Em votação apertada, Câmara dos EUA aprova bilhões para guerra, FMI e gripe
colaboração para a Folha Online
A Câmara dos Representantes (deputados) dos Estados Unidos aprovou por uma pequena margem nesta terça-feira uma verba de US$ 106 bilhões para custear as guerras no Iraque e no Afeganistão, estender a participação americana no FMI (Fundo Monetário Internacional) e combater a gripe suína.
O texto de consenso aprovado concilia as versões da lei que passou no Senado e na Câmara e inclui extras como bônus para estimular as vendas de carros. A aprovação aconteceu após uma série de batalhas políticas que expuseram fortes divisões entre a base democrata do presidente Barack Obama e a minoria republicana.
O projeto de lei destina US$ 79,9 bilhões para os gastos de guerra no Afeganistão e Iraque; US$ 7,7 bilhões para o combate à gripe causada pelo novo tipo de vírus influenza A H1N1 e US$ 8 bilhões de contribuição do país ao Fundo Monetário Internacional.
A lei, que agora deve ser votada no Senado, marca um passo à frente no plano de Obama de reduzir as operações no Iraque e reforçar as operações no Afeganistão, onde militantes islâmicos resistem em refúgios em territórios tribais sem controle do governo, na fronteira com o Paquistão.
Obama e os Democratas, que controlam ambas as Casas, tiveram de lutar muito para aprovar o projeto. A lei foi aprovada por um placar de 226 a 202, com cinco republicanos votando a favor e 32 democratas, contra.
Quase todos os republicanos retiraram o apoio ao financiamento de guerra porque o Senado havia acrescentado a nova linha de crédito para o FMI ajudar países que enfrentam problemas com a desaceleração financeira global.
Com Reuters e France Presse
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