Mundo
23/06/2009 - 13h28

Irã pede que opositor respeite "a lei e o voto"; ele promete mais denúncias

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da Folha Online
da France Presse, em Teerã

O ministério do Interior iraniano pediu nesta terça-feira que o principal líder da oposição, Mir Hossein Mousavi, "respeite a lei e o voto do povo" e encerre os protestos contra a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad que já configuram a maior crise política do país desde a Revolução Islâmica de 1979.

Nesta terça-feira, o Conselho dos Guardiães, a máxima instância constitucional do país e a responsável pela fiscalização da eleição, descartou anular a questionada eleição presidencial de 12 de junho passado e anunciou que Ahmadinejad irá tomar posse, em seu novo mandato de quatro anos, entre 26 de julho e 19 de agosto que vem.

Um dia antes, o Conselho de Guardiães chegou a admitir que o número de votos superou o de eleitores registrados em ao menos 50 cidades do país, mas que isso resultou em apenas 3 milhões de votos irregulares, o que não é suficiente para questionar a vitória de Ahmadinejad.

"Se tivesse ocorrido uma grave ilegalidade nas eleições, o Conselho teria anulado os votos nas urnas, colégios, distritos ou cidades afetadas, como já fez em outras ocasiões em eleições parlamentares", disse o porta-voz do organismo, Abbas Ali Kadkhodaei, citado pelo canal por satélite em inglês Press TV, vinculado à televisão estatal iraniana.

Segundo o Ministério do Interior, 85% dos 46 milhões de eleitores iranianos votaram no pleito de 12 de junho. Pelo resultado oficial, Ahmadinejad obteve 62,63% dos votos contra 33,75% de Mousavi.

AP/Reuters
O presidente Ahmadinejad, considerado reeleito pelo Irã, e o líder da oposição, Mousavi, que denuncia fraude
O presidente Ahmadinejad, considerado reeleito pelo Irã, e o líder da oposição, Mousavi, que denuncia fraude

Conforme informações da agência Irna, o Ministério do Interior pediu que Mousavi, além de respeitar o resultado do pleito, se comporte "em conformidade com a lei".

Em resposta, no entanto, o escritório do líder opositor anunciou que irá publicar em breve um relatório completo sobre "as fraudes e as irregularidades" cometidas durante a eleição. Neste domingo (21), Mousavi disse que não desistirá de lutar contra o resultado da eleição --da qual, diz, foi o verdadeiro vencedor-- e que está "pronto para o martírio".

Juntos, os três candidatos derrotados no pleito --Mousavi, Mehdi Karubi e Mohsen Rezai-- já denunciaram 646 supostas irregularidades.

Fraude

Entre os indícios de fraude, os especialistas apontam o fato de Ahmadinejad aparecer sempre com o dobro de votos de Mousavi nos resultados parciais da apuração, quando é comum que haja variação, graças às diferentes tendências de diferentes regiões do país; e o fato de 39,2 milhões de cédulas terem sido contadas a mão em apenas 12 horas quando, no passado, em eleições com uma menor participação de eleitores, o tempo foi ao menos duas vezes maior.

Há dúvidas ainda por Ahmadinejad ter recebido a maioria dos votos inclusive nas Províncias em que a minoria étnica azeri, a mesma de Mousavi, é majoritária; e pelo clérigo reformista Mehdi Karubi ter conseguido só 0,85% dos votos quando ele obteve 17% no primeiro turno das eleições presidenciais de 2005.

Comentários dos leitores
Valentin Makovski (217) 03/11/2009 15h23
Valentin Makovski (217) 03/11/2009 15h23
Eu não duvido de nada, se os EUA em alguns anos, implantarem algumas bases de mísseis de longo alcance no Iraque, pois estão lá e tem mais de 100 mil soldados, agora lógico. A Russia esta fazendo o mesmo apoio ao Irã, Pra ser mais exato, a guerra fria ainda não acabou só mudou de época. Lógico com vantagem dos EUA, mas a Russia tem seus prô e contras, ainda tem tecnologia suficiente e possui o maior arsenal de bombas atômicas. EUA estão no paquistão não para combater o Taliban, estão presentes numa região que demanda conflitos eternos, e que sempre terá um para vender armas, e tecnologia. Sabemos de praxe Srs (as) que guerras são grande negócios, em valores astronômicos. Antes não se dava ênfase á aquela região, hoje em dia a região é estratégica para as super potencias, envolve muito dinheiro e conflitos a vista. Por isso tanto interesse e tanta movimentação bélica. sem opinião
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J. R. (1126) 18/10/2009 13h21
J. R. (1126) 18/10/2009 13h21
RU treina soldados iraquianos para proteger seus poços de petróleo.
"O Parlamento iraquiano aprovou nesta terça-feira um acordo de cooperação marítima com o Reino Unido que permitirá o retorno de entre cem e 150 soldados britânicos ao sul do país árabe, para ajudar a treinar a Marinha iraquiana e proteger as instalações petrolíferas."
Este é o sinal obvio que os ingleses se apossaram das companhias de petróleo iraquianas após enforcarem Sadam Hussein e colocarem "testas de ferro e laranjas" da nova elite iraquiana. Como se não bastasse o exército iraquiano vigiará os poços para eles. Provavelmente, após o saque ao tesouro iraquiano, no lugar de ouro e outras moedas, os corsários os encheram de dólares cheirando a tinta. O Irã deve abrir bem os olhos, pois isso é o que é pretendido para eles também. É bom que a revolução dos aiatolás comece a educar seu povo maciçamente, a fim de não facilitar a invasão dos inimigos que sempre contam com que o povo esteja na ignorância.
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J. R. (1126) 28/09/2009 14h07
J. R. (1126) 28/09/2009 14h07
Alguns não querem que o Brasil se aproxime do Irã, outros não querem que se aproxime do criminoso Israel, porém lembrem-se que estão num país que não tem rabo preso. O presidente do Irã virá, o ministro de Israel, Kadafi, Obama. Isso é liberdade e autodeterminação. De que adianta essa panacéia com relação ao mundo árabe? Nada. 1 opinião
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