Mundo
05/06/2009 - 14h37

Obama critica presidente do Irã em visita a campo de concentração

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da Folha Online

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, aproveitou a visita que fez ao antigo campo de concentração de Buchenwald (Alemanha) nesta sexta-feira para criticar os que "insistem que o Holocausto nunca aconteceu", em um ataque direto ao presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. "Ele devia vir fazer uma visita."

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"Existem, até hoje, aqueles que insistem que o Holocausto nunca aconteceu. Esse lugar é a melhor resposta a esses pensamentos, um lembrete de nossa tarefa de confrontar aqueles que contam mentiras sobre a nossa história. [...] Não tenho paciência para aquelas pessoas que negam a história", disse o americano.

Gerald Herbert/AP
Obama caminha pelo antigo campo de concentração de Buchenwald ao lado da chanceler alemã, Angela Merkel
Obama caminha pelo antigo campo de concentração de Buchenwald ao lado da chanceler alemã, Angela Merkel

Em abril passado, o presidente iraniano chamou o Holocausto de "ambíguo e dúbio" durante discurso na Conferência contra o Racismo da ONU (Organização das Nações Unidas), o que gerou protestos e esvaziou a plateia. "Depois da Segunda Guerra, eles [aliados] recorreram à agressão militar para deixar uma nação inteira sem lar, sob o pretexto dos sofrimentos judeus e da ambígua e dúbia questão do Holocausto."

Com a chanceler alemã, Angela Merkel, Obama percorreu as instalações de Buchenwald acompanhado também pelos sobreviventes do campo Elie Wiesel, ganhador do Prêmio Nobel, e Bertrand Hertz, e depositou uma rosa na lápide que recorda os 56 mil mortos, a maioria de judeus, durante a Segunda Guerra (1939-1945). Depois, caminhou pela área onde ficavam os barracões que abrigavam os prisioneiros.

Obama depositou outra rosa branca no monumento central do campo, onde ficou em silêncio por alguns minutos antes de escutar as explicações dadas pela chanceler e por supervisores de Buchenwald.

O campo de concentração era um dos maiores da Alemanha nazista. Um tio-avô de Obama, Charles Payne, integrou as tropas americanas que libertam o campo no fim da guerra. "Esses lugares não perderam seu horror com o tempo. [...] Mais de meio século depois, nossa dor e nossa indignação não diminuíram."

Oriente Médio

Mais cedo, na cidade de Dresden, o presidente pressionou por progresso no diálogo de paz do Oriente Médio, em uma continuação ao discurso ao mundo muçulmano que realizou nesta quinta-feira (4) no Cairo. "O momento é para agir. [...] Os EUA não podem forçar a paz entre as partes", mas "ao menos a atmosfera nos quais as negociações podem recomeçar".

Obama também anunciou que o enviado especial George Mitchell vai voltar à região.

Segundo Obama, enquanto países do Oriente Médio e de outras partes do mundo devem ajudar a atingir a paz, a responsabilidade de um acordo, em última instância, pertence aos dois lados do conflito. Ele disse que Israel deve reavivar compromissos acertados no Mapa do Caminho --o plano americano que norteia as negociações-- e encerrar a construção de assentamentos. "Reconheço a grande dificuldade política em Israel de fazer isso."

Obama também disse que os palestinos devem controlar a incitação de violência. Para ele, Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), "tem feito progresso nesse sentido, mas não o suficiente".

Merkel endossou o pedido de Obama para que as negociações caminhem. "Com esse novo governo americano e o novo presidente, há, realmente, uma oportunidade única de reaviver esse processo de paz ou, colocando de forma mais cautelosa, esse processo de diálogos."

Comentários dos leitores
eduardo de souza (499) 01/12/2009 19h26
eduardo de souza (499) 01/12/2009 19h26
Como anunciar o fim da guerra no Afeganistão, que guerra? Essa que estão fazendo para ter o domínio do território assegurando os oleodutos que lá atravessam. Que guerra Barak Obama, essa que a nação americana financiou para as empresas privadas? Que guerra? Essa que fazem, não importa aonde, visando lucros com vendas de armas, controle de posição de exécito em outros continentes... Um dia estará escrito na história humana um capítulo assemelhando voces com o tão temido e odiado líder alemão da segunda guerra mundial. Dirá a história, que num curto espaço de tempo, dois "monstros" foram o martírio da humanide. sem opinião
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Henrique Silva (201) 01/12/2009 00h44
Henrique Silva (201) 01/12/2009 00h44
Nos EUA a situação da saúde para quem não tem seguro-saúde é infinitamente pior que a situação de um trabalhador brasileiro que depende do SUS. Fazer um sistema de saúde que garanta atendimento básico na maior potência econômica do mundo é muito importante não só para o povo americano pobre, mas para a imagem dos EUA no mundo. sem opinião
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Carlos Gonçalves (418) 30/11/2009 19h52
Carlos Gonçalves (418) 30/11/2009 19h52
George Bush pai fooooi amigo do pai de Bin Ladem. George Bush filho foi amigo e sócio do Salem Bin Ladem , irmão de Osama. O Bush filho teve tres sócios, dois quebraram e Salem morreu de acidente de avião, conveniente, quem ficou com os despojos?
Osama foi treinado pela CIA, à época do domínio soviético no Afeganistão. 32 mil rebeldes, aquela época, venceram e expulsaram os soviéticos. Hoje, como são contra os americanos, são chamados de terroristas. Engraçado não é.? Todos sabem que o Afeganistão é estratégico para os EUA que se dirigem países com desinência -ão: Turquistão, azerbaijão, Casaquistão...
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Valentin Makovski (217) 03/11/2009 15h23
Valentin Makovski (217) 03/11/2009 15h23
Eu não duvido de nada, se os EUA em alguns anos, implantarem algumas bases de mísseis de longo alcance no Iraque, pois estão lá e tem mais de 100 mil soldados, agora lógico. A Russia esta fazendo o mesmo apoio ao Irã, Pra ser mais exato, a guerra fria ainda não acabou só mudou de época. Lógico com vantagem dos EUA, mas a Russia tem seus prô e contras, ainda tem tecnologia suficiente e possui o maior arsenal de bombas atômicas. EUA estão no paquistão não para combater o Taliban, estão presentes numa região que demanda conflitos eternos, e que sempre terá um para vender armas, e tecnologia. Sabemos de praxe Srs (as) que guerras são grande negócios, em valores astronômicos. Antes não se dava ênfase á aquela região, hoje em dia a região é estratégica para as super potencias, envolve muito dinheiro e conflitos a vista. Por isso tanto interesse e tanta movimentação bélica. sem opinião
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J. R. (1126) 18/10/2009 13h21
J. R. (1126) 18/10/2009 13h21
RU treina soldados iraquianos para proteger seus poços de petróleo.
"O Parlamento iraquiano aprovou nesta terça-feira um acordo de cooperação marítima com o Reino Unido que permitirá o retorno de entre cem e 150 soldados britânicos ao sul do país árabe, para ajudar a treinar a Marinha iraquiana e proteger as instalações petrolíferas."
Este é o sinal obvio que os ingleses se apossaram das companhias de petróleo iraquianas após enforcarem Sadam Hussein e colocarem "testas de ferro e laranjas" da nova elite iraquiana. Como se não bastasse o exército iraquiano vigiará os poços para eles. Provavelmente, após o saque ao tesouro iraquiano, no lugar de ouro e outras moedas, os corsários os encheram de dólares cheirando a tinta. O Irã deve abrir bem os olhos, pois isso é o que é pretendido para eles também. É bom que a revolução dos aiatolás comece a educar seu povo maciçamente, a fim de não facilitar a invasão dos inimigos que sempre contam com que o povo esteja na ignorância.
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J. R. (1126) 28/09/2009 14h07
J. R. (1126) 28/09/2009 14h07
Alguns não querem que o Brasil se aproxime do Irã, outros não querem que se aproxime do criminoso Israel, porém lembrem-se que estão num país que não tem rabo preso. O presidente do Irã virá, o ministro de Israel, Kadafi, Obama. Isso é liberdade e autodeterminação. De que adianta essa panacéia com relação ao mundo árabe? Nada. 1 opinião
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