Tribunal do Marrocos eleva pena de suspeito de ataques em Madri
da Folha Online
da Efe, em Rabat
Um tribunal marroquino elevou nesta quarta-feira, de 15 anos para 20 anos, a pena dada em primeira instância a Saad Hosseini, chefe do Grupo Islâmico Combatente Marroquino (GICM) suspeito de participar dos atentados do dia 11 de março de 2004, em Madri. Naquele dia, dez bombas explodiram em quatro trens metropolitanos matando 191 pessoas e ferindo 1.841.
Segundo a acusação, Hosseini foi treinado no Afeganistão no uso de armas automáticas e na fabricação de explosivos, além de técnicas de guerrilha. Desde seu retorno para o Marrocos, em 2002, Hosseini teria ativado células do GICM; criado campos de treinamento terrorista na região montanhosa do país; e montado fábricas de bombas que foram usadas nos atentados em Casablanca (Marrocos) que mataram 45 em 16 de maio de 2003.
Conforme o juiz da Audiência Nacional Juan do Olmo, em relação aos atentados em Madri, a participação de Hosseini ainda não pode ser comprovada, mas isso se deve ao fato de ele ter se recusado a fornecer amostras de DNA para exames. Para o juiz, a provável presença dele em Madri no dia dos ataques e sua ligação com terroristas já justificam a condenação.
O Tribunal de Apelação de Salguei, também nesta quarta-feira, ainda elevou as penas dadas a cinco outros réus de oito anos para dez anos de prisão e confirmou a condenação de mais 11, com penas que vão de cinco anos e três anos de prisão.
Hosseini foi preso três dias antes de um terceiro atentado, também em Casablanca, no qual um terrorista suicida feriu quatro pessoas em um cibercafé, em 11 de março de 2007.
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