Mundo
09/06/2009 - 11h49

Grupo da ONU pede que Israel pare colônias "imediatamente"

Publicidade

da Efe, em Jacarta

Os participantes da Reunião da ONU (Organização das Nações Unidas) na Ásia-Pacífico sobre o conflito israelo-palestino marcaram o final do evento nesta terça-feira, em Jacarta (Indonésia), com um apelo para que Israel "pare imediatamente" de construir colônias nos territórios palestinos ocupados e desmantele o já existentes.

O encontro contou com representantes de 50 países, incluindo os Estados Unidos, e, de acordo com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, tinha como objetivo "promover uma ação em escala internacional" em busca de uma solução pacífica baseada "na solução de dois Estados" --ou seja, na criação de um Estado independente palestino vizinho a Israel.

Nati Shohat/Efe
Palestinos trabalham na construção de casas para colonos judeus na Cisjordânia; muitos países consideram os assentamentos ilegais
Palestinos trabalham na construção de casas para colonos judeus na Cisjordânia; muitos países consideram os assentamentos ilegais

No relatório da reunião, os participantes afirmaram que a presença de colonos israelenses nos territórios palestinos é uma "ilegalidade" e condenaram "a contínua demolição de lares palestinos em Jerusalém Oriental" e o aumento das ordens neste sentido aprovadas pelo governo do premiê de Israel empossado em março passado, Binyamin Netanyahu.

Os assentamentos foram criados na Guerra dos Seis Dias, em junho de 1967, quando Israel aumentou seu tamanho. Há, atualmente, cerca de 300 mil colonos israelenses na Cisjordânia e 200 mil no entorno do setor oriental de Jerusalém.

Sob Netanyahu, Israel continua construindo nesses assentamentos sob o argumento de que não pode evitar o "crescimento natural" da população e nem deixar de ajudar aqueles que se encontram em regiões superpopulosas; e que assentamentos do entorno de Jerusalém são parte da área urbana da cidade santa.

O receio dos palestinos é o de que a expansão desses assentamentos isole o setor oriental de Jerusalém --de maioria árabe-- do restante da Cisjordânia, sepultando os planos da ANP (Autoridade Nacional Palestina) de ter a sua capital na cidade santa; ou, pior, que a tomada de mais territórios na Cisjordânia comprometa a soberania palestina sobre o território de um futuro Estado independente vizinho a Israel.

No texto da reunião da ONU, os países também lamentaram o fim das negociações de paz entre israelenses e palestinos --que o enviado especial dos EUA ao Oriente Médio, George Mitchell, luta para retomar-- e a falta de apoio de Israel à solução dos dois Estados.

Gaza

Em relação à situação dos palestinos que vivem na faixa de Gaza, a reunião da ONU disse haver "grave preocupação", devido à "progressiva deterioração da já séria situação" daquela região, após "o ataque militar sem precedentes" de Israel realizado entre dezembro e janeiro passados que matou cerca de 1.400 palestinos.

Segundo Israel, o ataque visava combater os frequentes ataques com foguetes realizados pelos insurgentes do grupo radical islâmico Hamas.

Os países ainda criticaram Israel pelo bloqueio econômico imposto à faixa de Gaza.

Comentários dos leitores
Santos Júnior (349) 16/12/2009 20h25
Santos Júnior (349) 16/12/2009 20h25
Sr Mauro Halpern isso se chama HIPOCRISIA!! sem opinião
avalie fechar
Flavio Botelho (18) 15/12/2009 20h40
Flavio Botelho (18) 15/12/2009 20h40
Senhor Moderador, creio que uma filtragem melhor no comentários seria de grande agrado para as pessoas inteligentes da Folha. Comentários sem um pingo de fundamentos deveriam ser jogados na lata de lixo. As pessoas deveriam ler mais livros de História sobre o Conflito Israel-Palestino, Revolução Social Cubana e o pais persa do Irã. Opinião pessoal fora de contexto não agrada ninguem, somente aqueles que acreditam no que querem acreditar, fora da realidade. 2 opiniões
avalie fechar
Flavio Botelho (18) 15/12/2009 20h33
Flavio Botelho (18) 15/12/2009 20h33
Qualquer um que tenha um mínimo de raciocínio jurídico entende o motivo pelo qual o Reino Unido pediu um mando de prisão para Livni, uma das responsáveis pela matança da Faixa de Gaza. Faltou pedir um mandado de prisão os demais dirigentes de Israel pela morte das 351 crianças palestinas...mas acho que com o tempo serão presos... como criminosos. 2 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4034)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca