Novartis rejeita doar vacina contra gripe suína a países pobres
da Efe, em Londres
O laboratório Novartis afirmou nesta segunda-feira que rejeitará o pedido da OMS (Organização Mundial de Saúde) e não vai distribuir gratuitamente aos países mais pobres a vacina que produziu para combater a gripe suína, denominada oficialmente gripe A (H1N1). A nova gripe levou a organização a declarar pandemia na quinta-feira passada (11) com 29.669 casos confirmados, incluindo 145 mortes.
A declaração foi feita por Daniel Vasella, conselheiro do laboratório, ao jornal "Financial Times". Segundo Vasella, o grupo suíço poderia estudar a possibilidade de reduzir o custo das vacinas para estes países, mas não está disposto a entregar o remédio sem custo algum.
"Se pretendem que a produção [das vacinas] seja sustentável, têm que criar incentivos financeiros", disse Vasella, acrescentando que os próprios países em desenvolvimento ou os países ricos devem pagar pelas vacinas com seus programas de ajuda humanitária.
As palavras do empresário suíço supõe a rejeição, segundo o jornal, do pedido da diretora-geral da OMS, Margaret Chan, que pediu solidariedade das empresas farmacêuticas ao anunciar que a gripe havia atingido caráter de pandemia.
A recusa da Novartis aponta ainda uma divisão dentro do setor farmacêutico já que o britânico GlaxoSmithKline se comprometeu a distribuir gratuitamente aos países mais pobres cerca de 50 milhões de doses de sua vacina contra a gripe suína.
Outros produtores de países em desenvolvimento também prometeram distribuir gratuitamente 10% de sua produção de vacinas.
Segundo Vasella, uma proporção "importante" das vacinas produzidas pelo laboratório suíço já foram reservadas por alguns governos --o que pode gerar problemas de abastecimento até mesmo entre os países mais ricos e que podem arcar com os custos do produto.
Vasella estima o custo de uma dose da vacina entre US$ 10 e US$ 15 em casos de pedidos importantes e um valor maior caso os pedidos sejam de volumes menores da vacina.
Os Estados Unidos, país com maior número de casos da gripe, comprou vacinas da Novartis por um total de US$ 289 milhões --embora os órgãos oficiais não tenham aprovado o uso da fórmula no país.
Balanço
A diretora geral da OMS, Margaret Chan, disse na quinta-feira passada que a decisão de declarar pandemia da gripe suína não significa que a doença esteja mais severa ou causando mais mortes do que antes.
Segundo o mais recente balanço da organização, divulgada na sexta-feira passada (12), os EUA lideram a lista de países atingidos pelo vírus com 13.217 casos confirmados em laboratório, incluindo 27 mortes.
No Brasil, o Ministério da Saúde informou neste domingo que foram confirmados 11 novos casos. Os 11 pacientes foram contaminados no exterior e passam por tratamento. O Brasil soma 52 casos da nova gripe, segundo a OMS. O governo, contudo, já registra 69 casos da doença.
O México tem o maior número de mortes pelo vírus --108, segundo a OMS. O país, considerado epicentro da gripe suína, tem ainda 6.241 casos confirmados.
A OMS registra ainda casos da doença na Argentina (343), Austrália (1.307), Áustria (7), Bahamas (1), Barbados (3), Bélgica (14), Bolívia (5), Bulgária (2), Canadá (2.978), Ilhas Cayman (2), Chile (1.694), China (188), Colômbia (35), Costa Rica (104), Cuba (6), República Tcheca (4), Dinamarca (11), República Dominicana (1), Equador (67), Egito (10), El Salvador (69), Estônia (4), Finlândia (4), França (73), Alemanha (95), Grécia (7), Guatemala (74), Honduras (89), Hungria (4), Islândia (4), Índia (9), Irlanda (12), Israel (68), Itália (56), Jamaica (11), Japão (549), Coreia do Norte (53), Kuwait (18), Líbano (8), Luxemburgo (1), Malásia (5), Noruega (35), Nova Zelândia (27), Nicaragua (56), Noruega (13), Panamá (221), Paraguai (25), Peru (79), Filipinas (77), Polônia (7), Portugal (2), Romênia (11), Rússia (3), Arabia Saudita (1), Cingapura (18), Eslováquia (3), Espanha (488), Suécia (19), Suíça (20), Tailândia (8), Trinida e Tobago (4), Turquia (10), Ucrânia (1), Emirados Árabes Unidos (1), Reino Unido (822), Uruguai (36), Venezuela (25) e Vietnã (23).
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Especial


A industria da morte, formada pelas coorporações farmaceuticas, agradece.
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O site de muita gente é outro, sua praia não é a saude. O governo sabe disso.Acho que o MS deve
aproveitar e entender também que essa coletividade vai piorar o contagio do H1N1.
Deveria acontecer campanhas de sensibilização e esclarecimentos para todos melhorar sua condiçao de conhecimento e ter interesse também para esse conhecimento,vai evitar propagação do H1N1.
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O plano propunha diferentes cenários para a próxima pandemia de gripe: entre 35 milhões e 67 milhões de brasileiros seriam afetados pelo vírus pandêmico, de 3 milhões a 16 milhões desenvolveriam algum tipo de complicação, entre 205 mil e 4,4 milhões necessitariam de hospitalização.
O Ministério da Saúde renegou o próprio trabalho; o ombudsman da Folha disse que a matéria era o "pior erro jornalístico" ocorrido durante seu mandato; a vanguarda do movimento lulista viu no texto mais uma tentativa de golpe contra o governo do PT; o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que a reportagem era patética, pois aplicava ao H1N1 parâmetros válidos apenas para o H5N1, a gripe aviária.
O Ministro não sabia, ou, mais provavelmente fez que não sabia, os dois dados conhecidos para o H5N1: 0% de taxa de transmissão entre humanos e mais de 60% de letalidade entre os casos contraídos de animais.
Em seguida o Ministério da "Saúde" passou a divulgar um número que não se sustenta por nenhum critério conhecido: a gripe sazonal mata, no Brasil, todos os anos, 70 mil pessoas.
Felizmente, o País conta com pessoas, não sei se muitas, que, como jornalista Hélio Schwartsman, se propõem fazer um jornalismo sério, independente, investigatório e corajoso.
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