Mundo
15/06/2009 - 14h33

Obama diz que sistema de saúde é bomba-relógio e pede apoio à reforma

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da Folha Online

O presidente americano, Barack Obama, pediu nesta segunda-feira à Associação de Médicos dos Estados Unidos, a maior organização do tipo do país, que apoie a reforma que o governo quer promover na área de saúde.

Obama argumentou que o atual sistema "é uma bomba-relógio" para o Orçamento e "uma ameaça" à economia.

Em um discurso em Chicago, Obama afirmou que a reforma "não é um luxo, mas uma necessidade" e que se não houver uma mudança agora, os gastos com saúde em uma década consumirão 20% da renda dos americanos.

Charles Rex Arbogast/AP
Presidente Barack Obama defende reforma na saúde em discurso à associação médica
Presidente Barack Obama defende reforma na saúde em discurso à associação médica

Em três décadas, estima o presidente, essas despesas consumirão um terço dos salários dos trabalhadores.

O discurso de Obama é mais um esforço para convencer os céticos dos benefícios de seu plano de prover atendimento para todos os americanos --reforma estimada em cerca de US$ 1 trilhão em sua primeira década.

O democrata afirmou ainda que os americanos precisam tomar cuidado com "as táticas do medo" que acabaram com esforços semelhantes no passado.

"Nós sabemos que há aqueles que tentaram destruir o programa apesar de tudo. Porque essas táticas funcionaram antes, as coisas continuam piorando", disse ao grupo que representa cerca de 250 mil médicos.

O presidente citou ainda um exemplo da "tática do terror": a ideia de que ele quer socializar a medicina. Obama negou a afirmação, mas ressaltou que uma "opção pública" deveria ser disponibilizada como escolha para quem não tem cobertura de um plano de saúde.

"Nós sabemos que o momento está certo", disse, citando a legislação aprovada na semana passada que deu ao governo americano controle do marketing e venda de cigarros.

Os médicos americanos, como muitos outros grupos, estão divididos sobre as propostas de Obama para a saúde. A Casa Branca antecipa altos gastos para cobrir cerca de 50 milhões de americanos que não têm plano de saúde e destacou que o dinheiro existe.

Uma das propostas de Obama é cortar os pagamentos federais a hospitais em cerca de US$ 200 bilhões e cortar outros US$ 313 bilhões dos atuais programas da área.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
E lula responde á Carta do Obama...
Deve ter começado mais ou menos assim:
"Pô Obama, você não disse que eu era "o cara"? Então, eu acreditei, achei que era pra valer..."
A cumparenhada finalmente começa a acordar para a realidade, para o que eles são na verdade, ou seja nada, um zerão redondão á esquerda (que por coincidência, é o lado favorito deles...).
Lula agora, o ator enganador, se tornou o personagem principal daquele filme:
"O Rato que Ruge..."
Responder para Obama? Ele?
Só se for...
Sim senhor!
sem opinião
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Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Até quando os americanos podem matar e não serem responsáveis pelos crimes que cometem contra civilizações iraquiana, afegãs, entre outras.? 3 opiniões
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Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Os EUA influencia, ainda que sutilmente, decisões internacionais. Lula, no meu ponto de vista, fez certo em receber Ahmadinejad a fim de estabelecer, além de esclarecer sua posição em relação ao enriquecimento de urânio do Irã. Afirmando que apoia desde que seja para fins pacíficos, em outras palavras; desde que voces nao façam uma bomba atómica. O que prova ser contraditório, pois uma região como o Irã com tantos conflitos e uma notável instabilidade, pode intencionalmente criar armas nucleares a fim de se "precaverem". Lula reafirmou sua posiçao de nem lá nem cá. Concorda com o Irã, mas sem entrar em divergencia com os EUA. sem opinião
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