Unicef denuncia exploração sexual de crianças no mundo e fome de milhões na Ásia
colaboração para a Folha Online
No total, 150 milhões de meninas e 73 milhões de meninos menores de 18 anos são vítimas de exploração sexual no mundo, segundo informe publicado nesta terça-feira pela seção alemã do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância). O fundo também divulgou na índia, um relatório sobre o crescente numero de pessoas que passam fome no sul da Ásia.
Centenas de milhares de crianças são vendidas a cada ano no estrangeiro, com frequência com objetivos sexuais, segundo estatísticas do Fundo das Nações Unidas para a Infância, apresentadas em Berlim pelo ator e "ex-James Bond" Roger Moore, embaixador de boa vontade do Unicef.
Apesar dos progressos alcançados em matéria de legislação para proteger as crianças, "esta situação se repete em numerosos países", comentou o ator britânico.
"A cada ano, milhões de meninas e meninos são forçados a se prostituir", informou Moore, acrescentando que o desenvolvimento da internet e das tecnologias provocaram explosão da difusão dessas imagens.
Segundo as estimativas do Unicef, entre 60 mil e 100 mil crianças são vítimas do comércio sexual nas Filipinas; em Bangladesh, a média de idade dos menores vítimas de exploração sexual é de 13 anos.
Nas praias do Quênia, 150 mil crianças se prostituem diariamente, vítimas de predadores sexuais procedentes de países mais ricos.
Fome
Em outro relatório, divulgado em Nova Déli, na Índia, o Unicef informou que o número de pessoas que passam fome no sul da Ásia aumentou em 100 milhões nos últimos dois anos, um quadro agravado pela alta dos preços dos alimentos dos combustíveis e pelo desaquecimento econômico global.
Mais de 400 milhões de pessoas estão agora cronicamente famintas na região, de acordo com o Unicef, o mais alto nível em 40 anos. O relatório informa que o consumo de calorias permaneceu estagnado ou diminuiu em muitos países apesar do crescimento da renda per capita.
De acordo com o relatório, sem uma resposta urgente e inclusive dos governos a população pobre do sul da Ásia --quase 20% da população mundial-- vai cair ainda mais na pobreza e na subnutrição com consequências negativas em longo prazo para o crescimento e o desenvolvimento regional e do mundo.
O relatório concentrou-se no impacto da crise econômica sobre as mulheres e crianças em oito países da região: Afeganistão, Bangladesh, Butão, Índia, Maldivas, Nepal, Paquistão e Sri Lanka.
Quase 33 por cento da população de 1,8 bilhão de pessoas do sul da Ásia comem menos do que o mínimo recomendado para suprir as necessidades diárias. Três quartos vivem em famílias que ganham menos de R$ 2 dólares por dia, informa o relatório.
Com Efe, Reuters e Associated Press
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