Mundo
03/06/2009 - 12h39

Em Riad, Obama diz acreditar em colaboração com a Arábia Saudita

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da Efe, em Riad

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quarta-feira acreditar que a colaboração entre seu país e a Arábia Saudita "produzirá resultados". Obama falou após se reunir com o rei Abdullah bin Abdul Aziz, na primeira etapa da viagem que faz pelo Oriente Médio e a Europa.

Durante a conversa, que se estendeu por quase uma hora, o americano e o saudita tinham previsto falar sobre o programa nuclear iraniano e a alta dos preços do petróleo, segundo a Casa Branca. Segundo Obama, "era muito importante vir a este lugar, onde começou o Islã, e discutir com ele muitos dos assuntos que enfrentamos no Oriente Médio."

Pablo Martinez Monsivais/AP
Obama (à dir.) caminha ao lado do rei saudita, Abdullah, após chegar ao aeroporto de Riad
Obama (à dir.) caminha ao lado do rei saudita, Abdullah, após chegar ao aeroporto de Riad

"Tenho confiança em que, colaborando, EUA e Arábia Saudita podem conseguir progressos em uma série de assuntos e interesses mútuos", afirmou o presidente americano, que já tinha se reunido há dois meses com o rei saudita em abril passado, em Londres, na cúpula do G20 (os países ricos e os principais emergentes).

Com Obama, o rei Abdullah ressaltou os laços "históricos e estratégicos" entre EUA e Arábia Saudita, que se remontam ao mandato de Franklin Roosevelt (1933-1945) e ao rei Abdulaziz, nos anos 30. O soberano também elogiou o presidente americano, ao qual considerou como "um homem distinto que merece estar nesta posição".

Depois da reunião bilateral, na fazenda do monarca saudita, os dois chefes de Estado devem jantar juntos.

Obama chegou nesta quarta-feira a Riad e parte nesta quinta-feira (4) para o Cairo (Egito), onde, além de se reunir com o ditador egípcio, Hosni Mubarak, deverá fazer um esperado discurso no qual exporá suas ideias sobre as relações entre os EUA e o mundo muçulmano.

Bin Laden

Menos de uma hora após a chegada de Obama a Riad, a TV Al Jazeera divulgou gravação de áudio atribuída ao terrorista Osama bin Laden, líder máximo da rede terrorista Al Qaeda, que acusa o presidente americano de seguir os passos do antecessor, o ex-presidente George W. Bush (2001-2009), e incentivar o ódio dos muçulmanos ao país.

Bin Laden acusou Obama de espalhar "novas sementes de ódio e de vingança". "O número de sementes equivale ao número de deslocados no vale de Swat e no norte e sul do Waziristão", acrescentou o terrorista em referências às operações militares lideradas pelos EUA contra o grupo islâmico radical Taleban naquelas duas localidades paquistanesas.

"Que o povo americano se prepare para fazer frente ao que os dirigentes da Casa Branca semeiam", disse Bin Laden.

Comentários dos leitores
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
E lula responde á Carta do Obama...
Deve ter começado mais ou menos assim:
"Pô Obama, você não disse que eu era "o cara"? Então, eu acreditei, achei que era pra valer..."
A cumparenhada finalmente começa a acordar para a realidade, para o que eles são na verdade, ou seja nada, um zerão redondão á esquerda (que por coincidência, é o lado favorito deles...).
Lula agora, o ator enganador, se tornou o personagem principal daquele filme:
"O Rato que Ruge..."
Responder para Obama? Ele?
Só se for...
Sim senhor!
sem opinião
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Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Até quando os americanos podem matar e não serem responsáveis pelos crimes que cometem contra civilizações iraquiana, afegãs, entre outras.? 3 opiniões
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Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Os EUA influencia, ainda que sutilmente, decisões internacionais. Lula, no meu ponto de vista, fez certo em receber Ahmadinejad a fim de estabelecer, além de esclarecer sua posição em relação ao enriquecimento de urânio do Irã. Afirmando que apoia desde que seja para fins pacíficos, em outras palavras; desde que voces nao façam uma bomba atómica. O que prova ser contraditório, pois uma região como o Irã com tantos conflitos e uma notável instabilidade, pode intencionalmente criar armas nucleares a fim de se "precaverem". Lula reafirmou sua posiçao de nem lá nem cá. Concorda com o Irã, mas sem entrar em divergencia com os EUA. sem opinião
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