Mundo
19/06/2009 - 11h50

Israelenses veem Obama como pró-palestino, diz pesquisa

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da Folha Online

Metade dos israelenses (50%) afirma ver a administração do presidente americano, Barack Obama, como pró-palestina, informa uma pesquisa publicada nesta sexta-feira pelo jornal "Jerusalem Post". Outros 6% consideram o governo do democrata pró-israelenese e 36% disseram que Washington mantém opinião neutra.

A enquete mostra uma mudança drástica na visão dos israelenses em relação a Washington, seu principal aliado, já que apenas 2% dos israelenses consideraram a administração do antecessor George W. Bush pró-palestinos, contra 88% que evidenciaram o caráter pró-israelense do governo republicano --em uma pesquisa realizada no mês passado.

Em uma pesquisa divulgada em 17 de maio, um dia antes da reunião entre Obama e o premiê Binyamin Netanyahu, 31% dos entrevistados disseram ver Obama como um presidente pró-Israel, contra 14% que o rotularam de pró-palestino. Outros 40% disseram que o presidente americano é neutro.

O jornal especula que a mudança na visão dos israelenses sobre Obama foi resultado da rejeição de Obama ao discurso conservador de Netanyahu e ao pedido para que Israel possa manter o "crescimento natural" das famílias já assentadas em territórios palestinos. Washington considera o fim dos assentamentos judaicos como crucial para as negociações de paz com os palestinos.

A enquete afirma que a maioria de judeus israelenses (69%) é contra o fim da colonização nas grandes colônias da Cisjordânia ocupada, em terrenos próximos a Israel. Outros 27% estão a favor desta concessão e o resto não emitiu uma opinião.

Quando questionados sobre o congelamento dos assentamentos mais distantes, a aprovação sobe significativamente para 52%. A rejeição a proposta cai para 42% e outros 6% não emitiram opinião.

Os conselheiros de Netanyahu ouvidos pelo jornal deram diversas hipóteses para a mudança na percepção do governo Obama.

Um deles afirmou que a mídia exagera ao relatar a proximidade dos dois governos e que os israelenses defendem, acima de tudo, seu premiê. Outro afirma que as pesquisas indicam que israelenses culpam os árabes pelo retrocesso nas negociações de paz e rejeitam opiniões contrárias.

A pesquisa foi realizada entre 16 e 17 de junho por um instituto independente com base em uma amostragem representativa de 500 pessoas na população judaica de Israel. a margem de erro é de 4,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

Com France Presse

Comentários dos leitores
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
Presidente Obama nos dá uma lição de como um Estadista deve tratar o desenvolvimento de uma nação: com justiça social. Sem acesso à saúde garantido pelo Estado não se pode marchar rumo à consolidação de uma nação de forma sustentável. Com esta atitude o Predidente Obama abre mão de uma boa parte de sua popularidade, considerando que ele intefere num mercado (o da prestação de serviços de saúde) extremamente fisiológico, influente economicamente e com grande poder político. Os resultados virão, não tão rápido, mas as gerações porvindouras terão o que comemorar... sem opinião
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J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
As mortes causadas pelas campanhas dos USA pelo mundo dá para encher milhares de torres gêmeas e wordtradecenters. Na guerra nuclear não haverá vencedores, nem mesmo o poderoso USA sobrará, é a eutanásia da humanidade doente! sem opinião
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Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
A questão não é o fato do Obama defender o seu país e sim, dar continuidade a uma política de intervenção no país alheio, o que não é nada democrático, logo eles que "prezam" tanto pela democracia. Por qual motivo? Eu também lamento o atentado ocorrido no 11 de setembro, porém, acredito que isso não justifica a invasão estadunidense. Assim como no World Trade Center, no Afeganistão havia e ainda há muitos civis inocentes, sendo eles também vítimas das atrocidades cometidas por ambas as partes. O atentado terrorista provavelmente ainda servirá por muito tempo para justificar uma invasão que não tem justificativa para aqueles que se tornaram vítimas do horror da guerra. 5 opiniões
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