Mundo
23/06/2009 - 09h31

Irã prende repórter grego de jornal americano, diz agência

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da Folha Online

Um jornalista grego que trabalha para o jornal americano "Washington Times" foi detido no Irã, informou nesta terça-feira a agência oficial Fars. O episódio é o mais recente na campanha de repressão da a imprensa estrangeira que cobre os protestos em massa da oposição por suposta fraude na votação que reelegeu o presidente Mahmoud Ahmadinejad.

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"O diretor geral do departamento de imprensa estrangeira do Ministério da Cultura confirmou a detenção de um repórter de origem grego do "Washington Times"", afirmou um funcionário da instituição, Mohsen Moghadaszadeh, sem revelar o nome do jornalista.

"Este jornalista veio várias vezes ao nosso país, para meios de comunicação diferentes, mas não tenho ideia do que é acusado", completou o funcionário.

Um amigo identificou o jornalista como Iason Athanasiadis e afirmou à agência internacional de notícias Reuters que ele foi preso por "atividades ilegais".

O amigo, que não quis se identificar, afirmou ainda que Athanasiadis foi preso há três dias em Teerã e que a embaixada foi alertada.

Moghadaszadeh pediu que os jornalistas estrangeiros trabalhem "dentro da lei" na cobertura da crise política no Irã. "Se atuarem fora da lei e espionarem, serão detidos pelos organismos de segurança e entregues à justiça", declarou.

Os jornalistas estrangeiros não foram autorizados a cobrir as manifestações contra a reeleição do presidente na votação de 12 de junho passado porque os atos não aparecem na programação oficial de atividades do Ministério da Cultura.

Espiões

O Irã afirmou nesta segunda-feira que deteve "cinco espiões europeus" acusados de participar dos protestos da oposição.

Segundo a agência Fars, que não cita fontes, dois alemães, dois franceses e um britânico foram detidos por estarem "entre os principais ativistas dos distúrbios de sábado [20] em Teerã". A agência não dá nenhum outro detalhe sobre os detidos.

Desde o início dos protestos, após o anúncio da vitória de Ahmadinejad com cerca de 63% dos votos contra 34% do principal candidato da oposição, Mir Hossein Mousavi, Irã acusa inimigos do Islã e forças estrangeiras de promover os distúrbios no país.

As acusações são voltadas principalmente para Estados Unidos e Reino Unido, que não se pronunciou sobre os cidadãos supostamente presos, mas já recomendou a saída dos diplomatas e pediu que britânicos evitem viajar para o Irã.

Comentários dos leitores
Valentin Makovski (217) 03/11/2009 15h23
Valentin Makovski (217) 03/11/2009 15h23
Eu não duvido de nada, se os EUA em alguns anos, implantarem algumas bases de mísseis de longo alcance no Iraque, pois estão lá e tem mais de 100 mil soldados, agora lógico. A Russia esta fazendo o mesmo apoio ao Irã, Pra ser mais exato, a guerra fria ainda não acabou só mudou de época. Lógico com vantagem dos EUA, mas a Russia tem seus prô e contras, ainda tem tecnologia suficiente e possui o maior arsenal de bombas atômicas. EUA estão no paquistão não para combater o Taliban, estão presentes numa região que demanda conflitos eternos, e que sempre terá um para vender armas, e tecnologia. Sabemos de praxe Srs (as) que guerras são grande negócios, em valores astronômicos. Antes não se dava ênfase á aquela região, hoje em dia a região é estratégica para as super potencias, envolve muito dinheiro e conflitos a vista. Por isso tanto interesse e tanta movimentação bélica. sem opinião
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J. R. (1126) 18/10/2009 13h21
J. R. (1126) 18/10/2009 13h21
RU treina soldados iraquianos para proteger seus poços de petróleo.
"O Parlamento iraquiano aprovou nesta terça-feira um acordo de cooperação marítima com o Reino Unido que permitirá o retorno de entre cem e 150 soldados britânicos ao sul do país árabe, para ajudar a treinar a Marinha iraquiana e proteger as instalações petrolíferas."
Este é o sinal obvio que os ingleses se apossaram das companhias de petróleo iraquianas após enforcarem Sadam Hussein e colocarem "testas de ferro e laranjas" da nova elite iraquiana. Como se não bastasse o exército iraquiano vigiará os poços para eles. Provavelmente, após o saque ao tesouro iraquiano, no lugar de ouro e outras moedas, os corsários os encheram de dólares cheirando a tinta. O Irã deve abrir bem os olhos, pois isso é o que é pretendido para eles também. É bom que a revolução dos aiatolás comece a educar seu povo maciçamente, a fim de não facilitar a invasão dos inimigos que sempre contam com que o povo esteja na ignorância.
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J. R. (1126) 28/09/2009 14h07
J. R. (1126) 28/09/2009 14h07
Alguns não querem que o Brasil se aproxime do Irã, outros não querem que se aproxime do criminoso Israel, porém lembrem-se que estão num país que não tem rabo preso. O presidente do Irã virá, o ministro de Israel, Kadafi, Obama. Isso é liberdade e autodeterminação. De que adianta essa panacéia com relação ao mundo árabe? Nada. 1 opinião
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