Mundo
22/06/2009 - 13h41

Premiê israelense afirma que outro regime facilitaria relações com Irã

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colaboração para a Folha Online

O premiê israelense, Binyamin Netanyahu, disse nesta segunda-feira acreditar que um regime no Irã diferente do atual --o do presidente reeleito, Mahmoud Ahmadinejad-- facilitaria as relações entre os dois países.

"Não existe um conflito entre os povos iraniano e israelense. Sob outro regime as relações pacíficas que já existiram no passado poderiam ser recuperadas", disse Netanyahu, em entrevista concedida à edição digital do jornal "Bild".

Sebastian Scheiner/AP
Premiê Binyamin Netanyahu defende medidas contra o Irã
Premiê Binyamin Netanyahu defende medidas contra o Irã

O premiê disse que "uma boa notícia para Israel seria um regime que não oprima as opiniões dissidentes, nem o regime do terrorismo e que não tenta construir bombas atômicas. Seria um regime que não nega o Holocausto, nem faz ameaças com a destruição de Israel".

A reação do atual regime aos protestos realizados depois da eleição presidencial do último dia 12 de junho fez "cair a máscara do regime iraniano. Agora podemos perceber sua falta de democracia. É um regime que oprime seu próprio povo", afirmou o premiê.

"Esse regime não é só uma grande ameaça para nossa existência, mas para os países árabes moderados, para a segurança da Europa e para a paz no mundo", completou.

Viagem

O premiê irá viajar nesta terça-feira à Europa, onde pedirá por medidas duras contra o programa nuclear do Irã.

Funcionários do governo israelense disseram que Netanyahu planeja focar no que Israel vê como a busca iraniana por armas nucleares em reuniões com o premiê italiano, Silvio Berlusconi, nesta terça-feira, e com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, na próxima quarta-feira.

O israelense tem usado os protestos que ocorrem no Irã desde a eleição para defender sanções globais contra o governo do país.

"Podemos permitir que esse regime [de Mahmoud Ahmadinejad] consiga armas nucleares? A resposta que ouvimos é não", disse em entrevista à emissora de TV americana NBC neste domingo.

O governo iraniano nega que enriqueça urânio para fins militares, alegando que o objetivo é gerar energia.

O chefe do Mossad, o serviço de inteligência israelense, Meir Dagan, disse na semana passada que o embargo mundial alterou o curso do programa nuclear do Irã desde 2003, mas que o país pode ter a bomba atômica em 2014, ao menos que as medidas sejam intensificadas.

Com Efe e Reuters

 

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