Mundo
20/06/2009 - 13h37

Atentado perto de mausoléu de Khomeini mata 2 no Irã; Moussavi pede novas eleições

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da Efe, em Teerã

Pelo menos duas pessoas morreram e oito ficaram feridas num aparente atentado suicida registrado hoje perto do mausoléu do aiatolá Khomeini, no sul de Teerã.

Segundo a emissora "PressTV", por volta das 17h (hora local), um homem detonou um explosivo na parte norte do santuário do fundador da República Islâmica, local de peregrinação de muitos fiéis xiitas.

O líder da oposição iraniana, o pró-reformista Mir Hussein Moussavi, voltou a pedir hoje a repetição das eleições presidenciais de 12 de junho, denunciadas como fraudulentas.

Em carta enviada ao Conselho dos Guardiães, órgão encarregado de validar os resultados do pleito, o ex-primeiro-ministro afirma que, "considerando todas as violações, o pleito deve ser cancelado".

O atentado

Os feridos do atentado perto do mausoléu do aiatolá Khomeini foram levados para hospitais da região, informou a rede de TV, que citou como fonte o site persa "Tabnak.ir".

Este é o primeiro atentado ocorrido em Teerã desde a década de 80. O ataque acontece após os vários protestos e confrontos que, desde as eleições presidenciais do dia 12, sacudiram o Irã por vários dias.

Desde o pleito, denunciado como fraudulento pela oposição, pelo menos oito pessoas morreram no país em confrontos entre manifestantes e policiais, estes últimos apoiados por membros da milícia islâmica Basij.

Na quinta-feira, o governo iraniano chegou a informar que o serviço de inteligência descobriu vários planos de ataques que seriam realizados no dia votação.

Ao divulgar a informação, acusou os terroristas de terem "vínculos" com inimigos externos do Irã, numa alusão direta aos Estados Unidos e a Israel.

Semanas antes das eleições, mais de 25 pessoas morreram no atentado mais sangrento do Irã nos últimos 15 anos, cometido contra uma mesquita da cidade de Zahedan, na fronteira com o Afeganistão.

Manifestações

A polícia iraniana usou a força para reprimir uma passeata convocada no centro de Teerã para protestar contra o resultado das eleições presidenciais.

Testemunhas afirmam que agentes antidistúrbios empregaram jatos d'água e bombas de gás lacrimogêneo para dispersar as milhares de pessoas que tentavam se concentrar na rua Enguelab, apesar dos advertências do líder supremo da Revolução, o aiatolá Ali Khamenei.

A máxima autoridade do Irã exigiu na sexta-feira aos líderes da oposição que colocassem fim, de forma imediata, às concentrações ou seriam os responsáveis diretos de um "banho de sangue".

Os principais representantes reformistas pediram nesta manhã a seus seguidores que se reunissem no centro de Teerã, ocupado por centenas de policiais antidistúrbios e milicianos islâmicos Basij, afins ao regime, que iam armados e com capacetes similares aos dos agentes.

Mesmo assim, milhares de iranianos desafiaram a advertência e tentaram chegar à região para prosseguir com os protestos que começaram há uma semana.

"Houve muitas pessoas detidas. Muitas ficaram sem os telefones celulares que usavam para gravar", explicou outra das testemunhas.

Hoje também Conselho dos Guardiães, encarregado de validar as eleições iranianas, recontará 10% das urnas do pleito do último dia 12.

Comentários dos leitores
Valentin Makovski (217) 03/11/2009 15h23
Valentin Makovski (217) 03/11/2009 15h23
Eu não duvido de nada, se os EUA em alguns anos, implantarem algumas bases de mísseis de longo alcance no Iraque, pois estão lá e tem mais de 100 mil soldados, agora lógico. A Russia esta fazendo o mesmo apoio ao Irã, Pra ser mais exato, a guerra fria ainda não acabou só mudou de época. Lógico com vantagem dos EUA, mas a Russia tem seus prô e contras, ainda tem tecnologia suficiente e possui o maior arsenal de bombas atômicas. EUA estão no paquistão não para combater o Taliban, estão presentes numa região que demanda conflitos eternos, e que sempre terá um para vender armas, e tecnologia. Sabemos de praxe Srs (as) que guerras são grande negócios, em valores astronômicos. Antes não se dava ênfase á aquela região, hoje em dia a região é estratégica para as super potencias, envolve muito dinheiro e conflitos a vista. Por isso tanto interesse e tanta movimentação bélica. sem opinião
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J. R. (1126) 18/10/2009 13h21
J. R. (1126) 18/10/2009 13h21
RU treina soldados iraquianos para proteger seus poços de petróleo.
"O Parlamento iraquiano aprovou nesta terça-feira um acordo de cooperação marítima com o Reino Unido que permitirá o retorno de entre cem e 150 soldados britânicos ao sul do país árabe, para ajudar a treinar a Marinha iraquiana e proteger as instalações petrolíferas."
Este é o sinal obvio que os ingleses se apossaram das companhias de petróleo iraquianas após enforcarem Sadam Hussein e colocarem "testas de ferro e laranjas" da nova elite iraquiana. Como se não bastasse o exército iraquiano vigiará os poços para eles. Provavelmente, após o saque ao tesouro iraquiano, no lugar de ouro e outras moedas, os corsários os encheram de dólares cheirando a tinta. O Irã deve abrir bem os olhos, pois isso é o que é pretendido para eles também. É bom que a revolução dos aiatolás comece a educar seu povo maciçamente, a fim de não facilitar a invasão dos inimigos que sempre contam com que o povo esteja na ignorância.
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J. R. (1126) 28/09/2009 14h07
J. R. (1126) 28/09/2009 14h07
Alguns não querem que o Brasil se aproxime do Irã, outros não querem que se aproxime do criminoso Israel, porém lembrem-se que estão num país que não tem rabo preso. O presidente do Irã virá, o ministro de Israel, Kadafi, Obama. Isso é liberdade e autodeterminação. De que adianta essa panacéia com relação ao mundo árabe? Nada. 1 opinião
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