Grupo da ONU pede que Israel pare colônias "imediatamente"
da Efe, em Jacarta
Os participantes da Reunião da ONU (Organização das Nações Unidas) na Ásia-Pacífico sobre o conflito israelo-palestino marcaram o final do evento nesta terça-feira, em Jacarta (Indonésia), com um apelo para que Israel "pare imediatamente" de construir colônias nos territórios palestinos ocupados e desmantele o já existentes.
O encontro contou com representantes de 50 países, incluindo os Estados Unidos, e, de acordo com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, tinha como objetivo "promover uma ação em escala internacional" em busca de uma solução pacífica baseada "na solução de dois Estados" --ou seja, na criação de um Estado independente palestino vizinho a Israel.
| Nati Shohat/Efe |
![]() |
| Palestinos trabalham na construção de casas para colonos judeus na Cisjordânia; muitos países consideram os assentamentos ilegais |
No relatório da reunião, os participantes afirmaram que a presença de colonos israelenses nos territórios palestinos é uma "ilegalidade" e condenaram "a contínua demolição de lares palestinos em Jerusalém Oriental" e o aumento das ordens neste sentido aprovadas pelo governo do premiê de Israel empossado em março passado, Binyamin Netanyahu.
Os assentamentos foram criados na Guerra dos Seis Dias, em junho de 1967, quando Israel aumentou seu tamanho. Há, atualmente, cerca de 300 mil colonos israelenses na Cisjordânia e 200 mil no entorno do setor oriental de Jerusalém.
Sob Netanyahu, Israel continua construindo nesses assentamentos sob o argumento de que não pode evitar o "crescimento natural" da população e nem deixar de ajudar aqueles que se encontram em regiões superpopulosas; e que assentamentos do entorno de Jerusalém são parte da área urbana da cidade santa.
O receio dos palestinos é o de que a expansão desses assentamentos isole o setor oriental de Jerusalém --de maioria árabe-- do restante da Cisjordânia, sepultando os planos da ANP (Autoridade Nacional Palestina) de ter a sua capital na cidade santa; ou, pior, que a tomada de mais territórios na Cisjordânia comprometa a soberania palestina sobre o território de um futuro Estado independente vizinho a Israel.
No texto da reunião da ONU, os países também lamentaram o fim das negociações de paz entre israelenses e palestinos --que o enviado especial dos EUA ao Oriente Médio, George Mitchell, luta para retomar-- e a falta de apoio de Israel à solução dos dois Estados.
Gaza
Em relação à situação dos palestinos que vivem na faixa de Gaza, a reunião da ONU disse haver "grave preocupação", devido à "progressiva deterioração da já séria situação" daquela região, após "o ataque militar sem precedentes" de Israel realizado entre dezembro e janeiro passados que matou cerca de 1.400 palestinos.
Segundo Israel, o ataque visava combater os frequentes ataques com foguetes realizados pelos insurgentes do grupo radical islâmico Hamas.
Os países ainda criticaram Israel pelo bloqueio econômico imposto à faixa de Gaza.
Leia mais sobre Oriente Médio
- Delegação do Hamas debate retomada de diálogo com Fatah
- Quatro palestinos morrem em conflito na fronteira de Israel e Gaza
- Obama quer um Estado palestino "logo", diz enviado dos EUA
Outras notícias internacionais
- Independentes definem nova face da União Europeia
- Sauditas vão ao cinema pela primeira vez em 30 anos
- Americana é acusada de matar grávida para roubar bebê
Especial




avalie fechar
avalie fechar
avalie fechar