Obama enviará embaixador à Síria após 4 anos
da Folha Online
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, decidiu enviar novamente um embaixador de seu país à Síria após uma ausência de mais de quatro anos, informou nesta quarta-feira o jornal "The Washington Post". A medida faz parte da nova política externa trazida pelo governo Obama de aproximação com nações consideradas hostis pelo antecessor George W. Bush.
O jornal, que cita uma autoridade de alto escalão que pediu anonimato, afirmou que nesta terça-feira à noite o secretário de Estado adjunto para o Oriente Médio, Jeffrey Feltman, informou a intenção de Obama ao embaixador da Síria em Washington, Imad Mustafa.
Mustafa aprovou a decisão do novo governo americano como uma medida para ampliar o diálogo com a região, afirma a CNN.
O anúncio deve ser feito até o fim da semana, mas nenhum nome foi escolhido.
"Com o retorno de um enviado americano a Damasco, o governo de Obama busca um papel mais amplo para os EUA na região, ao mesmo tempo em que o presidente [Obama] trabalha para reabilitar as relações com o mundo islâmico e o Oriente Médio", afirma o jornal.
Bush retirou o embaixador dos EUA em Damasco em fevereiro de 2005, depois do assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri, atentado no qual há suspeitas de envolvimento com "agentes dos serviços de inteligência sírios. O presidente sírio Bashar al-Assad refuta a acusação".
Uma investigação da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre o assassinato implicou inicialmente diversos funcionários sírios e libaneses. Um tribunal especial da ONU foi criado para o julgamento dos suspeitos.
As relações bilaterais melhoraram depois que Obama assumiu a Casa Branca em janeiro e o governo americano afirma que ele esta comprometido em buscar um acordo de paz entre Síria e Israel como parte de um plano maior de paz no Oriente Médio.
O governo sírio, contudo, continua sob sanções de Washington, parcialmente porque os EUA reconhecem na Síria um esforço para ajudar os insurgentes no Iraque.
A decisão de apontar um embaixador vem depois de uma série de visitas a Damasco de funcionários de alto escalão do governo, incluindo o enviado dos EUA para o Oriente Médio, George J. Mitchell.
"Nós temos tido mais e mais discussões e precisamos de alguém lá para se engajar", disse um funcionário do governo à CNN.
com Efe e Reuters
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A reverência de Obama foi um gesto de humildade, de reconciliação, de gratidão, de "desculpas" e principalmente, um sublime gesto de reconhecimento à contribuição que o japão pós guerra, deu ao desenvolvimento americano. O povo americano deveria abrir um pequeno espaço no seu tempo para estudar um pouco mais a sua história.
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