Mundo
17/06/2009 - 20h28

Jogadores da seleção do Irã usam sinal de protesto contra eleição em jogo

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colaboração para a Folha Online

Pelo menos cinco jogadores da seleção iraniana de futebol usaram faixas verdes nos pulsos e braços durante a última partida do Irã nas eliminatórias para a Copa do Mundo de futebol, disputada nesta quarta-feira contra a Coreia do Sul, em Seul, em um aparente sinal de apoio às manifestações contra a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad. O Irã não conseguiu se classificar para a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul.

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Cor do islã, o verde foi usado para identificar a campanha do oposicionista Mir Hossein Mousavi e tem sido a marca dos protestos contra supostas fraudes na eleição da última sexta-feira. Nas arquibancadas, torcedores iranianos apoiaram abertamente as manifestações que há cinco dias tomam as ruas das principais cidades iranianas.

Jo Yong-Hak/Reuters
Torcedores da seleção iraniana seguram cartazaes de protesto contra supostas fraudes na reeleição de Mahmoud Ahmadinejad
Torcedores da seleção iraniana seguram cartazaes de protesto contra supostas fraudes na reeleição de Mahmoud Ahmadinejad

Entre os jogadores que usavam as pulseiras estava o capitão, Mehdi Mahdavikia. Considerado o craque da equipe, Ali Karimi tinha pulseiras verdes nos dois pulsos.

Mas alguns jogadores voltaram para o segundo tempo sem as pulseiras, que não fazem parte do uniforme oficial, em meio a especulações de que o técnico ordenara a retirada dos adereços. Mahdavikia manteve sua pulseira durante todo o jogo.

Torcedores também manifestaram apoio aos protestos. Fora do estádio, eles estenderam uma faixa com a inscrição, em inglês, "Vá para o Inferno, Ditador!", e cantaram "Compatriotas, estaremos com vocês até o fim com o mesmo coração."

Durante a partida, torcedores balançaram a bandeira, e seguraram cartazes com a inscrição onipresente nos protestos que contestam a suposta fraude eleitoral: "Onde está o meu voto?". Eles também balançavam bandeiras iranianas com a inscrição "Liberte o Irã".

O jogo terminou empatado por 1 a 1, garantindo a Coreia do Sul na Copa do Mundo e deixando a classificação iraniana dependente do resultado da partida disputada em seguida entre Arábia Saudita e Coreia do Norte. Como os dois países empataram, os norte-coreanos ficaram com a segunda vaga do grupo. A Arábia Saudita, em terceiro lugar, vai disputar a repescagem. Em quarto, o Irã ficou de fora da copa da África do Sul.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Valentin Makovski (217) 03/11/2009 15h23
Valentin Makovski (217) 03/11/2009 15h23
Eu não duvido de nada, se os EUA em alguns anos, implantarem algumas bases de mísseis de longo alcance no Iraque, pois estão lá e tem mais de 100 mil soldados, agora lógico. A Russia esta fazendo o mesmo apoio ao Irã, Pra ser mais exato, a guerra fria ainda não acabou só mudou de época. Lógico com vantagem dos EUA, mas a Russia tem seus prô e contras, ainda tem tecnologia suficiente e possui o maior arsenal de bombas atômicas. EUA estão no paquistão não para combater o Taliban, estão presentes numa região que demanda conflitos eternos, e que sempre terá um para vender armas, e tecnologia. Sabemos de praxe Srs (as) que guerras são grande negócios, em valores astronômicos. Antes não se dava ênfase á aquela região, hoje em dia a região é estratégica para as super potencias, envolve muito dinheiro e conflitos a vista. Por isso tanto interesse e tanta movimentação bélica. sem opinião
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J. R. (1126) 18/10/2009 13h21
J. R. (1126) 18/10/2009 13h21
RU treina soldados iraquianos para proteger seus poços de petróleo.
"O Parlamento iraquiano aprovou nesta terça-feira um acordo de cooperação marítima com o Reino Unido que permitirá o retorno de entre cem e 150 soldados britânicos ao sul do país árabe, para ajudar a treinar a Marinha iraquiana e proteger as instalações petrolíferas."
Este é o sinal obvio que os ingleses se apossaram das companhias de petróleo iraquianas após enforcarem Sadam Hussein e colocarem "testas de ferro e laranjas" da nova elite iraquiana. Como se não bastasse o exército iraquiano vigiará os poços para eles. Provavelmente, após o saque ao tesouro iraquiano, no lugar de ouro e outras moedas, os corsários os encheram de dólares cheirando a tinta. O Irã deve abrir bem os olhos, pois isso é o que é pretendido para eles também. É bom que a revolução dos aiatolás comece a educar seu povo maciçamente, a fim de não facilitar a invasão dos inimigos que sempre contam com que o povo esteja na ignorância.
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J. R. (1126) 28/09/2009 14h07
J. R. (1126) 28/09/2009 14h07
Alguns não querem que o Brasil se aproxime do Irã, outros não querem que se aproxime do criminoso Israel, porém lembrem-se que estão num país que não tem rabo preso. O presidente do Irã virá, o ministro de Israel, Kadafi, Obama. Isso é liberdade e autodeterminação. De que adianta essa panacéia com relação ao mundo árabe? Nada. 1 opinião
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