Mundo
16/06/2009 - 21h40

TV anti-Chávez enfrenta processo que pode levar a fechamento

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da Folha Online

O canal de TV privado da Venezuela Globovisión, que faz duras críticas ao governo de Hugo Chávez, foi informado nesta terça-feira de que enfrentará novo processo por, supostamente, veicular "informações ilegais". Esse procedimento pode acabar determinando a revogação da concessão de transmissão do canal.

Entre os episódios sob investigação está a ocasião na qual o o jornalista Rafael Poleo, diretor do jornal "El Nuevo País", disse, em entrevista concedida à Globovisión, em outubro de 2008, que Chávez deveria acabar como o ditador Benito Mussolini (1922-1943), "pendurado com a cabeça para baixo".

Pouco depois de informar a Globovisión sobre o processo, uma funcionária da Conatel disse em entrevista à estatal VTV que o canal privado é suspeito de infringir artigo da Lei Orgânica de Telecomunicações segundo o qual a TV "que utilizar ou permitir a utilização de serviços de telecomunicações como forma de atuar como coadjuvante em delitos será sancionada com a anulação da concessão".

Segundo a funcionária da Conatel, a Globovisión veiculou informações ilegais em ao menos seis programas, desde 2008.

No começo do mês, a Globovisión foi multada, em 24 horas, em valor equivalente a R$ 5,1 milhões por uso não autorizado de antenas em difusão de propaganda política e sonegação de impostos. Na mesma ocasião, a polícia apreendeu peças de animais dissecados na casa Guillermo Zuloaga, presidente do canal, e disse que o investigará por crime ambiental.

Na semana anterior, Zuloaga foi acusado de promover especulação de preços, depois que policiais revistaram sua casa e encontraram 24 veículos. Para a polícia, o acusado, sócio de duas concessionárias Toyota, não havia colocado os veículos à venda para se beneficiar da escassez de automóveis no mercado venezuelano.

Zuloaga nega as acusações e alega que é vítima de perseguição política por causa da linha editorial da Globovisión, que é contrária a Chávez.

No seu programa semanal, "Alô, Presidente", o venezuelano chamou seu crítico de "mafioso". Em maio passado, ele já havia dito que a Globovisión pratica "terrorismo midiático".

Chávez acusa as TVs Globovisión, Venevisión, RCTV e Televen de ter apoiado um golpe que o tirou do poder, brevemente, em 2002. Após as críticas, Venevisión e Televen adaptaram as coberturas; e a RCTV passou a ser um canal a cabo depois de ter a renovação de licença de funcionamento recusada pelo presidente, em 2007.

Há dois anos, Chávez não renovou a concessão da televisão RCTV, muito crítica ao governo.

Comentários dos leitores
caio bastos lucchesi (256) 27/11/2009 09h44
caio bastos lucchesi (256) 27/11/2009 09h44
Herói,só se for em comédia dos Trapalhões,sem o
romantismo de um Che Guevara,ou a eficiência do
Bin Laden,El Gran de Coca Cola nem como tenor de
ópera bufa,tem lugar na história.É um personagem
que já nasceu póstumo...
sem opinião
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O Pacificador (209) 18/11/2009 20h02
O Pacificador (209) 18/11/2009 20h02
"Presidente de TV diz que Chávez faz de tudo para levá-lo à prisão..."
E continuará fazendo...
Essa gente, odeia a imprensa livre e os direitos individuais.
A Argentina, segue pelo mesmo caminho perigoso.
O Brasil, está aos poucos sendo cercado por um "muro" de populistas e demagogos da pior espécie.
O triste é saber, que tem muita gente aqui, que adoraria ir pelo mesmo caminho dos comunistas bolivarianos.
Vão sonhando, vão sonhando...
28 opiniões
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Santos Júnior (307) 18/11/2009 01h00
Santos Júnior (307) 18/11/2009 01h00
"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer erigir para si um pedestal onde possa aparecer ante a Europa e os Estados Unidos como o grande patrono da governança latino-americana. Auto-suficiente e com um visível tom de desprezo, seu anúncio inconsulto feito em Londres ante os editores do Financial Times, no sentido de que ele "reunirá" em 26 de novembro Hugo Chávez e Álvaro Uribe em Manaus "para que resolvam suas diferenças", é um insulto à Colômbia e uma piada à realidade do que está ocorrendo no continente.
Depois de ter apoiado, por ação ou omissão, o expansionismo totalitário do chefe de Estado venezuelano, Lula quer dar-lhe uma virgindade e apresentá-lo como uma vítima dos Estados Unidos e da Colômbia.
É bom o sr Lula tirar o cavalinho da chuva que a festinha está prestes a terminar.
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