Presidente de Honduras abre reunião da OEA sob impasse sobre Cuba
da Efe, em San Pedro Sula
Atualizado às 14h21.
O presidente de Honduras, Manuel Zelaya, inaugurou nesta terça-feira a 39ª Assembleia Geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), que acontece em San Pedro Sula, no norte de Honduras. No evento, será debatido, entre outros assuntos, o possível retorno de Cuba ao organismo, do qual o país foi excluído há quase meio século.
| Eduardo Verdugo/AP |
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| Soldado hondurenho monta guarda em salão que sediará a Assembleia Geral da OEA |
Além de Zelaya, estiveram presentes na abertura o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, e o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza. Os presidentes do Equador, Rafael Correa, e da Nicarágua, Daniel Ortega, que o governo de Honduras havia anunciado oficialmente que estariam na inauguração da Assembleia, não estiveram no evento.
Em seu discurso de abertura, o secretário-geral do órgão afirmou que o encontro terá em sua agenda temas de relevância, como Cuba, "a crescente violência na região" e o impacto da crise econômica mundial.
Ele também defendeu a OEA, que vem sendo duramente criticada por países como Venezuela e Bolívia --os dois países chegaram a cogitar a criação de um organismo paralelo com a presença de Cuba e sem os Estados Unidos. "Quando ouço vocês que querem acabar com a OEA, me pergunto: 'Quantas décadas serão necessárias para construir algo semelhante e quem fará o trabalho que realizamos?'", disse.
A assembleia, que conta com a presença de chanceleres e representantes dos 34 países-membros do organismo continental, começou com uma hora de atraso, às 10h locais (13h de Brasília).
Os atos começaram com o hino nacional de Honduras e, em seguida, houve uma apresentação musical do cantor Guillermo Anderson.
Cuba
Um grupo de 26 países, incluindo o Brasil, tenta negociar com as delegações dos EUA e do Canadá uma resolução em duas etapas que abra processo para a eventual reintegração do governo cubano à OEA.
Os americanos e seus aliados canadenses não abrem mão de condicionar desde já esse reingresso à Carta Democrática da OEA, aprovada em 2001. Cuba, expulsa sob a acusação de "receber ajuda militar de potências comunistas extracontinentais", tem dito que não quer voltar à organização.
Ontem (1º), o embaixador na OEA de Honduras, Carlos Sosa, se mostrou otimista. "Estamos a ponto de alcançar um consenso de 28 países. O importante é levantar a sanção", disse. Mas, no fim do dia, ficou claro que uma decisão de conciliação, se houver, será negociada pelos próprios chanceleres, que começaram a chegar no fim da tarde de ontem a San Pedro Sula.
Para negociar uma resolução que possa ser aceita por americanos, Honduras, que integra a Alba (Alternativa Bolivariana para as Américas), se afastou dos outros cinco países do bloco chavista que participam da assembleia --Bolívia, Venezuela, Nicarágua, São Vicente e Granadinas e Dominica.
Estes cinco, mais a Guiana, insistiam no texto apresentado na semana passada pelos nicaraguenses e que exclui quaisquer precondições caso Cuba decida se reintegrar à OEA.
Com informações da Folha de S.Paulo e da France Presse
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