Oposição faz dia de luto por vítimas de protestos contra reeleição no Irã
da Folha Online
No sexto dia de protestos no Irã, o candidato reformista derrotado e líder da oposição, Mir Hossein Mousavi, convocou um dia de luto no país pelos sete mortos em confrontos entre manifestantes e milicianos Basij nos protestos contra a reeleição do presidente, Mahmoud Ahmadinejad, acusado de fraude eleitoral.
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Mousavi pediu aos iranianos que se reúnam nas mesquitas ou em passeatas silenciosas vestidos de negro. Em comunicado divulgado através de seu site, o líder oposicionista pediu ainda que todos os iranianos marchem de forma pacífica pelas ruas para honrar "os mártires e os feridos nos recentes eventos".
O islã xiita prevê que todo luto seja seguido por cerimônias no terceiro, sétimo e 40º dia após o falecimento.
"Como sabem, alguns de nossos compatriotas caíram mortos ou foram feridos durante uma ilegal repressão contra aqueles que criticam os resultados eleitorais", disse Mousavi, que participará da cerimônia do luto, sem dar mais detalhes.
Os oposicionistas relatam ainda que um confronto ocorrido durante o final de semana em um alojamento universitário invadido pela polícia e por grupos de milicianos Basij teria matado pelo menos cinco pessoas.
Uma primeira concentração deve acontecer diante do prédio da ONU (Organização das Nações Unidas) em Teerã, a capital iraniana, e uma segunda na praça do Imã, zona sul da capital.
O novo protesto deve manter a pressão no governo pela anulação da eleição presidencial de sexta-feira passada (12), que deu a reeleição a Ahmadinejad com cerca de 63% dos votos contra 34% de Mousavi, apesar das pesquisas de intenção de voto indicarem uma disputa acirrada.
EUA
O jornal reformista "Etemad Meli" dedica a primeira página ao "movimento silencioso em Teerã", com três fotografias da manifestação desta quarta-feira, que o governo proibiu, além de vetar a presença de jornalistas ou agências de notícias estrangeiras.
O poder islâmico, que enfrenta a crise política mais aguda desde a revolução que instaurou o regime em 1979, realizou nos últimos dias detenções de líderes reformistas, adotou medidas drásticas para impedir o trabalho da imprensa, nacional e estrangeira, e denunciou "interferências" por parte dos inimigos do Irã, incluindo os Estados Unidos.
O Ministério iraniano de Relações Exteriores convocou o embaixador da Suíça, que representa os interesses americanos no Irã, para protestar contra "a intromissão" de Washington em seus assuntos internos, informou a televisão iraniana.
Em resposta, a Casa Branca assinalou nesta quarta-feira que o presidente americano, Barack Obama, continuará expressando suas preocupações sobre o Irã, apesar dos protestos de Teerã.
Já a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que seu governo seguirá em busca do diálogo direto com o Irã, independente de quem seja o presidente do país após as polêmicas eleições da semana passada.
"Obviamente estamos à espera do resultado do processo iraniano, mas nossa intenção é perseguir qualquer oportunidade que possa existir no futuro com o Irã" para discutir suas diferenças, explicou Hillary em coletiva de imprensa conjunta com o ministro de Relações Exteriores israelense, Avigdor Lieberman, com quem se reuniu.
A secretária de Estado sugeriu que o Irã tem seu próprio histórico de intromissões em assuntos internos de outros países.
"Pretendemos perseguir a aproximação porque consideramos que interessa aos EUA e ao mundo discutir com o governo iraniano assuntos importantes, relativos a suas intenções com o programa nuclear, seu apoio ao terrorismo e sua interferência em assuntos de seus vizinhos e outros Estados", afirmou Hillary.
Sábado
Para tentar burlar a campanha de repressão do governo, a Associação dos Religiosos Combatentes, do ex-presidente reformista iraniano Mohamed Khatami, pediu autorização para organizar no próximo sábado (20) uma grande passeata de apoio a Mousavi --o que obrigaria as autoridades iranianas a permitir a cobertura da imprensa.
"A Associação dos Religiosos Combatentes pediu ao prefeito de Teerã para realizar uma passeata no sábado, entre 16h e 19h, da praça Enqelab à praça Azadi", para protestar contra os resultados oficiais da votação.
Segundo o site de campanha do candidato da oposição, tanto Khatami como Mousavi participarão da passeata.
Com Efe e France Presse
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"O Parlamento iraquiano aprovou nesta terça-feira um acordo de cooperação marítima com o Reino Unido que permitirá o retorno de entre cem e 150 soldados britânicos ao sul do país árabe, para ajudar a treinar a Marinha iraquiana e proteger as instalações petrolíferas."
Este é o sinal obvio que os ingleses se apossaram das companhias de petróleo iraquianas após enforcarem Sadam Hussein e colocarem "testas de ferro e laranjas" da nova elite iraquiana. Como se não bastasse o exército iraquiano vigiará os poços para eles. Provavelmente, após o saque ao tesouro iraquiano, no lugar de ouro e outras moedas, os corsários os encheram de dólares cheirando a tinta. O Irã deve abrir bem os olhos, pois isso é o que é pretendido para eles também. É bom que a revolução dos aiatolás comece a educar seu povo maciçamente, a fim de não facilitar a invasão dos inimigos que sempre contam com que o povo esteja na ignorância.
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