetória de juíza afetou indicação à Suprema Corte

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MACARENA VIDAL
da Efe, em Washington

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, indicou a juíza federal Sonia Sotomayor, 54, de Nova York, para cobrir a vaga deixada na Suprema Corte por David Souter, 69, e se tornar a primeira hispânica no tribunal mais alto do país. O nome dela ainda precisa ser aprovado no Senado. Uma vez aprovada, ela ganha cargo vitalício e se torna a segunda mulher na Casa, junto a Ruth Baader Ginsburg, e apenas a terceira na história da Suprema Corte.

Para escolher Sotomayor, Obama levou em conta não só seu desempenho como juíza, mas também sua história pessoal, como indicou ao fazer o anúncio na Casa Branca, onde afirmou que "tão impressionante e significativa como as brilhantes credenciais legais de Sotomayor é sua própria história".

Larry Downing/Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, apresenta a juíza federal Sonia Sotomayor, de NY, a sua indicada à Suprema Corte
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, apresenta a juíza federal Sonia Sotomayor, de NY, a sua indicada à Suprema Corte

Obama já tinha dito anteriormente que se inclinava por um juiz que levasse muito em conta as consequências de suas decisões sobre o povo.

"O que Sonia dará ao tribunal não será só o conhecimento e a experiência adquiridos durante o transcurso de uma carreira legal brilhante, mas a sabedoria acumulada em todo um trajeto de vida inspirador", declarou o presidente.

Sotomayor é desde 1998 juíza federal do Tribunal de Apelações do 2º Distrito dos EUA, em Nova York, e conta com ampla experiência tanto em magistratura, como trabalhando no setor privado. Filha de porto-riquenhos, ela nasceu e foi criada na região do Bronx, em Nova York, onde cresceu em um conjunto habitacional. Quando tinha 9 anos, seu pai morreu. Sua mãe, Cecilia, assumiu a criação de Sonia e de seu irmão Juan.

Na cerimônia, Sotomayor prestou homenagem à mãe, que estava presente. "Sou apenas a metade do que ela é."

Graças a uma série de bolsas de estudos, Sotomayor conseguiu estudar direito e se graduar na Universidade Princeton, em 1976. Ao longo da carreira, Sotomayor atuou como assistente na Promotoria do Distrito Sul de Nova York, e como advogada em escritórios particulares.

Em 1992, por indicação do ex-presidente republicano George H. W. Bush (1989-1993), virou a juíza mais jovem e a primeira hispânica do Estado de Nova York. Cinco anos mais tarde, a juíza chegou ao Tribunal de Apelações do 2º Distrito Federal, desta vez por indicação de um democrata, o ex-presidente democrata Bill Clinton (1993-2001).

Na Casa Branca, Sotomayor disse estar de acordo com Obama a respeito da importância da empatia na Justiça. "Meu objetivo é não esquecer nunca as consequências reais das minhas decisões entre os indivíduos, as empresas e o governo."

Funcionários do governo informaram nesta terça-feira, sob condição de anonimato, Obama entrevistou pessoalmente os finalistas para o cargo entre terça-feira (19) e quinta-feira (21) da semana passada. Sotomayor foi recebida na quinta por Obama, por uma hora, no Salão Oval. Na sexta-feira (22), o presidente disse a assessores que sentia uma certa inclinação, mas que queria pensar durante o fim de semana.

A decisão final, como indicaram os altos funcionários, aconteceu na noite desta segunda-feira (25), quando Obama ligou para Sotomayor para informar sua escolha.

Sotomayor começa na próxima semana seus contatos com os senadores para preparar sua audiência de confirmação, que a Casa Branca quer que ocorra antes do recesso de férias do Congresso, em agosto próximo. O objetivo de Obama é o de que a juíza esteja empossada já na primeira segunda-feira de outubro, quando o Supremo retoma suas sessões.

Caso confirmada, se espera que Sotomayor se alinhe na ala mais progressista do tribunal, onde Souter também se encontrava.

Aos 54 anos, Sotomayor é jovem o suficiente para representar um voto progressista durante muito tempo nesse tribunal, onde seus membros têm caráter vitalício.

Comentários dos leitores
Rogerio Lustosa Bastos (21) 24/12/2009 16h02
Rogerio Lustosa Bastos (21) 24/12/2009 16h02
A população média americana tende a se informar apenas pela TV. O que representa isto? Grosso modo, era igual nos tempos da ditadura aqui no Brasil (1964-1985), através dos quais a população só se informava pela REDE GLOBO. Esta, como se sabe, apoiava integralmente a ditadura. Lá, nos USA, atualmente, a TV tende a apoiar a visão neoliberal. Resulado: pelos USA, de hoje, o mal é tudo aquilo que é feito pelo Estado; o bem é o "privado". Este é o tom do "evangelho do consumo", o qual é passado, sem crítica, para a populaçao...Parabéns para o Obama que está fissurando tal equívoco. A saúde é algo mto importante para ficar nas mãos, exclusivamente, dos investimentos privados... sem opinião
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felipe oliveira (1) 24/12/2009 11h36
felipe oliveira (1) 24/12/2009 11h36
Não concordo com os países mais desenvolvidos quererem influenciar diretamente na vida de todos os seres humanos!
Ex: E.U.A
Um país que cobra tudo e de todos e ninguem pode cobrar deles porque se acham os donos do mundo!
" A grama do jardim do vizinho sempre é mais verde".
Os E.U.A estão influenciando diretamente na destruição do mundo... Todos sabem e não fazem nada... Um dos países que poluem mais...!
Se acham no direito de invadir qualquer país e matar e destruir lares!
Não acho certo o que "laden" fez, mais os E.U.A estava merecendo isso!
7 opiniões
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eduardo de souza (542) 23/12/2009 16h09
eduardo de souza (542) 23/12/2009 16h09
Enquanto o planeta morre, "os matadores da vida" vão aprovando bilhões em financiamento de guerras.
Seus imbecís, a TERRA é mais forte que suas intenções. A única coisa que irá morrer somos nós, os humanos. Um dia desses iremos "isolá-los" e aí a conversa será na nossa lingua.
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