Parlamento russo condena reação da Coreia do Norte a novas sanções
da Efe, em Moscou
O Parlamento russo criticou neste sábado a reação da Coreia do Norte às novas sanções aprovadas pela ONU (Organização das Nações Unidas) contra o país e disse que a resposta da comunidade mundial será ainda mais dura se Pyongyang elevar seu potencial nuclear.
"É lamentável a reação imprópria e excessiva de Pyongyang à resolução do Conselho de Segurança da ONU", declarou o deputado Konstantin Kosachov, presidente da Comissão de Assuntos Internacionais do Parlamento.
Leia principais pontos da resolução do Conselho de Segurança
Segundo o deputado, citado pela agência Interfax, a ONU aprovou uma resolução "equilibrada e muito responsável", que "não fecha, mas mantém abertas as portas para a retomada das conversas sobre o problema norte-coreano".
Depois que o conselho aprovou ontem novas sanções em resposta a um teste atômico feito recentemente pela Coreia do Norte, Pyongyang afirmou hoje que seguirá com seu programa nuclear.
O regime norte-coreano disse ainda que dará início ao processo de enriquecimento de urânio, que utilizará o plutônio que armazena como arma nuclear e que considerará qualquer "bloqueio" um ato de guerra.
Ao comentar esta reação, o legislador russo declarou que se o governo norte coreano prosseguir "com seus esforços destrutivos, que criam uma ameaça real à segurança internacional e ao regime de não proliferação, o Conselho de Segurança pode endurecer ainda mais sua postura".
Kosachov também criticou a Coreia do Norte por optar pelo "círculo vicioso das ameaças mútuas" e por não ter considerado o fato de que a resolução se baseia no artigo 41 da Carta da ONU, que não prevê o uso da força militar.
A chancelaria da Rússia, que participou da redação da resolução e fez pressão para que o texto fosse moderado, defendeu-o como "equilibrado e adequado à situação criada".
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