Mundo
23/06/2009 - 05h26

Conselho de Guardiães descarta fazer nova eleição no Irã

Publicidade

da Folha Online
da Efe, em Teerã

O Conselho de Guardiães do Irã, máxima instância constitucional do país, descartou nesta terça-feira a anulação das eleições do dia 12 de junho. A disputa, da qual o presidente Mahmoud Ahmadinejad saiu reeleito, é objeto de acusação de fraude pela oposição.

Conheça os indícios da suposta fraude na eleição
Líder supremo está acima do presidente; entenda
Golpe e revolução marcam o último século no Irã
Correntes alternam-se na Presidência desde 1979

A entidade responsável por supervisionar as eleições presidenciais realizou uma recontagem aleatória de votos de 10% das urnas do país e deve anunciar o resultado amanhã. A instituição, que endossou a vitória de Ahmadinejad, reconheceu que houve irregularidade em cerca de três milhões de votos.

Urnas de 50 cidades apresentaram número de votos superior ao número de eleitores inscritos. Segundo o porta-voz do Conselho dos Guardiães, Abbas Ali Kadkhodai, ainda não é possível "determinar se esse montante é decisivo para [alterar] os resultados da eleição."

Apesar de ter admitido as falhas, o Conselho rejeitou fazer novas eleições. "Se tivesse ocorrido uma grave ilegalidade nas eleições, o Conselho teria anulado os votos nas urnas, colégios, distritos ou cidades afetadas, como já fez em outras ocasiões em eleições parlamentares", disse Kadkhodai.

"Mas felizmente, nestas eleições presidenciais não encontramos traços de fraude maciça. Não houve violações graves. Portanto, não há possibilidade de se anular o pleito."

Protestos

Cerca de 40 milhões de pessoas participaram da eleição no Irã. O resultado oficial da eleição dá para Ahmadinejad 24,5 milhões de votos. Os candidatos da oposição Mohsen Rezai, Mehdi Karubi e Mir Hossein Mousavi apontam 646 "irregularidades" na disputa. Eles solicitaram a recontagem total dos votos.

Os resultados eleitorais terminaram de dividir o país e evidenciaram as graves dissidências que existem dentro da cúpula do poder. Por causa do resultado das eleições, o Irã se tornou palco de protestos e de enfrentamentos, que até o momento deixaram ao menos 17 mortos.

O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, apelou nesta segunda-feira para que haja uma interrupção imediata das "detenções, ameaças e do uso da força" contra civis no Irã na sequência do país disputada eleição presidencial.

Ban, cuja única declaração anterior sobre a crise tinha sido um apelo para que a vontade popular fosse respeitada, direcionou mais claramente as suas críticas às autoridades pela repressão aos protestos. Os governos de EUA e Reino Unido e a União Europeia também criticaram a repressão violenta às manifestações.

Comentários dos leitores
Valentin Makovski (217) 03/11/2009 15h23
Valentin Makovski (217) 03/11/2009 15h23
Eu não duvido de nada, se os EUA em alguns anos, implantarem algumas bases de mísseis de longo alcance no Iraque, pois estão lá e tem mais de 100 mil soldados, agora lógico. A Russia esta fazendo o mesmo apoio ao Irã, Pra ser mais exato, a guerra fria ainda não acabou só mudou de época. Lógico com vantagem dos EUA, mas a Russia tem seus prô e contras, ainda tem tecnologia suficiente e possui o maior arsenal de bombas atômicas. EUA estão no paquistão não para combater o Taliban, estão presentes numa região que demanda conflitos eternos, e que sempre terá um para vender armas, e tecnologia. Sabemos de praxe Srs (as) que guerras são grande negócios, em valores astronômicos. Antes não se dava ênfase á aquela região, hoje em dia a região é estratégica para as super potencias, envolve muito dinheiro e conflitos a vista. Por isso tanto interesse e tanta movimentação bélica. sem opinião
avalie fechar
J. R. (1126) 18/10/2009 13h21
J. R. (1126) 18/10/2009 13h21
RU treina soldados iraquianos para proteger seus poços de petróleo.
"O Parlamento iraquiano aprovou nesta terça-feira um acordo de cooperação marítima com o Reino Unido que permitirá o retorno de entre cem e 150 soldados britânicos ao sul do país árabe, para ajudar a treinar a Marinha iraquiana e proteger as instalações petrolíferas."
Este é o sinal obvio que os ingleses se apossaram das companhias de petróleo iraquianas após enforcarem Sadam Hussein e colocarem "testas de ferro e laranjas" da nova elite iraquiana. Como se não bastasse o exército iraquiano vigiará os poços para eles. Provavelmente, após o saque ao tesouro iraquiano, no lugar de ouro e outras moedas, os corsários os encheram de dólares cheirando a tinta. O Irã deve abrir bem os olhos, pois isso é o que é pretendido para eles também. É bom que a revolução dos aiatolás comece a educar seu povo maciçamente, a fim de não facilitar a invasão dos inimigos que sempre contam com que o povo esteja na ignorância.
1 opinião
avalie fechar
J. R. (1126) 28/09/2009 14h07
J. R. (1126) 28/09/2009 14h07
Alguns não querem que o Brasil se aproxime do Irã, outros não querem que se aproxime do criminoso Israel, porém lembrem-se que estão num país que não tem rabo preso. O presidente do Irã virá, o ministro de Israel, Kadafi, Obama. Isso é liberdade e autodeterminação. De que adianta essa panacéia com relação ao mundo árabe? Nada. 1 opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (471)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca