Mundo
03/06/2009 - 00h13

Hillary deixa assembleia da OEA sem consenso sobre Cuba

Publicidade

da Efe, em San Pedro Sula (Honduras)

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, deixou nesta terça-feira a 39ª Assembleia Geral da OEA (Organização dos Estados Americanos) sem que os 34 países-membros tenham alcançado um consenso que permita levantar o bloqueio imposto a Cuba.

A chefe da diplomacia americana saiu de San Pedro Sula, no norte de Honduras, em direção ao Egito. No país, ela deve se unir ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que fará no país um discurso dirigido à comunidade muçulmana.

Hillary deixou a Assembleia Geral após uma reunião bilateral com o presidente de Honduras, Manuel Zelaya. Ambos tentavam obter um consenso sobre o fim do afastamento imposto em 1962 a Cuba, algo que os chanceleres, por enquanto, não conseguiram.

Os EUA respaldam a revogação da resolução aprovada há quase meio século em Punta del Este (Uruguai) para afastar Cuba do Sistema Interamericano pelos vínculos com o bloco sino-soviético.

O país, no entanto, quer condicionar um eventual retorno de Havana à OEA ao cumprimento dos princípios e valores democráticos e de direitos humanos pelos quais o organismo se rege.

A posição americana entrou em conflito com a postura de outros países como Nicarágua, Venezuela e Bolívia, entre outros, que pretendem levantar o afastamento sem condições prévias, e estão dispostos a submeter as propostas a uma votação.

Apesar do impasse sobre o assunto, houve avanços no sentido de que os ministros de Relações Exteriores dos países-membros da OEA concordaram em criar um grupo de trabalho para avaliar o retorno de Cuba ao órgão.

O obstáculo, até agora, são as condições que alguns querem incluir para assegurar que Cuba, se decidisse voltar à OEA, cumpra os princípios e valores democráticos e de direitos humanos pelos quais o organismo se rege.

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca