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03/06/2009 - 18h32

Membros da OEA divergem sobre exigências para readmitir Cuba

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colaboração para a Folha Online

Divididos anteriormente sobre as condições para revogar a suspensão de Cuba da OEA (Organização dos Estados Americanos), os Estados Unidos e governos de esquerda do continente continuam em lados opostos na interpretação dos termos da resolução que encerrou nesta quarta-feira o afastamento imposto há 47 anos à ilha comunista.

OEA revoga suspensão de Cuba após 47 anos
Confira a íntegra do texto da resolução da OEA

O ministro das Relações Exteriores do Equador, Fander Falconi, disse que a decisão por aclamação da Assembleia Geral do 39° encontro da OEA, realizado em Honduras, foi tomada "sem condições", estabelecendo "mecanismos" para o retorno de Cuba --incluindo a concordância do país de cumprir as convenções da OEA sobre direitos humanos e outros assuntos.

Foi a esses mecanismos que o Departamento de Estado americano deu ênfase ao manifestar-se sobre a readmissão de Cuba. Segundo o porta-voz Robert Wood, o retorno está subordinado, apesar da ausência de condições explícitas, ao respeito do regime cubano aos princípios democráticos e dos direitos humanos que fazem parte dos estatutos da OEA.

"Os Estados Unidos têm trabalhado incansavelmente para defender os nossos princípios básicos e convencer todos os países da região a apoiar uma posição que deixe claro que o retorno de Cuba à participação na OEA deve ser condicionado pelos princípios e objetivos da democracia e dos direitos humanos", disse o porta-voz em Washington.

Liderada pelo representante para a América Latina do Departamento de Estado, Thomas Shannon, a delegação dos EUA apoiou a decisão.

"Removemos um impedimento histórico para a participação de Cuba [...] mas também se estabelece um processo para iniciar contatos com Cuba baseado nos princípios e práticas da OEA e no sistema interamericano", ressaltou Shannon, que ficou à frente da delegação americana depois que a secretária de Estado, Hillary Clinton, viajou nesta terça-feira de Honduras para o Oriente Médio, onde está acompanhando a visita do presidente Barack Obama à Arábia Saudita e ao Egito.

Antes da decisão, o embaixador da Venezuela na OEA, Roy Chaderton, defendeu a posição venezuelana de apoiar o regresso da ilha à OEA baseado no princípio de que "qualquer condicionamento ao levantamento das sanções contra Cuba é inaceitável".

De acordo com a resolução aprovada nesta quarta-feira, a participação de Cuba na OEA "será o resultado de um processo de diálogo iniciado a pedido do governo de Cuba" e em conformidade com as práticas, os propósitos e princípios da OEA. O governo Cubano manifestou várias vezes nos últimos meses que não desejava voltar à organização, enquanto países como Brasil, Venezuela, Equador e Panamá defendiam que a exclusão da ilha era um anacronismo da Guerra Fria.

Cuba foi suspensa da OEA por uma resolução aprovada em 22 de janeiro de 1962, em punição ao país por ter se juntado ao bloco comunista. A organização, sob forte influência americana, acusou o regime cubano de receber armas de "potências comunistas extracontinentais", uma referência à União Soviética e à China. Na época, os Estados Unidos alegaram que a relação de Cuba com os países comunistas ameaçava o equilíbrio da região.

Em outubro do mesmo ano ocorreu um dos episódios mais tensos da Guerra Fria, a chamada crise dos mísseis cubanos, quando a ex-União Soviética transferiu secretamente ogivas nucleares para a ilha.

Meses antes, em fevereiro, Washington adotou um embargo econômico à Cuba para retaliar as expropriações contra cidadãos americanos realizadas por Fidel Castro durante a Revolução Cubana de 1959.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
J. R. (828) 16/09/2009 21h53
J. R. (828) 16/09/2009 21h53
Sr. Ebenezer Rodrigues Andrade, aconselho que viaje a Cuba como muitos americanos fazem e desfaça sua paranóia. A migração para os EUA é feita pelo mundo todo, pelos meios mais incomuns possíveis. Há brasileiros, argentinos, colombianos, venezuelanos atravessando a nado o Rio Grande e o deserto. Os Cubanos não são exceção, assim como os marroquinos chegam a Espanha e França em busca de uma vida melhor num país que está melhor economicamente falando. O Sr. está caindo na propaganda ideológica, assim como eu caí também. O bem estar é perseguido pela maioria das pessoas, independentemente de onde vivem. Hoje a migração se faz do sul para o norte, daqui a alguns anos poderá ser ao contrário, e não estaremos aqui para ver. Paciência é tudo, já dizia o velho sábio chinês ... e dominará o mundo. sem opinião
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Ebenezer Rodrigues Andrade (14) 13/09/2009 09h55
Ebenezer Rodrigues Andrade (14) 13/09/2009 09h55
A prisao americana para esses agentes cubanos é LIBERDADE. A liberdade na Cuba é a pior PRISAO. Creio que eles preferem ficarem nos EUA presos fisicamente do que ter a liberdade moral/espiritual/ideológica CATIVA pelo governo cubano. sem opinião
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célio sousa (206) 13/09/2009 09h07
célio sousa (206) 13/09/2009 09h07
Creio que Obama libertará os agentes cubanos nos Estados Unidos. Nada seria mais justo, levando em conta que a CIA treinou muitos cubanos que "governavam com corrupto ditador Batista (apoiado pelo Tio Sam) para cometer atentados contra o povo cubano, inclusive Posada Carrilles é responsável pela morte de mais de 200 inocentes. O terrorista Carrilles viveu muitos anos nos Estados Unidos na condição de "exilado político"... "Democrata" matar comunista pode; porém comunista matar "democrata" é "terrorismo". Diante do terrorista Carrilles, Batistti é aluno do jardim de infância... sem opinião
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