Após confronto que fez 10 mortos, aumenta tensão entre Irã e Ocidente
da Efe, em Teerã, Berlim e Londres
Após as violentas manifestações de sábado em Teerã, aumentou a tensão entre autoridades iranianas e países do Ocidente. O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, exigiu hoje que Estados Unidos e Reino Unido parem de interferir nos assuntos internos do país.
"Eles querem minimizar a grandeza que o povo iraniano alcançou dentro e fora do país após as eleições presidenciais" de 12 de junho", afirmou Ahmadinejad. "Com estas opiniões prematuras, tirarei-os com toda certeza do círculo de amigos do Irã. Portando, aconselho corrigirem esta postura intervencionista."
O ministro de Assuntos Exteriores do país, Manouchehr Mottaki, repetiu hoje a acusação e fez advertências diretas a Reino Unido, França e Alemanha. Em discurso aos diplomatas estrangeiros, Mottaki deu a entender que esses países estão por trás dos distúrbios e manifestações que abalam o Irã desde a divulgação dos resultados da eleição.
O presidente do Parlamento iraniano, Ali Larijani, foi além e disse que os legisladores do país deveriam reconsiderar as relações diplomáticas com estas nações.
Reação
O ministro de Assuntos Exteriores do reino Unido, David Miliband, negou as acusações de que o Reino Unido, a Alemanha e a França estariam alimentando os protestos e distúrbios no Irã.
"Rejeito categoricamente a ideia de que os manifestantes no Irã estão sendo manipulados ou motivados por países estrangeiros", afirmou Miliband em nota oficial.
A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, por sua vez, exigiu a recontagem integral dos votos da eleição presidencial iraniana, para que não haja dúvidas sobre os resultados do pleito.
Já ministro alemão de Assuntos Exteriores, Frank Walter Steinmeier, pediu às autoridades iranianas que evitem o aumento da tensão no país.
"A Alemanha está do lado das pessoas no Irã que querem exercer seu direito às liberdades de expressão e reunião", disse Merkel numa nota à imprensa.
A chanceler também fez um apelo para que as autoridades iranianas continuem permitindo a realização de manifestações pacíficas e não recorram à violência contra os participantes dos protestos, que já duram uma semana.
Imprensa
As autoridades iranianas decidiram neste domingo expulsar do país o repórter John Leyne, correspondente da rede britânica BBC, que tem 24 horas para deixar o país, informou a agência de notícias iraniana Fars.
O jornalista foi acusado de dar "informações falsas", "não manter a objetividade" e apoiar os distúrbios no Irã com suas reportagens.
A imprensa estrangeira está proibida de cobrir os acontecimentos nas ruas e precisa recorrer a testemunhas.
Diante da esta escalada da crise, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu no sábado ao governo iraniano o fim das ações violentas e injustas.
Neste domingo, a televisão estatal iraniana desmentiu a informação de que vários civis teriam morrido no incêndio de uma mesquita no sábado em Teerã.
Manifestações
As violentas manifestações de sábado em Teerã deixaram pelo menos 10 mortos e os protestos podem prosseguir nos próximos dias, depois das críticas sem precedentes de Mir Hossein Moussavi ao guia supremo, o aiatolá Ali Khamenei, maior autoridade do Estado.
O canal por satélite em inglês da televisão pública iraniana Press TV chegou a informar 13 mortes nos confrontos entre policiais e "terroristas" sábado em Teerã, mas a televisão estatal informou que 10 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas, destacando a presença de "agentes terroristas" com armas de fogo e explosivos.
Os manifestantes protestam contra a legalidade da reeleição do presidente Mahmud Ahamdinejad e foram brutalmente reprimidos no sábado, principalmente pela milícia basij, ligada à Guarda Revolucionária.
A manifestação de sábado foi um claro desafio ao guia supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, que na sexta-feira advertiu que não cederia às ruas.
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Especial


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"O Parlamento iraquiano aprovou nesta terça-feira um acordo de cooperação marítima com o Reino Unido que permitirá o retorno de entre cem e 150 soldados britânicos ao sul do país árabe, para ajudar a treinar a Marinha iraquiana e proteger as instalações petrolíferas."
Este é o sinal obvio que os ingleses se apossaram das companhias de petróleo iraquianas após enforcarem Sadam Hussein e colocarem "testas de ferro e laranjas" da nova elite iraquiana. Como se não bastasse o exército iraquiano vigiará os poços para eles. Provavelmente, após o saque ao tesouro iraquiano, no lugar de ouro e outras moedas, os corsários os encheram de dólares cheirando a tinta. O Irã deve abrir bem os olhos, pois isso é o que é pretendido para eles também. É bom que a revolução dos aiatolás comece a educar seu povo maciçamente, a fim de não facilitar a invasão dos inimigos que sempre contam com que o povo esteja na ignorância.
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