Mundo
16/06/2009 - 11h04

Em meio a protestos da oposição, Irã expulsa jornalistas estrangeiros

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da Folha Online

O Ministério de Guia e Orientação Islâmica iraniano anulou nesta terça-feira as permissões de trabalho que havia concedido a jornalistas e agências de notícias estrangeiros e advertiu que está proibida a cobertura de qualquer ato público sem autorização do órgão.

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A medida de censura foi um passo além do governo, que costuma coibir "apenas" o registro de imagens de protestos contra o governo, para tentar conter os efeitos da onda de violência e manifestações em massa contra a reeleição do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, na eleição de sexta-feira passada (12).

Os resultados provisórios, que devem ser ratificados pelo Conselho para que a reeleição seja oficial, deram a vitória ao atual presidente com cerca de 62% dos votos contra 34% do líder da oposição e candidato derrotado Mir Hossein Mousavi --embora as pesquisas de intenção de voto indicassem uma disputa acirrada.

Impulsionado por cerca de um milhão de apoiadores e a manchete dos principais jornais internacionais, Mousavi levou seus protestos de fraude eleitoral ao Conselho dos Guardiães, órgão de 12 integrantes que é a base da teocracia iraniana.

Normalmente ignorada, a denúncia da oposição ganhou apoio do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, que intercedeu por Mousavi no Conselho. O órgão anunciou nesta terça-feira que não anulará a eleição, como queria Mousavi, mas fará a recontagem dos votos nas urnas supostamente fraudadas --uma medida que deixou a oposição cética quanto à mudanças.

Em um fax enviado ao escritório da agência Efe em Teerã, o ministério diz que "todas as representações da imprensa estrangeira devem evitar qualquer atividade jornalística sem coordenação e sem permissão do escritório geral dos meios de comunicação estrangeiros e de Guia Islâmica".

"Não devem participar de nenhum ato que não tenha sido anunciado por parte deste escritório e devem evitar cobrir concentrações que sejam ilegais", acrescenta, em uma referência às manifestações convocadas pela oposição.

Procurados pela Efe, os funcionários do ministério explicaram que as credenciais que tinham sido estendidas aos jornalistas para se movimentar pela cidade foram canceladas e que, por enquanto, os repórteres devem permanecer apenas nos escritórios e fazer reportagens com fontes oficiais e entrevistas por telefone.

O ministério anunciou ainda que não se responsabilizará pelo que acontecer caso os jornalistas não respeitem a ordem.

Acusação

No domingo passada (13), o presidente reeleito acusou a imprensa estrangeira de intervir nos assuntos internos do país e de mostrar uma imagem negativa e enganosa do que está acontecendo no Irã.

Depois de defender a eleição como "livre e saudável", Ahmadinejad afirmou que os estrangeiros não devem se preocupar com o que ocorre no país, porque no Irã há total liberdade.

Nesta terça-feira, a rádio estatal divulgou informações de agências de notícias estrangeiras para demonstrar que, em sua opinião, estes meios de comunicação tentam criar distúrbios no país.

Há quatro dias, o Irã é palco de protestos e violentos confrontos --que já deixaram sete mortos, segundo a rádio estatal-- entre forças de segurança e seguidores da oposição.

Com Efe e Reuters

Comentários dos leitores
Valentin Makovski (217) 03/11/2009 15h23
Valentin Makovski (217) 03/11/2009 15h23
Eu não duvido de nada, se os EUA em alguns anos, implantarem algumas bases de mísseis de longo alcance no Iraque, pois estão lá e tem mais de 100 mil soldados, agora lógico. A Russia esta fazendo o mesmo apoio ao Irã, Pra ser mais exato, a guerra fria ainda não acabou só mudou de época. Lógico com vantagem dos EUA, mas a Russia tem seus prô e contras, ainda tem tecnologia suficiente e possui o maior arsenal de bombas atômicas. EUA estão no paquistão não para combater o Taliban, estão presentes numa região que demanda conflitos eternos, e que sempre terá um para vender armas, e tecnologia. Sabemos de praxe Srs (as) que guerras são grande negócios, em valores astronômicos. Antes não se dava ênfase á aquela região, hoje em dia a região é estratégica para as super potencias, envolve muito dinheiro e conflitos a vista. Por isso tanto interesse e tanta movimentação bélica. sem opinião
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J. R. (1126) 18/10/2009 13h21
J. R. (1126) 18/10/2009 13h21
RU treina soldados iraquianos para proteger seus poços de petróleo.
"O Parlamento iraquiano aprovou nesta terça-feira um acordo de cooperação marítima com o Reino Unido que permitirá o retorno de entre cem e 150 soldados britânicos ao sul do país árabe, para ajudar a treinar a Marinha iraquiana e proteger as instalações petrolíferas."
Este é o sinal obvio que os ingleses se apossaram das companhias de petróleo iraquianas após enforcarem Sadam Hussein e colocarem "testas de ferro e laranjas" da nova elite iraquiana. Como se não bastasse o exército iraquiano vigiará os poços para eles. Provavelmente, após o saque ao tesouro iraquiano, no lugar de ouro e outras moedas, os corsários os encheram de dólares cheirando a tinta. O Irã deve abrir bem os olhos, pois isso é o que é pretendido para eles também. É bom que a revolução dos aiatolás comece a educar seu povo maciçamente, a fim de não facilitar a invasão dos inimigos que sempre contam com que o povo esteja na ignorância.
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J. R. (1126) 28/09/2009 14h07
J. R. (1126) 28/09/2009 14h07
Alguns não querem que o Brasil se aproxime do Irã, outros não querem que se aproxime do criminoso Israel, porém lembrem-se que estão num país que não tem rabo preso. O presidente do Irã virá, o ministro de Israel, Kadafi, Obama. Isso é liberdade e autodeterminação. De que adianta essa panacéia com relação ao mundo árabe? Nada. 1 opinião
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