Opositor convoca novo protesto no Irã; líder supremo diz que não cederá
da Folha Online
O candidato reformista derrotado e líder da oposição, Mir Hossein Mousavi, convocou um novo protesto contra fraude no pleito que reelegeu o presidente Mahmoud Ahmadinejad para a manhã desta quarta-feira em frente à sede do Parlamento iraniano. Ele deve fazer um discurso ao lado da mulher, Zahra Rahnavard.
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Mousavi publicou um texto em seu site no qual convoca seus partidários para um protesto pacífico. A convocação foi distribuída em correntes de e-mails, única forma de comunicação viável diante da censura imposta pelas autoridades iranianas aos jornais estrangeiros e à mídia on-line e blogs.
| AP |
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| Jovens iranianos aguardam ônibus em Teerã; cidade deve ser tomada por novo protesto |
Também nesta quarta-feira, o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, afirmou que as autoridades não cederão à onda de manifestações da oposição.
"Nos recentes incidentes que envolvem a eleição, eu venho insistindo na aplicação da lei e continuarei. Isso significa que não iremos além do âmbito da lei", disse Khamenei, em um possível recado contra as críticas internacionais sobre abuso do uso da força e violência pelas forças de segurança na contenção dos protestos.
"Nem o sistema, nem o povo vão ceder pela força", declarou.
Mousavi denuncia irregularidades e fraude nos resultados da eleição presidencial que, segundo o Ministério do Interior, resultou na reeleição de Ahmadinejad com cerca de 63% dos votos contra 34% do reformista.
Depois do anúncio dos resultados em 13 de junho, milhares de partidários de Mousavi saíram às ruas para protestar. Segundo números oficiais, ao menos 20 morreram em confrontos entre manifestantes e as forças de segurança iranianas.
No começo dos protestos da oposição, Khamenei assumiu um discurso cauteloso e interveio no Conselho de Guardiães, órgão responsável por ratificar o resultado da eleição, para que avaliassem as 646 denúncias de irregularidades.
Na sexta-feira passada (19), contudo, Khamenei abandonou o tom amigável, rejeitou denúncias de fraude e deu um ultimato para que os oposicionistas deixassem as ruas. Desde então, o governo ampliou o uso da força na contenção dos protestos e os confrontos entre manifestantes e agentes iranianos já deixaram 20 mortos, segundo números oficiais.
Prisão
| Bagher Nassir/AP |
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| Presidente Mahmoud Ahmadinejad cumprimenta jornalistas; ele critica oposicionistas |
As autoridades iranianas ampliaram também a campanha contra a divulgação na imprensa dos protestos da oposição sobre fraude no pleito de 12 de junho. A polícia iraniana prendeu cerca de 20 pessoas na sede do jornal "Kalameh", favorável a Mousavi, informaram fontes ligadas ao opositor.
"No momento em que a polícia invadiu o jornal havia aproximadamente 20 pessoas. Cinco eram do setor administrativo e o restante jornalistas", afirmou a fonte, que preferiu não se identificar. O Irã proibiu jornalistas e agências de notícias estrangeiras de permanecer no país e cobrir o que chama de distúrbios, os protestos em massa da oposição que ocupam as ruas de Teerã desde o anúncio do resultado oficial das eleições.
Segundo a mesma fonte, a redação do jornal, localizada em um edifício no centro de Teerã, já não estava em funcionamento, mas ainda era utilizada como centro de reunião.
A polícia iraniana anunciou que tinha desmantelado o quartel-general dos "sabotadores", "utilizado como base de campanha por um dos candidatos presidenciais" derrotados no dia 12 de junho.
"Após revistar o edifício, que era utilizado pela campanha de um dos candidatos, foi descoberto que aconteciam reuniões ilegais que promoviam os distúrbios e trabalhavam contra a segurança do país", disse a polícia em comunicado divulgado pela agência oficial de notícias Irna.
O comunicado não esclarecia de qual candidato se tratava, mas a emissora pública em inglês PressTV assegurou que o prédio acolhia vários escritórios de Mousavi.
"Há cinco ou seis funcionários administrativos e os demais são jornalistas. Foram detidos na segunda-feira [22]", afirmou Alireza Beheshti, que trabalha na redação do jornal, citada pela agência France Presse. "Os agentes que vieram ao jornal não apresentaram nenhuma ordem", completou.
Beheshti informou ainda que entre os detentos estavam cinco mulheres, que foram colocadas em liberdade na terça-feira (23) à noite.
Com agências internacionais
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"O Parlamento iraquiano aprovou nesta terça-feira um acordo de cooperação marítima com o Reino Unido que permitirá o retorno de entre cem e 150 soldados britânicos ao sul do país árabe, para ajudar a treinar a Marinha iraquiana e proteger as instalações petrolíferas."
Este é o sinal obvio que os ingleses se apossaram das companhias de petróleo iraquianas após enforcarem Sadam Hussein e colocarem "testas de ferro e laranjas" da nova elite iraquiana. Como se não bastasse o exército iraquiano vigiará os poços para eles. Provavelmente, após o saque ao tesouro iraquiano, no lugar de ouro e outras moedas, os corsários os encheram de dólares cheirando a tinta. O Irã deve abrir bem os olhos, pois isso é o que é pretendido para eles também. É bom que a revolução dos aiatolás comece a educar seu povo maciçamente, a fim de não facilitar a invasão dos inimigos que sempre contam com que o povo esteja na ignorância.
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