Mundo
18/06/2009 - 20h59

Bush e Casa Branca trocam críticas indiretas

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colaboração para a Folha Online

O ex-presidente americano George W. Bush (2001-2009) criticou, indiretamente, o governo de seu sucessor, pela primeira vez desde o início do governo de Barack Obama, em 20 de janeiro, o que levou a uma reação da Casa Branca, que, sem citar o ex-presidente, afirmou ter herdado um "desastre econômico.

As declaraçãoes de Bush foram feitas nesta quarta-feira durante visita a Erie, na Pensilvânia, informou o jornal "Washington Times". O ex-presidente disse que não gostaria de criticar Obama, mas não deixou de fazer comentários negativos sobre políticas do atual governo.

"Sei que é o setor privado que pode tirar o país da fase econômica que vivemos", disse para um grupo de empresários, em uma referência ao intervencionismo do governo Obama na esfera econômica. "Vocês podem aplicar seu dinheiro de melhor forma que o governo."

"O governo não cria riqueza. O principal papel do governo é criar um ambiente onde as pessoas assumam riscos para expandir a taxa de emprego nos Estados Unidos", disse o ex-presidente, recebendo aplausos da plateia.

Bush também citou o campo de detenção de Guantánamo, que Barack Obama prometeu fechar até janeiro próximo. "Não vou criticar meu sucessor", insistiu, "mas quero dizer a vocês que há pessoas lá que matariam americanos sem hesitação".

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, sem referir-se diretamente a Bush, repondeu com uma crítica ao balanço do governo do republicano. "Acho que já houve um debate" sobre as posições de uns e de outros, disse. "Fizemos as contas em novembro e ganhamos".

"O presidente Obama herdou uma verdadeira catástrofe econômica, com desemprego em massa, um enorme déficit, bancos com problemas sérios de solvência, uma indústria automobilística que recebeu bilhões de dólares e com uma estratégia de a cada três meses voltar a pedir mais", enumerou.

Bush havia se mostrado até o momento reticente em criticar Obama em público, deixando a tarefa para o seu vice-presidente, Dick Cheney, que se transformou no porta-voz das visões do antigo governo e tem atuado na linha de frente do ataque à revisão que Obama tem feito das políticas de segurança.

Com France Presse

Comentários dos leitores
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
E lula responde á Carta do Obama...
Deve ter começado mais ou menos assim:
"Pô Obama, você não disse que eu era "o cara"? Então, eu acreditei, achei que era pra valer..."
A cumparenhada finalmente começa a acordar para a realidade, para o que eles são na verdade, ou seja nada, um zerão redondão á esquerda (que por coincidência, é o lado favorito deles...).
Lula agora, o ator enganador, se tornou o personagem principal daquele filme:
"O Rato que Ruge..."
Responder para Obama? Ele?
Só se for...
Sim senhor!
sem opinião
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Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Até quando os americanos podem matar e não serem responsáveis pelos crimes que cometem contra civilizações iraquiana, afegãs, entre outras.? 3 opiniões
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Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Os EUA influencia, ainda que sutilmente, decisões internacionais. Lula, no meu ponto de vista, fez certo em receber Ahmadinejad a fim de estabelecer, além de esclarecer sua posição em relação ao enriquecimento de urânio do Irã. Afirmando que apoia desde que seja para fins pacíficos, em outras palavras; desde que voces nao façam uma bomba atómica. O que prova ser contraditório, pois uma região como o Irã com tantos conflitos e uma notável instabilidade, pode intencionalmente criar armas nucleares a fim de se "precaverem". Lula reafirmou sua posiçao de nem lá nem cá. Concorda com o Irã, mas sem entrar em divergencia com os EUA. sem opinião
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