Rússia evita confrontos e diz que crise no Irã é assunto interno
da Folha Online
A Chancelaria russa afirmou nesta segunda-feira que a atual crise política iraniana provocada pelos protestos da oposição contra a fraude eleitoral no pleito que reelegeu Mahmoud Ahmadinejad é um "assunto interno". A declaração é mais um sinal da cautela adotada pela Rússia ao abordar o tema, que originou reações mais críticas da comunidade internacional, em especial a Europa.
"Encaramos todos os eventos relacionados com as eleições no Irã como um assunto exclusivamente interno desse país", assegurou a Chancelaria em comunicado, divulgado por agências de notícias russas.
"Consideramos que as dissensões surgidas após a realização das eleições devem ser reguladas em estrita consonância com a Constituição e a legislação iraniana", completa a nota.
Poucos dias depois da vitória anunciada de Ahmadinejad, o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, cumprimentou publicamente o colega iraniano pela vitória. O gesto foi repetido pelos presidentes da China, Hu Jintao; e dos demais membros da Organização de Cooperação de Xangai --da qual o Irã participou como consultor.
Pressão
Em um discurso mais crítico, o governo alemão pediu "explicações" ao embaixador iraniano em Berlim depois que Teerã anunciou que está reconsiderando suas relações com vários países, entre eles a Alemanha, por suposta ingerência em assuntos internos.
O porta-voz do governo, Ulrich Wilhelm, afirmou que Berlim não cometeu nenhuma ingerência ao reivindicar o esclarecimento de supostas irregularidades nas eleições presidenciais iranianas ou ao pedir tanto o fim da violência nas manifestações como o livre exercício do direito à informação.
Nos últimos dias, tanto a chanceler alemã, Angela Merkel, como o ministro de Assuntos Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, cobraram do Irã a recontagem dos votos e condenaram a repressão violenta aos protestos dos opositores do regime --que já deixou ao menos 17 mortos.
Fontes do Ministério de Relações Exteriores alemão disseram nesta segunda-feira que o embaixador iraniano foi convocado apenas para apresentar explicações sobre a decisão do Parlamento do Irã de reconsiderar as relações com França, Alemanha e Reino Unido.
Neste domingo, o regime iraniano acusou as potências estrangeiras, especialmente os Estados Unidos e o Reino Unido, de interferir nos assuntos internos do Irã e de estimular os distúrbios no país.
Com Efe
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"O Parlamento iraquiano aprovou nesta terça-feira um acordo de cooperação marítima com o Reino Unido que permitirá o retorno de entre cem e 150 soldados britânicos ao sul do país árabe, para ajudar a treinar a Marinha iraquiana e proteger as instalações petrolíferas."
Este é o sinal obvio que os ingleses se apossaram das companhias de petróleo iraquianas após enforcarem Sadam Hussein e colocarem "testas de ferro e laranjas" da nova elite iraquiana. Como se não bastasse o exército iraquiano vigiará os poços para eles. Provavelmente, após o saque ao tesouro iraquiano, no lugar de ouro e outras moedas, os corsários os encheram de dólares cheirando a tinta. O Irã deve abrir bem os olhos, pois isso é o que é pretendido para eles também. É bom que a revolução dos aiatolás comece a educar seu povo maciçamente, a fim de não facilitar a invasão dos inimigos que sempre contam com que o povo esteja na ignorância.
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