Irã pede que opositor respeite "a lei e o voto"; ele promete mais denúncias
da Folha Online
da France Presse, em Teerã
O ministério do Interior iraniano pediu nesta terça-feira que o principal líder da oposição, Mir Hossein Mousavi, "respeite a lei e o voto do povo" e encerre os protestos contra a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad que já configuram a maior crise política do país desde a Revolução Islâmica de 1979.
Nesta terça-feira, o Conselho dos Guardiães, a máxima instância constitucional do país e a responsável pela fiscalização da eleição, descartou anular a questionada eleição presidencial de 12 de junho passado e anunciou que Ahmadinejad irá tomar posse, em seu novo mandato de quatro anos, entre 26 de julho e 19 de agosto que vem.
Um dia antes, o Conselho de Guardiães chegou a admitir que o número de votos superou o de eleitores registrados em ao menos 50 cidades do país, mas que isso resultou em apenas 3 milhões de votos irregulares, o que não é suficiente para questionar a vitória de Ahmadinejad.
"Se tivesse ocorrido uma grave ilegalidade nas eleições, o Conselho teria anulado os votos nas urnas, colégios, distritos ou cidades afetadas, como já fez em outras ocasiões em eleições parlamentares", disse o porta-voz do organismo, Abbas Ali Kadkhodaei, citado pelo canal por satélite em inglês Press TV, vinculado à televisão estatal iraniana.
Segundo o Ministério do Interior, 85% dos 46 milhões de eleitores iranianos votaram no pleito de 12 de junho. Pelo resultado oficial, Ahmadinejad obteve 62,63% dos votos contra 33,75% de Mousavi.
| AP/Reuters | ||
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| O presidente Ahmadinejad, considerado reeleito pelo Irã, e o líder da oposição, Mousavi, que denuncia fraude |
Conforme informações da agência Irna, o Ministério do Interior pediu que Mousavi, além de respeitar o resultado do pleito, se comporte "em conformidade com a lei".
Em resposta, no entanto, o escritório do líder opositor anunciou que irá publicar em breve um relatório completo sobre "as fraudes e as irregularidades" cometidas durante a eleição. Neste domingo (21), Mousavi disse que não desistirá de lutar contra o resultado da eleição --da qual, diz, foi o verdadeiro vencedor-- e que está "pronto para o martírio".
Juntos, os três candidatos derrotados no pleito --Mousavi, Mehdi Karubi e Mohsen Rezai-- já denunciaram 646 supostas irregularidades.
Fraude
Entre os indícios de fraude, os especialistas apontam o fato de Ahmadinejad aparecer sempre com o dobro de votos de Mousavi nos resultados parciais da apuração, quando é comum que haja variação, graças às diferentes tendências de diferentes regiões do país; e o fato de 39,2 milhões de cédulas terem sido contadas a mão em apenas 12 horas quando, no passado, em eleições com uma menor participação de eleitores, o tempo foi ao menos duas vezes maior.
Há dúvidas ainda por Ahmadinejad ter recebido a maioria dos votos inclusive nas Províncias em que a minoria étnica azeri, a mesma de Mousavi, é majoritária; e pelo clérigo reformista Mehdi Karubi ter conseguido só 0,85% dos votos quando ele obteve 17% no primeiro turno das eleições presidenciais de 2005.
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"O Parlamento iraquiano aprovou nesta terça-feira um acordo de cooperação marítima com o Reino Unido que permitirá o retorno de entre cem e 150 soldados britânicos ao sul do país árabe, para ajudar a treinar a Marinha iraquiana e proteger as instalações petrolíferas."
Este é o sinal obvio que os ingleses se apossaram das companhias de petróleo iraquianas após enforcarem Sadam Hussein e colocarem "testas de ferro e laranjas" da nova elite iraquiana. Como se não bastasse o exército iraquiano vigiará os poços para eles. Provavelmente, após o saque ao tesouro iraquiano, no lugar de ouro e outras moedas, os corsários os encheram de dólares cheirando a tinta. O Irã deve abrir bem os olhos, pois isso é o que é pretendido para eles também. É bom que a revolução dos aiatolás comece a educar seu povo maciçamente, a fim de não facilitar a invasão dos inimigos que sempre contam com que o povo esteja na ignorância.
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