Premiê israelense afirma que outro regime facilitaria relações com Irã
colaboração para a Folha Online
O premiê israelense, Binyamin Netanyahu, disse nesta segunda-feira acreditar que um regime no Irã diferente do atual --o do presidente reeleito, Mahmoud Ahmadinejad-- facilitaria as relações entre os dois países.
"Não existe um conflito entre os povos iraniano e israelense. Sob outro regime as relações pacíficas que já existiram no passado poderiam ser recuperadas", disse Netanyahu, em entrevista concedida à edição digital do jornal "Bild".
| Sebastian Scheiner/AP |
![]() |
| Premiê Binyamin Netanyahu defende medidas contra o Irã |
O premiê disse que "uma boa notícia para Israel seria um regime que não oprima as opiniões dissidentes, nem o regime do terrorismo e que não tenta construir bombas atômicas. Seria um regime que não nega o Holocausto, nem faz ameaças com a destruição de Israel".
A reação do atual regime aos protestos realizados depois da eleição presidencial do último dia 12 de junho fez "cair a máscara do regime iraniano. Agora podemos perceber sua falta de democracia. É um regime que oprime seu próprio povo", afirmou o premiê.
"Esse regime não é só uma grande ameaça para nossa existência, mas para os países árabes moderados, para a segurança da Europa e para a paz no mundo", completou.
Viagem
O premiê irá viajar nesta terça-feira à Europa, onde pedirá por medidas duras contra o programa nuclear do Irã.
Funcionários do governo israelense disseram que Netanyahu planeja focar no que Israel vê como a busca iraniana por armas nucleares em reuniões com o premiê italiano, Silvio Berlusconi, nesta terça-feira, e com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, na próxima quarta-feira.
O israelense tem usado os protestos que ocorrem no Irã desde a eleição para defender sanções globais contra o governo do país.
"Podemos permitir que esse regime [de Mahmoud Ahmadinejad] consiga armas nucleares? A resposta que ouvimos é não", disse em entrevista à emissora de TV americana NBC neste domingo.
O governo iraniano nega que enriqueça urânio para fins militares, alegando que o objetivo é gerar energia.
O chefe do Mossad, o serviço de inteligência israelense, Meir Dagan, disse na semana passada que o embargo mundial alterou o curso do programa nuclear do Irã desde 2003, mas que o país pode ter a bomba atômica em 2014, ao menos que as medidas sejam intensificadas.
Com Efe e Reuters
Leia mais notícias sobre a eleição iraniana
- Irã diz ter detido cinco "espiões" europeus; Europa não confirma
- Obama reitera que não quer envolver EUA em problemas internos do Irã
- Após ameaça, polícia dispersa manifestantes no centro de Teerã
Outras notícias internacionais
- "Burca não é símbolo religioso e sim de submissão", diz Sarkozy
- Turbulência atinge Airbus australiano e deixa sete feridos; veja vídeo
- Al Qaeda diz que usaria armas nucleares do Paquistão contra EUA
Especial
livraria


