Conselho de Guardiães descarta fazer nova eleição no Irã
da Folha Online
da Efe, em Teerã
O Conselho de Guardiães do Irã, máxima instância constitucional do país, descartou nesta terça-feira a anulação das eleições do dia 12 de junho. A disputa, da qual o presidente Mahmoud Ahmadinejad saiu reeleito, é objeto de acusação de fraude pela oposição.
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A entidade responsável por supervisionar as eleições presidenciais realizou uma recontagem aleatória de votos de 10% das urnas do país e deve anunciar o resultado amanhã. A instituição, que endossou a vitória de Ahmadinejad, reconheceu que houve irregularidade em cerca de três milhões de votos.
Urnas de 50 cidades apresentaram número de votos superior ao número de eleitores inscritos. Segundo o porta-voz do Conselho dos Guardiães, Abbas Ali Kadkhodai, ainda não é possível "determinar se esse montante é decisivo para [alterar] os resultados da eleição."
Apesar de ter admitido as falhas, o Conselho rejeitou fazer novas eleições. "Se tivesse ocorrido uma grave ilegalidade nas eleições, o Conselho teria anulado os votos nas urnas, colégios, distritos ou cidades afetadas, como já fez em outras ocasiões em eleições parlamentares", disse Kadkhodai.
"Mas felizmente, nestas eleições presidenciais não encontramos traços de fraude maciça. Não houve violações graves. Portanto, não há possibilidade de se anular o pleito."
Protestos
Cerca de 40 milhões de pessoas participaram da eleição no Irã. O resultado oficial da eleição dá para Ahmadinejad 24,5 milhões de votos. Os candidatos da oposição Mohsen Rezai, Mehdi Karubi e Mir Hossein Mousavi apontam 646 "irregularidades" na disputa. Eles solicitaram a recontagem total dos votos.
Os resultados eleitorais terminaram de dividir o país e evidenciaram as graves dissidências que existem dentro da cúpula do poder. Por causa do resultado das eleições, o Irã se tornou palco de protestos e de enfrentamentos, que até o momento deixaram ao menos 17 mortos.
O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, apelou nesta segunda-feira para que haja uma interrupção imediata das "detenções, ameaças e do uso da força" contra civis no Irã na sequência do país disputada eleição presidencial.
Ban, cuja única declaração anterior sobre a crise tinha sido um apelo para que a vontade popular fosse respeitada, direcionou mais claramente as suas críticas às autoridades pela repressão aos protestos. Os governos de EUA e Reino Unido e a União Europeia também criticaram a repressão violenta às manifestações.
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"O Parlamento iraquiano aprovou nesta terça-feira um acordo de cooperação marítima com o Reino Unido que permitirá o retorno de entre cem e 150 soldados britânicos ao sul do país árabe, para ajudar a treinar a Marinha iraquiana e proteger as instalações petrolíferas."
Este é o sinal obvio que os ingleses se apossaram das companhias de petróleo iraquianas após enforcarem Sadam Hussein e colocarem "testas de ferro e laranjas" da nova elite iraquiana. Como se não bastasse o exército iraquiano vigiará os poços para eles. Provavelmente, após o saque ao tesouro iraquiano, no lugar de ouro e outras moedas, os corsários os encheram de dólares cheirando a tinta. O Irã deve abrir bem os olhos, pois isso é o que é pretendido para eles também. É bom que a revolução dos aiatolás comece a educar seu povo maciçamente, a fim de não facilitar a invasão dos inimigos que sempre contam com que o povo esteja na ignorância.
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