Mundo
23/06/2009 - 17h59

Após assinar lei antifumo, Obama diz ter recaídas com cigarro

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colaboração para a Folha Online

Um dia depois de assinar uma lei que dá ao governo americano poderes sem precedentes para regular a indústria do tabaco, o presidente Barack Obama admitiu que às vezes tem "uma recaída" no seu próprio esforço para parar de fumar.

Obama disse aos jornalistas que está "95% curado", mas, acrescentou que às vezes cai em tentação. Durante a campanha eleitoral, ele reconheceu em várias ocasiões quão difícil é abandonar o hábito e recorreu aos chicletes de nicotina para não fumar.

Ele disse que não é um fumante diário ou contumaz e que não fuma em frente de suas filhas, Malia, de 10 anos, e Sasha, de 8. Mas afirmou que, assim como acontece com alcoólatras, ele luta continuamente contra a dependência.

O presidente americano disse que é por isso que a legislação antitabaco é tão importante: porque ele não quer que as crianças entrem nesse caminho.

A lei sancionada nesta segunda-feira prevê que o governo assuma o controle da produção, venda e publicidade do tabaco, apesar das objeções da indústria, que se verá obrigada a revelar os ingredientes que usa em seus produtos. Segundo especialistas, a lei não apenas reduzirá o número de mortes causadas pelo fumo, mas também significará uma economia anual de quase US$ 100 bilhões em custos de atendimento médico.

Entre outras coisas, a legislação outorga à Administração de Medicamentos e Alimentos americana (FDA, em inglês) o poder de proibir cigarros com sabor, que comumente atraem os que começam a fumar.

Além disso, a lei proíbe a indústria do tabaco de usar termos como "baixo nível de alcatrão" ou "light", exige que as advertências sobre os perigos do tabaco tenham maiores dimensões nos pacotes de cigarros e restringe a publicidade desse tipo de produto. A iniciativa também prevê que as companhias do ramo reduzam os níveis de nicotina nos cigarros.

Com Associated Press e Efe

Comentários dos leitores
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
Presidente Obama nos dá uma lição de como um Estadista deve tratar o desenvolvimento de uma nação: com justiça social. Sem acesso à saúde garantido pelo Estado não se pode marchar rumo à consolidação de uma nação de forma sustentável. Com esta atitude o Predidente Obama abre mão de uma boa parte de sua popularidade, considerando que ele intefere num mercado (o da prestação de serviços de saúde) extremamente fisiológico, influente economicamente e com grande poder político. Os resultados virão, não tão rápido, mas as gerações porvindouras terão o que comemorar... sem opinião
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J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
As mortes causadas pelas campanhas dos USA pelo mundo dá para encher milhares de torres gêmeas e wordtradecenters. Na guerra nuclear não haverá vencedores, nem mesmo o poderoso USA sobrará, é a eutanásia da humanidade doente! sem opinião
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Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
A questão não é o fato do Obama defender o seu país e sim, dar continuidade a uma política de intervenção no país alheio, o que não é nada democrático, logo eles que "prezam" tanto pela democracia. Por qual motivo? Eu também lamento o atentado ocorrido no 11 de setembro, porém, acredito que isso não justifica a invasão estadunidense. Assim como no World Trade Center, no Afeganistão havia e ainda há muitos civis inocentes, sendo eles também vítimas das atrocidades cometidas por ambas as partes. O atentado terrorista provavelmente ainda servirá por muito tempo para justificar uma invasão que não tem justificativa para aqueles que se tornaram vítimas do horror da guerra. 5 opiniões
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