Mundo
21/06/2009 - 15h10

Premiê de Israel elogia "coragem" de manifestantes no Irã

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da France Presse, em Washington

O premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, elogiou neste domingo as manifestações contra a reeleição no Irã do presidente Mahmoud Ahmadinejad na eleição do último dia 12 (a oposição acusa o governo de fraudar o pleito). Netanyahu chamou os protestos de "incríveis atos de coragem", e disse que as manifestações "desmascararam" a verdadeira natureza do regime iraniano.

"Obviamente vemos um regime que reprime seu próprio povo e espalha o terror", disse o premiê, de seu gabinete, em uma entrevista ao programa "Meet the Press", da rede americana de TV NBC. "É um regime cuja verdadeira natureza foi desmascarada por incríveis atos de coragem do povo iraniano."

"Eles vão para as ruas e encaram os tiros, e digo, como alguém que acredita profundamente na democracia, que estamos vendo a falta de democracia no Irã em ação, e acho que isso explica bem ao mundo o que aquele regime realmente pretende."

Hoje o presidente de Israel, Shimon Peres, disse que espera que o governo iraniano liderado por Mahmoud Ahmadinejad seja derrubado. "Não sabemos o que desaparecerá antes no Irã: o programa de enriquecimento de urânio ou o miserável governo [de Ahmadinejad]. Esperamos que seja o governo", afirmou.

Segundo Peres, os protestos em curso no Irã mostram que "o povo iraniano está tentando reclamar a imagem de sua cultura". "Deixemos que os jovens falem. Deixemos que as mulheres (...) mostrem sua sede pela igualdade."

Tensão

Após as violentas manifestações de sábado em Teerã, aumentou a tensão entre autoridades iranianas e países do Ocidente. Ahmadinejad exigiu hoje que Estados Unidos e Reino Unido parem de interferir nos assuntos internos do país.

"Eles querem minimizar a grandeza que o povo iraniano alcançou dentro e fora do país após as eleições presidenciais de 12 de junho", afirmou. "Com estas opiniões prematuras, tirarei-os com toda certeza do círculo de amigos do Irã. Portando, aconselho corrigirem esta postura intervencionista."

O ministro de Assuntos Exteriores do reino Unido, David Miliband, negou as acusações de que o Reino Unido, a Alemanha e a França estariam alimentando os protestos e distúrbios no Irã. "Rejeito categoricamente a ideia de que os manifestantes no Irã estão sendo manipulados ou motivados por países estrangeiros", afirmou Miliband em nota oficial.

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, por sua vez, exigiu a recontagem integral dos votos da eleição presidencial iraniana, para que não haja dúvidas sobre os resultados do pleito.

Imprensa

As autoridades iranianas decidiram neste domingo expulsar do país o repórter John Leyne, correspondente da rede britânica BBC, que tem 24 horas para deixar o país, informou a agência de notícias iraniana Fars. O jornalista foi acusado de dar "informações falsas", "não manter a objetividade" e apoiar os distúrbios no Irã com suas reportagens.

As violentas manifestações de sábado em Teerã deixaram pelo menos 10 mortos e os protestos podem prosseguir nos próximos dias, depois das críticas sem precedentes de Mir Hossein Moussavi ao guia supremo, o aiatolá Ali Khamenei, maior autoridade do Estado.

O canal por satélite em inglês da televisão pública iraniana Press TV chegou a informar 13 mortes nos confrontos entre policiais e "terroristas" sábado em Teerã, mas a televisão estatal informou que 10 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas, destacando a presença de "agentes terroristas" com armas de fogo e explosivos.

Comentários dos leitores
Valentin Makovski (217) 03/11/2009 15h23
Valentin Makovski (217) 03/11/2009 15h23
Eu não duvido de nada, se os EUA em alguns anos, implantarem algumas bases de mísseis de longo alcance no Iraque, pois estão lá e tem mais de 100 mil soldados, agora lógico. A Russia esta fazendo o mesmo apoio ao Irã, Pra ser mais exato, a guerra fria ainda não acabou só mudou de época. Lógico com vantagem dos EUA, mas a Russia tem seus prô e contras, ainda tem tecnologia suficiente e possui o maior arsenal de bombas atômicas. EUA estão no paquistão não para combater o Taliban, estão presentes numa região que demanda conflitos eternos, e que sempre terá um para vender armas, e tecnologia. Sabemos de praxe Srs (as) que guerras são grande negócios, em valores astronômicos. Antes não se dava ênfase á aquela região, hoje em dia a região é estratégica para as super potencias, envolve muito dinheiro e conflitos a vista. Por isso tanto interesse e tanta movimentação bélica. sem opinião
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J. R. (1126) 18/10/2009 13h21
J. R. (1126) 18/10/2009 13h21
RU treina soldados iraquianos para proteger seus poços de petróleo.
"O Parlamento iraquiano aprovou nesta terça-feira um acordo de cooperação marítima com o Reino Unido que permitirá o retorno de entre cem e 150 soldados britânicos ao sul do país árabe, para ajudar a treinar a Marinha iraquiana e proteger as instalações petrolíferas."
Este é o sinal obvio que os ingleses se apossaram das companhias de petróleo iraquianas após enforcarem Sadam Hussein e colocarem "testas de ferro e laranjas" da nova elite iraquiana. Como se não bastasse o exército iraquiano vigiará os poços para eles. Provavelmente, após o saque ao tesouro iraquiano, no lugar de ouro e outras moedas, os corsários os encheram de dólares cheirando a tinta. O Irã deve abrir bem os olhos, pois isso é o que é pretendido para eles também. É bom que a revolução dos aiatolás comece a educar seu povo maciçamente, a fim de não facilitar a invasão dos inimigos que sempre contam com que o povo esteja na ignorância.
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J. R. (1126) 28/09/2009 14h07
J. R. (1126) 28/09/2009 14h07
Alguns não querem que o Brasil se aproxime do Irã, outros não querem que se aproxime do criminoso Israel, porém lembrem-se que estão num país que não tem rabo preso. O presidente do Irã virá, o ministro de Israel, Kadafi, Obama. Isso é liberdade e autodeterminação. De que adianta essa panacéia com relação ao mundo árabe? Nada. 1 opinião
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